Ponto Vermelho
Benfica - Paços de Ferreira
24 de Fevereiro de 2013
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Liga Zon Sagres 2012/2013 - 20ª Jornada
Estádio da Luz, 24 de Fevereiro de 2013 - 19h15

Árbitro Principal: João Capela
Árbitros Auxiliares: Pedro Garcia e Tiago Rocha

Benfica (Titulares): Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Garay, Luisinho, Matic, Enzo Peréz (Carlos Martins 45m), Salvio, Ola John (Pablo Aimar 71m), Lima e Cardozo (Nico Gaitán 63m)

Benfica (Suplentes): Paulo Lopes, Jardel, André Almeida, Carlos Martins, Aimar, Gaitán, Rodrigo

Cartões Amarelos:2; Enzo Pérez 43m e Luisinho 90m
Cartões Vermelhos: 0

Resultado Final: 3-0. Enzo Pérez 8m, Óscar Cardozo 47m e Lima 84m

Benfica de regresso ao campeonato depois de ter eliminado o Bayer Leverkusen, e de volta ao seu formato mais habitual e que melhores indicações tem dado, fruto da dupla atacante composta por Cardozo e Lima, Matic e Enzo Pérez no miolo, e Ola John e Salvio nas alas. Também Maxi Pereira regressaria ao onze, e as notas de maior destaque prendiam-se com a lateral esquerda, onde Luisinho era titular em detrimento de Melgarejo, e ainda a ausência de Urreta que se quedava fora do lote de convocados.

Para o seu terceiro jogo contra o Benfica esta época, por sinal o primeiro na Luz dado que os outros dois foram disputados na Mata Real (o Benfica venceu por 2-1 para o campeonato e 2-0 para a Taça de Portugal), do lado pacense a grande baixa aconteceria à última hora e prendia-se com a lesão de Tony nos exercícios de aquecimento, que obrigava à chamada de Nuno Santos para a lateral direita.

Os 40.201 espectadores viam o jogo começar com um Paços de Ferreira pressionante mas ainda assim com mais Benfica e, já depois de uma falta sobre Maxi na direita, logo no minuto 1 Cardozo trabalhava dentro da área mas a defesa pacense acabava por resolver o lance.

Aos 2’ Tiago Valente com Cardozo nas costas cedia canto depois de cruzamento da direita de Maxi, mas apesar de algum ascendente encarnado nos instantes iniciais, de quando em vez a pressão pacense ia causando alguns passes transviados na equipa dos encarnados.

Com ambas as equipas a previlegiarem a posse de bola, seria mais forte e objectivo o Benfica logo ao minuto 8; jogada tricotada com a bola a flectir da direita para a esquerda, Salvio descobre Enzo que rompe à entrada da área, e o internacional argentino frente a Cássio bate o guarda-redes inaugurando o marcador, numa excelente jogada de envolvimento.

Primeiro objectivo encarnado cumprido, mas o jogo não se alterava sobremaneira, com o Paços a tentar ser pressionante e a obrigar o Benfica a jogar muito com o auxílio de Artur. Ainda assim, eram os encarnados quem ia tendo maior objectividade no último terço; aos 10’ novamente Lima da esquerda, cruzava para Salvio mas Nuno Santos antecipava-se e cedia novo canto.

Chegavam os 10 minutos com um jogo equilibrado apesar do golo inaugural, aos 12’ era Ricardo cedia novo canto do qual nada resultava, e aos 13’ Lima, sempre ele, da esquerda, cruzava para Cardozo que falhava em cima da linha da pequena área, embora o lance estivesse já interrompido por fora-de-jogo assinalado ao paraguaio.

Aos 14’ e fruto de um bom entendimento na direita entre Salvio e Maxi, surgia nova sucessão de cantos a beneficiar a equipa encarnada, e tentava responder o Paços, trocando a bola como tanto gosta ainda que sem grande capacidade no último terço. Chegavam assim os primeiros 20 minutos, com o Paços a tentar responder mas com o Benfica no controle das operações.

Ola John, novamente aos 22’ pela esquerda, cruzava para novo canto, o 6.º até então, e o mesmo logo de seguida combinava com Luisinho que cruzava para cabeceamento de Cardozo por cima da baliza de Cássio. Aos 24’, na sequência de novo um cruzamento da ala esquerda, Maxi insistia para defesa incompleta de Cássio, e respondia o Paços como podia, tentado explorar as costas da defesa encarnada mas recorrentemente caindo no fora-de-jogo.

Aos 28’ surgia um remate de Lima à entrada da área para nova defesa com os punhos de Cássio, e os primeiros 30 minutos traziam mais Benfica, que ia previlegiando a posse de bola e jogando pela certa, ganhando em equilíbrio defensivo aquilo que perdia no capítulo ofensivo.

Não era pois de estranhar que apenas aos 31’ a equipa visitante conseguisse o primeiro remate à baliza de Artur do qual resultaria, isto por intermédio de André Leão, resultante de uma perda de bola de Luisinho em zona proibida. O Benfica ia agora trocando a bola sem grande progressão, enquanto o Paços ia fazendo o que lhe competia, subia, aos 35’ ganhava novo canto com Luisão a resolver, mas a segunda grande oportunidade da partida cabia novamente ao Benfica, quando aos 38’ Ola John faz um passe soberbo para Cardozo que frente a Cássio, acaba por atirar ao poste.

Aos 42’ Luisinho tentava aproveitar o espaço pela esquerda sem grande sucesso, e aos 43’ surgia o primeiro cartão amarelo da partida, depois de Enzo derrubar Josué na saída para um contra-ataque. A partida seria ainda interrompida para que fosse prestada assistência a André Leão, e chegávamos assim ao intervalo, com uma primeira parte em toada morna muito por via do golo alcançado cedo, em 45 minutos cuja nota dominante era a vontade de ambas as equipas previlegiarem a posse de bola, com o Benfica a ser a única equipa a revelar-se objectiva.

Para a segunda parte Jorge Jesus lançava Carlos Martins para o lugar de Enzo Pérez, e logo no reatamento era o próprio Carlos Martins que isolava Cardozo que atirava para defesa soberba de Cassio. No canto subsequente, contudo, o Benfica acabaria por chegar ao golo; Carlos Martins bate da direita, Luisão sobe mais alto do que o seu adversário e cabeceia ao poste, e Cardozo pleno de oportunidade surge para a recarga e empurra para o fundo das redes.

Jogo a correr de feição para a equipa de Jorge Jesus, que podia gerir agora o jogo a bel-prazer caso conseguisse manter a mesma concentração defensiva evidenciada até então. Numa recuperação de bola de Cardozo pouco depois, Lima trabalhava e permitia a Carlos Martins novo remate para mais uma defesa de Cássio, e seguia-se a pressão pacense junto à área encarnada aos 52’, que resultava e permitia um remate a Vítor por cima. Aos 56’, a vez de Carlos Martins perder uma bola para Hurtado que fazia a bola chegar a Vitor Silva e este permitia a Josué remate para defesa segura de Artur, na jogada de maior perigo dos pacenses durante toda a partida.

De lançamento rápido efectuado pelos encarnados aos 58’, Lima via Diogo Felgueiras anular o lance, e o jogo ia estando perfeitamente controlado e esperava-se que Jorge Jesus mexesse na equipa a breve trecho. Antes disso, aos 60’ Luisão cedia um canto algo desnecessariamente mas do qual nada resultaria, e aos 62’ surgia um fora-de-jogo bem assinalado a Salvio que ainda atirava ao poste na sequência do lance. A segunda mexida acontecia então aos 63’, com Cardozo a sair para dar a entrada Gaitán, alterando o modelo encarnado, e logo de seguida boa jogada dos encarnados, resolvida pela defesa pacense. Do canto respectivo, decorrido que era o minuto 65, Carlos Martins centrava e seguia-se muita confusão, com insistência de Matic a encontrar Luisão que ainda rematava mas enrolado.

Poulson rendia Cícero aos 68’ na equipa de Paulo Fonseca, e aos 71’ tempo para uma das grandes ovações da noite, com a entrada de Aimar para o lugar de Ola John, substituição que tinha o condão de fazer Gaitán descair para a esquerda. Com ambas as equipas a pedir o final de jogo, aos 73’ de uma falta perigosa na direita, Carlos Martins batia para a defesa pacense resolver, e aos 78’ numa boa jogada com Lima a cruzar recuado, Gaitán deixa passar mas ninguém aparece nas suas costas para a emenda.

Mexia de novo o Paços aos 79’, Vítor saía e entrava o irreverente Caetano, mas era ainda assim o Benfica quem chegava ao 3-0 num bom lance aos 84’; passe de Maxi para Carlos Martins que combina com Pablo Aimar e o coloca para além da linha defensiva dos pacenses, e este assiste Lima que empurra com o peito para o golo. A equipa de arbitragem no entanto, acabaria por atribuir o golo a Salvio, mas a bola é tirada para além da linha de golo.

Aos 90’ Luisinho ainda via amarelo por entrada dura sobre um adversário, e nos dois minutos de compensação nada digno de registo aconteceria. João Capela apitava para o final e confirmava-se a vitória encarnada.

Na flash interview Salvio defendia que a equipa fizera um grande jogo desde o apito inicial, e quanto a um hipotético desgaste disse que o Benfica tem plantel para seguir em todas as frentes. Já a respeito das comparações com o FCP, disse que apenas pensam no trabalho do Benfica e trabalham dia a dia para ganhar jogo a jogo.

Já Jorge Jesus aceitou o mérito do Benfica mas negou ter sido fácil, explicando que houve fases em que os pacenses controlaram a bola e obrigaram os encarnados a correr mais do que era desejável. O técnico congratulou-se ainda por os seus pupilos não terem aberto linhas de passe, defendendo que o golo que surgiu cedo foi importante para não entrarem em ansiedade. Quanto à saída de Enzo, admitiu ter sido por cansaço porque o mesmo lhe pediu, e quanto ao calendário sobrecarregado explicou que é o preço da qualidade, e que 4.ª feira há já uma meia-final da Taça da Liga. Quanto às comparações entre FC Porto e Benfica, disse tratarem-se de duas boas equipas, como prova o equilíbrio que vêm evidenciando e que se verifica em pouquíssimas Ligas pela Europa fora.

Comentário Final: A maratona dos encarnados nos últimos tempos com o recente jogo com os alemães na 5ª feira e o consequente desgaste, faziam antever algumas dificuldades perante o actual 3º classificado da Liga.

Mas a excelente entrada no jogo com a marcação do 1º golo logo aos 8 minutos deu origem a que a equipa se descontraísse e mantivesse um toada de jogo atacante face a uma equipa do Paços que justificou o porquê de ser uma das surpresas do campeonato pois, contrariamente à Académica, apresentou-se na Luz desinibida e fiel à sua matriz de jogo.

Com o Benfica a demonstrar que tinha estudado os pontos fortes dos pacenses e a exercer domínio, o Paços nunca se rendeu e tentou sempre que possível jogar em todo o campo ainda que sem criar muito perigo.

Os encarnados trocavam a bola com a propósito e íam criando algumas jogadas de algum frisson, nomeadamente uma de Cardozo que isolado atirou ao poste e perdeu o ensejo de fazer o 2-0.

Com um recomeço igualmente forte e a fazer aumentar o marcador logo aos 47m, o Benfica foi gerindo o jogo e controlando os pacenses que apesar de darem boa réplica não encontravam espaços para poder finalizar. Assim foi decorrendo a 2ª parte jogada um ritmo menos exuberante com algumas chances não concretizadas, até que aos 84m aconteceu o 3º golo que foi de Lima e não de Salvio como foi assinalado. É que a bola já tinha ultrapassado a linha de baliza.

Boa actuação global da equipa, com destaques para Salvio, Matic e Lima.

Actuação descolorida da equipa de arbitragem com alguns erros técnicos e disciplinares numa partida fácil de dirigir. Não é de hoje nem de ontem, mas João Capela a exemplo de outros, tem tendência para assumir protagonismos escusados sem a mínima necessidade. E quando assim é, é o espectáculo que perde.
















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