Ponto Vermelho
Acendamos luz na Cidade-luz
9 de Julho de 2016
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E pronto, chegámos à decisão final. Para surpresa e cepticismo de muita gente fora e dentro, para inveja e desespero dos sempre tristes e frustrados, dos que fazem da intriga e da política da terra queimada o seu modus vivendi. E porque não também, daqueles que depois da cruzada anti-selecção e da crítica impiedosa e destrutiva qual Velhos do Restelo, se recusam a aceitar a evidência de que Portugal está na final do Europeu com mérito, tentando por todos os meios denegrir o feito da Selecção e por extensão a imagem do País que devia estar acima de tudo.

Para todos esses, fica o desconsolo e a frustração de terem falhado em toda a linha as suas previsões e desejos catastrofistas, muito embora agora se recusem por todos os meios a dar a mão à palmatória e reconhecerem que se enganaram. Pelo contrário, talvez por admiração e influência de alguns mestres da táctica que se esquecem que cada jogo tem pelo menos 90 minutos e que cada campeonato tem mais de trinta jornadas, insistem na tecla da ausência do futebol-espectáculo como se isso fosse sempre suficiente para ganhar todo e qualquer desafio, e como se o Europeu deste ano tivesse sido um palco constante de um futebol que encantasse multidões.

Deixemos pois essa gente entregue ao desespero do seu próprio falhanço e falemos dos que se mantiveram firmes e convictos de que era possível atingir o sucesso mesmo tendo em conta que estávamos a falar de futebol. Dos que mesmo alimentando dúvidas sobre os objectivos quiçá exagerados anunciados pelo Selecionador, nunca sucumbiram até atingirem um ponto sem retorno. Esses, provavelmente uma minoria ainda que significativa, estão de parabéns por nunca terem deixado de acreditar e por estarem a desfrutar de uma sensação única. Estamos certos que quando observaram a homenagem da Torre Eiffel a todo o Portugal no Mundo não evitaram que lágrimas rebeldes e incontroláveis deslizassem pelo rosto, sobretudo os dedicados emigrantes que sentiram naquele momento que todos os sacrifícios valeram a pena. A força que o futebol tem no elevar da lusitanidade de um povo!

Chegámos ao derradeiro jogo a disputar com a Selecção da casa que tem por trás todo o seu povo, o peso da sua história e, ainda, os frustrados que não conseguem aceitar a realidade de que Portugal está na final. Ainda por cima longe de servir de mero comparsa de uma França com vitória anunciada mas, pelo contrário, com a firmeza inabalável de ser possível vencer. Será muito difícil? Não esperamos outra coisa! Mas também acreditamos que temos uma palavra a dizer sobre a decisão final e que nada é impossível como aliás ficou demonstrado. De qualquer modo, aconteça o que acontecer, é inequívoco que todo o grupo de trabalho a começar por Fernando Santos passando pela extraordinária coesão e entreajuda de todos os jogadores, merece desde já o nosso respeito e a nossa gratidão, provando que quando se quer, a fé move montanhas.

Contrariamente aos aziagos que defendem que "só a vitória não será insucesso", é com sentimento de dever cumprido e força e energia positivas que encaramos a final de amanhã à noite. Sendo realistas, não escondemos o nosso optimismo de que poderemos atingir o mais alto galardão europeu de Selecções, esquecendo por momentos os fait-divers que costumam inundar o futebol cá do burgo e que estão prestes a ganhar foros de actualidade mal o Europeu termine. A nossa Selecção contra a opinião de muitos é finalista e candidata a vencer uma prova que nunca ganhou, mesmo sabendo que do outro lado tem a Selecção anfitriã com méritos indiscutíveis e a sua longa tradição. Mas Portugal tendo pela frente a possibilidade de escrever mais uma brilhante página da nossa história de quase 9 séculos, estamos certos, lutará sem temor por um sucesso inédito. E é nossa convicção que não falhará. Amanhã veremos!










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