Ponto Vermelho
Fantasmas ou diabinhos?
11 de Fevereiro de 2013
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Como ficou ontem provado mais uma vez no Estádio da Madeira contra o Nacional, a equipa do Benfica ainda não conseguiu de nenhum modo exorcizar os seus fantasmas em mais um jogo arbitrado por Pedro Proença. Não queremos crer que foram os efeitos da altitude porque ainda a temporada transacta os encarnados sairam vitoriosos da deslocação, ou do nevoeiro dado que o tempo apresentou desta vez uma limpidez convidativa. E também não foi do clube anfitrião que, sem menosprezo fez o papel que lhe competia e deu réplica condigna à equipa que se apresentava como largamente favorita.

Parece pois demasiado evidente que a equipa encarnada não se dá bem com Proença e o contrário também parece ser inteiramente verídico. É um síndroma mútuo que não vemos que possa vir a ser ultrapassado, atendendo a que este juíz anda a prejudicar sistematicamente o Benfica desde o já longínquo ano de 2001 o que, mesmo para os mais crédulos, pesa demasiado na balança e torna muito difícil que mesmo os bem intencionados possam pensar de que se trata de puras coincidências. Elas de facto surgem a cada passo, mas é virtualmente impossível de acontecerem há 12 anos ininterruptos, sempre com o mesmo vector e sempre com o saldo dos prejuízos a recaírem sobre os encarnados.

Querendo manter o assunto num determinado nível, não vamos entrar pelo caminho da especulação desenfreada e dizer que Proença e os seus auxiliares erram de uma forma propositada. Não, não vamos por aí. O árbitro lisboeta tem merecido os maiores elogios dos seus pares, foi empurrado para uma época de ouro (embora se saiba como as coisas funcionam nesse e noutros aspectos) onde teve desempenho meritório, e isso prova que se trata de um árbitro competente. É aí está justamente o busílis da questão e que tem levado a um sem número de interrogações: porque é competente lá fora e incompetente cá dentro? E porque é que ao abrigo dessa incompetência as suas arbitragens favorecem sempre uns clubes em detrimento dos outros?

Dada a recorrência e apesar de poderem acontecer factos e casos paranormais, ninguém acredita que pode ser apenas mera coincidência. Então o que será? O síndroma de que Proença sofre sempre que apita o Benfica? A perseguida preocupação de por ser alegadamente sócio dos encarnados pretender em cada jogo afirmar a sua imparcialidade ao ponto de se tornar deliberado e parcial? Qualquer outra explicação que possa vir a ser justificada por entrar nos domínios da paranormalidade? Poderá de facto ser qualquer delas, ou então não haver explicações plausíveis que possam justificar essa tendência de mais de uma década.

Do nosso ponto de vista, ressalta evidente que Pedro Proença como já demonstrou até à exaustão, não tem condições psicológicas para apitar jogos em que uma das equipas seja o Benfica. Por via disso e num exercício de honestidade intelectual deveria assimilar de uma vez por todas esse seu handicap, solicitando ao Presidente do Conselho de Arbitragem que não o nomeasse para jogos dos encarnados. Por seu turno este, deveria estar atento a este fenómeno que hoje se apresenta demasiado claro e inquestionável aos olhos da maioria dos adeptos. Porque, ao Benfica não resta mais do que continuar a reclamar dado que como se sabe os clubes não podem vetar árbitros. Com excepções evidentemente, fruto de alguma reunião secreta e que torna uns mais iguais do que outros... Nesse sentido mal esperamos para ver quando é que Bruno Paixão irá arbitrar um jogo do FC Porto...

Mas, dirão alguns, afinal de que é que os adeptos benfiquistas se queixam em relação ao jogo de ontem na Madeira? Não terá sido Proença salomónico quando perdoou um penalty ao Nacional e outro lance idêntico ao Benfica? Percebemos a vontade de equilibrar as coisas. Aliás, desde que vimos o entusiasmo do relator da estação televisiva que transmitiu o jogo a gritar golo do Nacional quando afinal o jogador atirou de cabeça ao lado, percebemos desde logo que as imagens de qualquer lance teriam tratamento diferente. E tiveram; sobre o braço na bola do jogador nacionalista as imagens passaram de fugida não fossem demonstrar a evidência que se verificou, enquanto o suposto lance de penalty em que interveio Luisão passou inúmeras vezes em que cada imagem era acompanhada de mais um pormenor na tentativa de influenciar a análise dos espectadores. Contudo, ficou por demonstrar a evidência...

Acreditamos que Proença tenha feito um esforço sobrehumano para desmentir o rótulo que deixou que lhe colocassem desde o início do século. E estava com mais erro menos erro, embora nunca se conseguisse desligar das atitudes altaneiras e de uma pretensa tendência para o paternalismo, pois isso faz parte da sua imagem de marca. Mas os 5 minutos regulamentares finais bem como os 6 dos descontos revelaram a verdadeira faceta de Pedro Proença. Quem de alguma forma conhece o futebol por dentro, sabe na perfeição que quando uma equipa de topo está à procura da vitória nos minutos finais funciona mais o coração do que a cabeça. A adrenalina sobe a níveis impensáveis e um pequeno detalhe poderá despoletar atitudes ou reacções impensáveis dos jogadores.

Ora, nesses momentos intensos, compete ao árbitro ser profilático e inteligente na abordagem aos lances, antecipando eventuais focos de conflito. Proença não o fez e, pior do que isso, enveredou por decisões e atitudes que enervaram os jogadores encarnados como por exemplo a repetição de livres e a ostensiva amostragem do apito como se os jogadores não soubessem que ele era o árbitro. E quando se acentuou o anti-jogo (compreensível) do Nacional, deveria ter intervido e não o fez. E com isso ainda enervou mais os jogadores do Benfica, com convite a Cardozo para se fazer expulsar (justamente, diga-se) e depois, dando sequência ao pedido insistente de várias famílias expulsou Matic sem que ninguém tenha percebido porquê. Para o despautério ser completo faltou a sanção vermelha a Maxi Pereira mas, felizmente, esse já tinha sido substituído... Perante tudo isto, perguntamos: quando é que Pedro Proença é banido dos jogos do Benfica?




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