Ponto Vermelho
Reclamam-se novos tempos!
13 de Maio de 2016
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1. Estamos prestes a atingir o final de mais uma temporada. Falta disputar a derradeira jornada que mantém em suspenso o título nacional (que luxo!), o acesso à Liga Europa e, como não há duas sem três, a definição do candidato que se juntará à velha Briosa na descida. Disputa certamente intensa que se saldará pela enorme alegria de uns e a imensa tristeza dos que não conseguiram os objectivos. É assim em todas as épocas e esta não foge à regra, sendo que as únicas e reais novidades foram o surgimento do Sporting a lutar até à derradeira jornada pelo título e o FC Porto por ter dele desistido tão cedo dele.

2. Poder-se-á dizer, no entanto, que continuaram a acontecer factos e peripécias que bem deveriam ter sido evitadas, se os órgãos responsáveis não se tivessem demitido das suas funções. Não é novo nem surpreendente, mas continuar a olhar para o lado não é solução, porque existindo laxismo a tendência será sempre de agravamento, uma vez que não se pode esperar que os prevaricadores resolvam por si só inverter o rumo. Volta a sair danificado o futebol e perde o País cuja imagem voltou a não ficar fortalecida.

3. Não se alterou a tendência da disputa a todo o preço pelo poder, fosse para obtê-lo e exercê-lo de forma directa, fosse pela obstinação de tentar impedir por todos os meios de o mesmo vir a cair na órbita dos rivais. Foi assim que surgiu inopinadamente Pedro Proença como presidente da Liga, fruto da convicção dos seus promotores que o lançaram como balão de ensaio destinado a outros cometimentos. Os resultados estão à vista e, com toda a franqueza, não surpreendem dada a sua falta de experiência no dirigismo sobretudo no patronal…

4. Mau grado esse handicap que está em consonância com o percurso sinuoso no plano nacional cuja história está bem documentada, é inegável que Proença conseguiu projecção no panorama da arbitragem da UEFA e da FIFA, pelo que depois de terminar abruptamente a carreira conseguiu, sem qualquer surpresa, ocupar uma V.P. onde certamente estaria em melhores condições de lutar por uma arbitragem melhor, podendo assim exercer a influência que a arbitragem lusa nunca teve, prestigiando de igual modo o país. Não o entendeu assim e deixou-se embalar por cantos de sereia vindos de Alvalade e do Dragão. De concreto ter-se-á perdido um excelente dirigente da arbitragem para se ganhar um dirigente que nada de relevante trouxe ao nosso futebol até ao momento, pois tem continuado a navegar em águas turvas…

5. A culpa não é, em bom rigor, só dele, pois é apenas uma mera peça do puzzle numa encruzilhada de interesses vastos e variados. Que não tem sabido ou querido combater, optando por ignorar factos relevantes que têm contribuído para momentos de grande crispação. Justificava-se a sua intervenção porque ao contrário do que disse numa tentativa de desvalorização, os mesmos estão longe de constituir fait-divers… Estando já em gestação a próxima temporada, é pois altura de se afirmar e intervir na defesa do futebol e desfazer a imagem negativa entretanto acumulada.

6. Noutro patamar mas interligado, estão as próximas eleições para a F.P.F. Não há novidade na Direcção onde o actual presidente se recandidata, mas existem nos outros dois importantes órgãos – a Arbitragem e a Disciplina, justamente os órgãos que têm continuado sob fogo mais intenso. Face ao que tem estado em jogo, estará porventura na altura do actual e futuro presidente sair da sua zona de conforto e ser mais interventivo em áreas que requerem a sua atenção. Por sua vez a Arbitragem sem o causador de todos os malefícios e com uma lista uniforme e o C.D. com nova composição, esperam-se melhorias evidentes que contribuam para a redução da tensão que se instalou. Em suma, do trabalho conjunto de todos os órgãos aguarda-se o salto em frente e o início de uma nova era. No interesse de todos os que lutam por um futebol menos conflituoso e mais transparente!








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