Ponto Vermelho
Cansativo…
13 de Abril de 2016
Partilhar no Facebook

Neste momento do futebol profissional do Benfica, mesmo admitindo o cenário mais negro da perda de todos os títulos em que est(á)eve envolvido, torna-se já evidente que eram manifestamente exageradas as opiniões e os comentários que o apontavam como o bombo da festa da presente época desportiva. Nem os ensinamentos do passado recente com sinais contraditórios em duas temporadas consecutivas impediu as massas ululantes entre as quais benfiquistas, de traçarem o caminho futuro com uma fatalidade inevitável. Não sendo propriamente uma novidade, ainda assim estranha-se a forma de atirar a toalha ao chão por parte de alguns adeptos, porque, dos outros, percebe-se o fito e de que maneira!

O ruído ensurdecedor que se tem feito sentir desde que a ânsia de protagonismo aterrou, sem páraquedas, em Alvalade, só foi amenizado pela quietude registada no Dragão que acabou por transformar-se em tragédia incontrolada, o que comprova que, nalguns sítios só se fala, desconversa e se pratica ironia de trazer por casa quando se está na mó de cima e a ganhar. Depois de três décadas chegou finalmente a hora da verdade, e a nova realidade que surgiu impante e sem freio, faz com que a adaptação aos novos caminhos se processe com lentidão exasperante e com muito mais dúvidas do que certezas. O que se compreende…

Todavia, a tenda das velhas práticas ainda não foi desmontada. Fiéis à matriz, carpem-se mágoas e empola-se o rancor sem olhar para dentro. Se o Benfica que parecia moribundo e de quem nada se esperava, de mansinho consegui reerguer-se e aproximar-se dos padrões normais que o caracterizam como grande Clube que ultrapassa fronteiras, então na impossibilidade de sermos nós os vencedores que também não sejam eles. É por isso que se assiste hoje sem qualquer ponta de surpresa a uma aliança oportunista entre portistas e leões que tem como único objectivo impedir por todos os meios que o Benfica atinja o ceptro mais desejado – o tricampeonato. Não estão sozinhos porque contam com o acordo tácito de alguns comentadores, jornalistas e órgãos de comunicação que nunca esconderam, de forma declarada, as suas preferências.

Nas suas semanas que antecederam a jornada 28 tivémos acalmia e silêncio porque não existiram jogos da primeira Liga mas, logo que houve, recomeçou o ruído tendo como pano de fundo as arbitragens como se na actualidade fossem elas a única explicação para que não se ganhem títulos. É justo salientar que o Apito Dourado veio dar origem a um (quase) virar de página de um dos mais graves e longos ciclos de conspurcação no sector, sendo que o Benfica época após época, foi severamente espoliado. Foi esse o período que ficou conhecido como o tempo em que só os burros falavam de arbitragem

De então para cá houve melhorias graduais devido à melhor preparação e a uma menor dependência dos árbitros, mas continuou, como sempre, a haver erros, alguns dos quais flagrantes que elevaram os decibéis na praça pública e contribuíram para que o silêncio pretendido fosse apenas uma quimera. Sendo os erros de arbitragem uma realidade de todas as épocas aqui e em qualquer lado como aliás se tem visto em profusão nos campeonatos de Ligas reconhecidamente mais competitivas, continua a não se perceber a razão porque só em Portugal se fala todos os dias, semanas e meses das arbitragens como se mais nada existisse. Torna-se cansativo e deprimente e pelo que se observa não tem ajudado a melhorar as performances, mas é inegável que o banzé ajuda a mascarar algumas deficiências e também desesperos…

Os vendedores de serviço afectos ao Sporting, ao FC Porto e ao cada vez mais numeroso clube dos antis, têm-se esforçado por fazer passar a mensagem de que o único culpado pela situação seria o líder do sector Vítor Pereira. Não estando isento como é óbvio, a marca fundamental dos ataques era a sua substituição desde logo por um homem de confiança, mas o objectivo último é, como sabemos, o actual líder federativo. Uma vez que este já anunciou a recandidatura e se transformou, de forma evidente, num alvo inatingível, nalguns corredores, gabinetes e redacções deve imperar a desilusão. Assim sendo, a grande expectativa passou a estar centrada na pessoa a escolher para ocupar a cadeira deixada vaga por Vítor Pereira, sendo que o eleito será José Fontelas Gomes. Falta agora aguardar as ideias, o programa e os compagnons de route. Esperemos que não surja nenhum método de Hondt encapotado para que continue a haver pretextos e desculpas…








Bookmark and Share