Ponto Vermelho
Pastilha elástica no futebol português
7 de Junho de 2016
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1. Não, não estamos a falar das pastilhas elásticas que Jorge Jesus mascava no Benfica e que foram objecto de intermináveis críticas sobre a quantidade, a forma e os trejeitos como o antigo treinador dos encarnados tratava a chewing gum. Curiosamente, o hábito faz o monge e desde que saiu da Avenida Eusébio da Silva Ferreira para atravessar a 2.ª Circular não mais se falou do assunto. Fim da intensa campanha de marketing? Fundo e enquadramento mais padronizados em Alvalade? Ou antes a legalização de uma acção que dantes era subversiva? Responda quem souber…

2. A referência prende-se com a forma recorrente e a capacidade inventiva que os vários agentes possuem para conseguir algo de novo que quebre a monotonia em que o nosso futebol fica mergulhado logo após o campeonato terminar, pois tudo o resto são questões de somenos que não vale a pena enfatizar. Há que servir aos adeptos o melhor gourmet e, nesse particular, episódios e situações que entretenham quem liga pouca à Selecção. Que são muitos. Logo, situações que levam uma década a resolver são pouco importantes porque acontecem aos outros que até não fazem parte do leque dos 3 grandes

3. A rapidíssima evolução do Mundo que obriga a um esforço de acompanhamento e de actualização constantes, faz com que ser campeão do bairro seja um objectivo limitativo e, pior do que isso, obsoleto. O Mundo global não conhece fronteiras e a evolução e o reconhecimento com tudo o que de positivo arrasta atrás de si, obriga a que tenhamos que olhar para além das fronteiras de um país pequeno e pobre para usar a linguagem costumeira. Contentar-se, apenas, com vitórias no campeonato como se fosse objectivo único e exclusivo é limitativo, perante a indiferença com que os outros (não) acompanham esse desiderato nacional supremo. Sendo importante, sem dúvida, é apenas uma das partes que urge conseguir. Sobretudo para aqueles alinhados há muito com a abstinência, ou então para os que já se começaram a habituar ao jejum…

4. É por isso que a menos de uma semana do início do Europeu, os novos órgãos da F.P.F. terão que lidar com um conjunto de casos requentados. A saber; a abertura ou não de um processo relacionado com a condenação do ex-V.P. do Sporting Paulo Pereira Cristóvão, e a decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa sobre o caso Gil Vicente. No primeiro aguarda-se com expectativa o que irá fazer o novo Conselho de Disciplina e no segundo, qual será o fim da novela pois ainda falta caminho a percorrer.

5. Qualquer que venha a ser o final nunca poderá ser perfeito, dado que irá sempre colidir com o objectivo de reduzir e não aumentar o número de Clubes da Liga principal. É indiscutível que a solução que vier a ser encontrada terá que resultar de um intenso diálogo e cedência entre as partes envolvidas com o Gil Vicente a ocupar o lugar de charneira. Estamos em crer que talvez a situação menos gravosa fosse a reintegração do Gil na época 2017/18, uma questão que não seria difícil adivinhar contaria com a forte oposição do emblema gilista. A ver vamos.

6. Se tal não for possível, tendo em conta o objectivo de redução do número de clubes, então, como decisão de recurso um campeonato com 19 Clubes passando a descer mais um na próxima temporada. Quanto ao caso Cristóvão, já nos pronunciámos; a nosso ver há matéria mais do que suficiente para reabrir o processo, restando por isso aguardar sobre o entendimento que o novo C.D. terá sobre tão candente assunto, pois aquilo que se vier a passar, por acção ou omissão, terá repercussões futuras sobre novos casos que poderão acontecer a qualquer momento.








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