Ponto Vermelho
Casos do acaso
17 de Fevereiro de 2013
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Mandam as mais elementares regras de marketing que para que se consiga focalizar a acção da opinião pública num determinado produto torna-se necessário antes do mais publicitar os seus méritos e as suas potencialidades para que possa ser absorvido pelo mercado. Quando se trata de um produto que pela importância e pela sua implementação na sociedade já percorreu todos os estádios intermédios e avançados, então há que atacar pelo lado inverso de forma a aproveitar as potencialidades que o produto oferece.

Nesse padrão enquadra-se o Benfica uma vez que todas as notícias (sobretudo aquelas que se configuram como as mais negativas) provocam um alarido rapidamente explorado pelos especuladores noticiosos... os anti e os que por uma questão de interesses também aproveitam a maré favorável. É no fundo o mercado a funcionar ainda que com regras próprias e nem sempre ortodoxas. Com todas as suas virtudes e defeitos. Nada de transcendente portanto, a não ser o maior ou menor profissionalismo e rigor dos intervenientes que optam cada vez mais pela salvaguarda dos interesses que representam muitas vezes em detrimento da realidade e da verdade dos factos.

A fase desportiva que os encarnados estão a atravessar depois de eminentes analistas os terem condenado à vil tristeza do insucesso e que deveria ser sublinhada, está no entanto a tentar ser subvertida por todos aqueles que estão habituados a passeios no parque no fim de uma tarde calma. Sabe-se que o objectivo primeiro (ganhar a qualquer preço), pode ser sempre atenuado desde que o resultado final reflicta uma derrota da equipa adversária. Neste sentido já não se estranha que sejam accionados todos os meios para impedir que o Benfica chegue no fim em primeiro lugar de uma qualquer competição de uma qualquer modalidade, como se assiste cada vez mais naquelas situações que sendo estranhas, começam a ganhar foros de habituação no desporto português.

O Benfica consentiu um empate frustrante na Choupana e incumbem naturais responsabilidades à própria equipa apesar de não ter faltado aquele toque de brilhantina, do árbitro dos árbitros que sendo incapaz de variar, foi igual a si próprio e prolongou no aeroporto na partida para Londres o exibicionismo de que adora dar mostras, assumindo um protagonismo que lhe massaja o ego vaidoso e a que se deveria ter esquivado. O expoente da arbitragem, talvez ainda não refeito das emoções por ter apitado o Benfica como só ele sabe, teve ao que rezam as crónicas unânimes uma prestação desenquadrada daquilo que ele é capaz... lá fora.

No recomeço das provas europeias os encarnados sem a sombra de Proença a importuná-los (que diferença de arbitragem!) face às condições adversas mas com uma exibição personalizada e bem conseguida conseguiu a sua 2ª vitória em solo germânico colocando-se em boa posição para obter o passaporte para os oitavos de final. Mas que não se iludam aqueles que perante esse facto, pensam que o jogo da 2ª mão serão favas contadas. Não o é, e se porventura a equipa pensar isso, é meio caminho andado para o retrocesso. Como facto negativo o comportamento infelizmente usual de meia dúzia de adeptos extremistas que voltaram a pôr em causa o nome do clube que corre o risco de vir a ser severamente penalizado tendo em conta os antecedentes.

De regresso ao campeonato, temos hoje os estudantes que nos têm feito a vida negra nos últimos encontros na Luz dado que nos últimos 5 encontros conseguiram vencer 3. O sobreaviso é pois mais do que justificável, e não se esperam grandes facilidades da parte da equipa de Pedro Emanuel, talhada para bater o pé aos grandes e em dia sim, exímia a defender. Acresce ainda a equipa encarnada ter de recuperar de Leverkusen, o que decerto aconselhará a resolver o jogo cedo, e estar inferiorizada depois do ciclone Proença...








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