Ponto Vermelho
O desfile lamurioso dos calimeros…
22 de Maio de 2016
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Ninguém, verdadeiramente, poderá afirmar que ficou surpreendido, pois as incidências que surgiram em toda a época desportiva não faziam prever outra coisa; o carpir de mágoas e o derramar de lágrimas de frustração que, afinal, na derrota, são comportamentos de todos os tempos. Pelo menos e para as memórias mais recentes, desde praticamente o início do século. Faz parte da sua cultura, da sua mentalidade e da sua génese, pois perdem mais tempo preocupados e a olhar para o que faz o vizinho do outro lado da 2.ª Circular do que concentrados em buscar soluções para os inúmeros problemas que os afligem. E este ano tiveram que assumir quase todas as despesas, porquanto o seu aliado tradicional assoberbado com mais uma temporada miserável, não teve oportunidade, e muito menos vontade, de vir em seu auxílio…

Se analisarmos em profundidade toda a panóplia de fait divers que serviram para animar os diversos órgãos de comunicação e as redes sociais, chegamos sem qualquer esforço à conclusão que temos uma mão cheia de nada, porquanto para além de alguma imaginação sempre fértil, feito o balanço da época nada mais resta do que um simples bruá que já só se ouve ao longe… A estratégia de comunicação seguida pelo Sporting pode ser rotulada de desastre completo, na medida em que, apesar do ladrar incessante das inúmeras matilhas de cães, a caravana passou altiva e indiferente a caminho do seu destino imparável. Uma lição que, provavelmente, não terá sido aprendida. Já não falta muito para o sabermos pois não tardarão aí as peripécias de mais uma pré-época bem recheada, agora que Jesus em mais uma acção de sensibilização tal como fez no passado, prolongou o seu vínculo com o Sporting com o reforço pleno de poderes…

Seria exigir muito a quem não tem arte, classe ou nobreza para reconhecer a vitória do Benfica e a sua magnífica temporada depois do pesadelo dos primeiros tempos. Aliás, face a tudo o que se foi passando que raiou de longe o admissível, nem o benfiquista mais ingénuo esperaria que tal acontecesse. As coisas são o que são e o conceito genuíno e sadio de rivalidade foi há muito abastardado por todos aqueles que desconhecem o verdadeiro alcance do termo, pois ao terem nascido e crescido num ambiente turvo e com espírito nublado, isso não lhes deu acesso ao bom senso que construiu essa mesma rivalidade desde os primórdios do século passado.

Não é preciso ser adivinho ou muito versado nestas matérias para perceber que na próxima temporada iremos ter mais do mesmo. Não necessariamente igual como é óbvio, mas com a atribuição de mais poderes ao novo dono de Alvalade é bem provável que novas nuances aportem à costa. Haverá, no entanto, uma realidade emergente que derivará da nova composição do Conselho de Disciplina a criar novas expectativas, sem esquecer as declarações do Presidente da Liga que prometeu uma época diferente e mais rigorosa nesse particular. Como o seguro morreu de velho, vamos aguardar atentos e com expectativa que a nova temporada seja distinta e o futebol português entre nos eixos no tocante aos excessos do jogo fora das quatro linhas!

Apesar dos próximos desenvolvimentos passarem pela Selecção Nacional e aquilo que pode vir a fazer no Europeu de França, o mercado das transferências que já decorre todo o ano, irá conhecer a agitação do costume. Nomes e mais nomes em cima da mesa, faltando saber com exactidão os jogadores que irão sair e entrar até ao último sopro do mercado lá para o fim da primeira semana de Setembro. É pois de crer que as primeiras páginas tenderão a encher-se diariamente de novidades para animar os adeptos que deliram sempre com este mundo de expectativas, a esmagadora maioria infundadas. O futuro o dirá!










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