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Vitórias, boatos e piadas
3 de Novembro de 2010

Era de alguma forma expectável que a presente Liga Zon Sagres viesse a assumir contornos bizarros, dada a vital importância que o desfecho da mesma encerra para alguns.

Com o Benfica campeão, era sabido que a concorrência se perfilava de alguma forma fragilizada e condicionada, mais ainda quando - teoricamente - partia em desvantagem, por força da alteração no seu comando técnico.

Em análise alinharam-se então questões inéditas como o eventual fim da tão proclamada hegemonia portista, mais a da sustentabilidade do FC Porto sem o acesso à Champions, sem esquecer o beliscar das aptidões do expert do futebol nacional que, falhando Jorge Jesus, foi buscar apenas a promessa AVB, um tipo de lotaria... Havendo outras...

Numa perspectiva realista, era por conseguinte antecipável que a Liga actual coabitasse desde a primeira hora com as convulsões de um «sistema» modernizado, onde o clubismo nas áreas de influência por norma sabe o que tem de fazer e quando o fazer, um pouco à imagem do que se passa na imprensa, com auto-suficientes António Tavares-Teles a darem cartas.

E é sobre esses mesmos jornalistas que nos debruçaremos aqui, os arautos da desgraça, os profetas da hecatombe, os iluminados que lançam conjuntamente boatos e observam coisas onde não existem, uns quaisquer Bin Ladens como o chefe de caixa hipocritamente intitula alguns.

Na mesma semana que o Benfica conquistou a 5.ª vitória consecutiva na Liga Zon Sagres e se viu que o FC Porto é tudo menos invencível em Coimbra – pese o estado do relvado, surge novamente a questão dos prémios por pagar no Benfica – referentes aos títulos conquistados na época passada. Diga-se aliás que esta questão dos prémios e a influência que supostamente vem tendo no menor rendimento do Benfica, vem merecendo repúdio por parte dos capitães do Benfica e não é de agora. Rui Santos entre outros, apenas voltaram a retomá-la, julgando ser o timing perfeito (vésperas do FCPorto-Benfica) para o fazer. Como nós os compreendemos... mas só deviam era ter um pouco mais de imaginação...

É tudo uma questão de oportunidade, sendo ela apropriada... como o foi aliás anteriormente, quando António Pereira do Correio da Manhã invent... abordou o assunto pela 1.ª vez.

Este tipo de falácias e boatos, esta veia especulativa que por norma visa desestabilizar sempre os mesmos, vêm a público em alturas propícias. Oportunamente visam desestabilizar o balneário, trazer mau estar entre os adeptos, fragilizarem a Direcção, etc. Pertinente diga-se, para mais quando o Benfica consegue por mérito próprio resistir aos condicionalismos impostos nas primeiras jornadas e (ainda) se perfila como o principal adversário do FC Porto.

Evidentemente, dê por onde der, há a tentação na imprensa actual de desvalorizar o que o Benfica vem conseguindo fazer, resistir estoicamente jogo após jogo, cada um deles uma final, e manter dessa forma intactos os objectivos da época. Como disse Mourinho, o sucesso no desporto de alta competição está intimamente interligada com a forma de saber afastar a pressão. Por cá há a tentação da imprensa em precipitar o fim, é que à medida que o Benfica for sucumbindo aos objectivos predispostos no início da época, mais fácil será alimentar as habituais historietas dos erros da direcção e da equipa técnica no planeamento de época, mais fácil será vender Coentrão e David Luiz já em Janeiro, entre muitas outras que conjuntamente deliciarão os escribas que já não conseguem sequer escrever construtivamente sobre os campeões nacionais.

Dos boatos para as piadas, esta foi uma semana que o indefectível Miguel Sousa Tavares perguntou «são capazes de recordar quando foi a última vez que o Benfica teve razão de queixas de arbitragem de um jogo no Dragão ou nas Antas?», o que cai sempre bem quando simultaneamente é conhecida a nomeação de Pedro Proença para o clássico, ele que no último campeonato conquistado pelo FC Porto, remontando a Fevereiro de 2009, inquinou a Liga de então, assinalando a grande penalidade num certo mergulho de Lisandro Lopez que convertida coíbiu o Benfica de vencer no Dragão e passar para o comando da Liga. À atenção de Sousa Tavares!

Felizmente o Benfica sucumbiu nos últimos 25 minutos do encontro de ontem com o Lyon, culminando com uma vitória pela margem mínima. E dizemos felizmente porque é sempre mais fácil lidar com a crítica ao descalabro benfiquista dos últimos 25 minutos do encontro do que lidar com boatos que por norma são publicados quando o Benfica alcança algo de bom – e digamos que 4-0 ao Lyon teria o dom de surpreender não só os adeptos portugueses mas da Europa em geral.

Podemos então ver alinhadas as piadas de portistas indefectíveis como António Varela, considerando Jorge Jesus como o pensador do dia por apenas ter projectado um jogo de 74 minutos, isto depois do técnico ter confessado «Na palestra, disse aos jogadores que o jogo seria fácil. Acertei apenas até ao 4-0».

O curioso é que alguns escribas da comunicação social estão mortinhos por elevar a temperatura, talvez motivados pelo tempo frio que se começa a fazer sentir. Notamos um esforço persistente no diário do director Pais para que isso aconteça, com o desfile dos pronto-socorros neste tipo de tarefas. E neste tempo de crise que atravessamos, esse tipo de situações vinha mesmo a calhar…

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