Ponto Vermelho
Benfica - Gil Vicente
10 de Março de 2013
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Liga Zon-Sagres - Época 2012/2013 - 22ª jornada
Estádio da Luz, 10 de Março de 2013 - 20h15

Benfica (Titulares): Artur Moraes, Maxi Pereira (cap), Jardel, Garay, Melgarejo, Matic, Enzo Peréz (Gaitán 78m), Salvio, Ola John (Aimar 69m), Lima (Carlos Martins 85m) e Cardozo
Benfica (Suplentes): Paulo Lopes, André Almeida, Roderick, Carlos Martins, Aimar, Gaitán e Rodrigo

Árbitro Principal: Duarte Gomes - AF Lisboa
Árbitro Assistentes: Venâncio Tomé e André Campos

Cartões Amarelos: 0
Cartões Vermelhos: 0

Resultado Final: 5-0; Marcadores: Maxi Pereira 12m; Salvio 22m; Melgarejo 33m; Lima 65m e Gaitán 90+2m

Benfica de regresso à Liga para tentar regressar à liderança isolada depois da vitória do FC Porto ante o Estoril. Sem surpresas de maior na convocatória, a grande novidade acabaria por ser Luisão quedar-se fora do últimos 18, lançando assim no onze Jardel ao lado de Garay. Com Maxi Pereira de regresso à lateral direita, tanto como Matic à posição 6, o onze seria pois o esperado excepção feita ao eixo defensivo.

Já o Gil Vicente que vinha de 4 jogos sem vencer e de uma surpreendente derrota em Barcelos ante o Nacional, procurava pontuar na Luz apesar das dificuldades, às quais se juntava uma contrariedade de última hora; Luis Carlos quedava-se fora da partida depois de uma indisposição durante o aquecimento, e por via disso Paulo Alves promovia a chamada de João Pedro.

Depois de uma sentida homenagem prestada a Fábio Faria que se despediu dos relvados e que conduziu a uma natural comoção que se estendeu do relvado às bancadas, os 33.708 espectadores viam o jogo começar a bom ritmo, nem sempre bem jogado, mas com o Gil Vicente e demonstrar que não vinha apenas para defender. Num início intenso, aos 3’ Ola John ganhava canto numa bola dividida com Paulo Arantes, e fruto do recurso sistemático às faltas, seguia-se um aviso a Luis Manuel depois de parar Lima em falta.

Na marcação do mesmo livre aos 5’, Enzo batia muito por cima, e era o Gil Vicente que ia conseguindo equilibrar as operações, ganhando invariavelmente segundas bolas e por via disso tendo a possibilidade de jogar no meio campo encarnado. Aos 8’ era Ola John quem ganhava novo canto, mas o primeiro lance de algum perigo pertencia ao Gil Vicente, quando aos 10’ Luis Manuel recebe uma bola na direita e remata para defesa apertada de Artur que tinha de esticar-se para ceder canto. Seguia-se uma sequência de cantos para a equipa de Barcelos, e depois disso os 10 minutos com um Gil Vicente muito bem organizado a discutir o jogo pelo jogo.

Contudo o Benfica acabaria por chegar ao golo na primeira vez que descia com algum perigo até à baliza de Adriano. Decorrido que era o minuto 12, Enzo trabalha bem no miolo e desmarca Maxi Pereira nas costas da defesa gilista com um soberbo passe, e aquilo que era um cruzamento do uruguaio acaba por ser desviado pelo defensor do Gil Vicente e trair Adriano. Estava assim feito o primeiro da partida.

Tentava responder o Gil, aos 16’ Garay era obrigado a anular um cruzamento da esquerda de Luis Martins quando já tinha Hugo Vieira nas costas, e aos 18’ a vez de Melgarejo derrubar o mesmo Hugo Vieira na esquerda da defensiva benfiquista. Chamado à conversão, Luis Martins batia a bola demasiado longa e o lance perdia-se pela linha final.

Respondia o Benfica aos 19’, com Lima a ganhar a linha final e Vitor Vinha a ceder canto, e já depois de Duarte Gomes vislumbrar uma falta de Garay que ninguém mais viu, chegavam os primeiros 20 minutos da partida, com o Benfica agora com as operações controladas e já na frente do marcador. De belo passe de Paulo Arantes para Hugo Vieira, o avançado emprestado pelo Benfica ainda se escapava nas costas da defesa encarnada mas o lance era anulado por fora-de-jogo, e na resposta aos 22’ chegava o 2-0 para a turma da casa; jogada individual de Salvio que entra na área gilista, e o remate de pé esquerdo novamente com alguma felicidade à mistura e algumas culpas para Adriano, parava apenas no fundo das redes.

Benfica com o jogo a correr de feição, 2-0 e o Gil Vicente a ser muito penalizado, vendo o adversário marcar nas vezes que se acercara da sua baliza. Aos 23’ Lima era derrubado mas Duarte Gomes mandava jogar, e aos 25’ era Salvio quem por muito pouco não chegava a uma solicitação de Garay. Seguia-se novo lance de muito perigo, com Ola John a desmarcar Melgarejo que rompia e cruzava atrasado mas não chegava a ninguém, e depois era o próprio que na tentativa de recarga não acertava da melhor maneira na bola. Aos 29’ de novo Duarte Gomes, igual a si próprio, descobrindo uma falta de Lima sobre Luis Manuel, e da mesma a 28 metros da baliza, o gilista mais não conseguia do que atirar contra a barreira.

Aos 30’ e depois de conduzir um contra-ataque com muito espaço, Ola John efectuava um passe recuado que Cardozo aproveitava para rematar ainda que muito por cima, e era com este lance que chegávamos à primeira meia hora, sob a batuta de Enzo - belo jogo - e com o jogo a correr bem aos pupilos de Jorge Jesus que sem acelerar muito ameaçavam chegar à goleada.

Sempre muito activos na esquerda, aos 33’ chegava mesmo o 3-0; novamente Ola John a trabalhar e a descobrir Melgarejo, e este à saída de Adriano pica ao segundo poste e assina um golo de belo efeito, o seu primeiro tento com a camisola do Benfica.

O Benfica praticamente arrumava com a partida e a frustração de Paulo Alves no banco de suplentes dos gilistas era visível. Prosseguia o Benfica na procura da baliza adversária, aos 41’ Matic ainda isolava Lima mas o árbitro assistente anulava o lance e seguia-se o rebentamento do petardo da praxe para os habituais assobios. Ainda antes do intervalo destaque para um lance do Gil Vicente, com Luis Martins aos 44’ a efectuar um passe recuado para João Vilela que rompe na área mas na cara de Artur não consegue levar a melhor sobre o guarda-redes encarnado, naquela que era a melhor oportunidade dos gilistas durante toda a primeira parte.

Chegava o intervalo, com um resultado confortável para o Benfica e com os encarnados perto da perfeição no capítulo da eficácia, e na equipa do Gil Vicente para a 2.ª parte era Murta quem tinha de render Adriano, lesionado depois de um lance dividido com Jardel perto da meia hora. Logo no reatamento, aos 45’, Enzo ficava a centímetros de dominar uma bola que o deixava na cara do guarda-redes gilista, depois de uma boa solicitação de Ola John para as costas da defesa visitante.

Respondia o Gil, e aos 47’ bola na trave da baliza de Artur; Hugo Vieira trabalha, Maxi corta e a bola sobra para Luis Martins, e este de pé direito atira em arco e por muito pouco não faz um belo golo. Aos 48’ era de novo Luis Martins quem levantava novo canto resolvido por Garay, e na sequência do canto subsequente de novo algum perigo para a baliza encarnada.

Respondia o Benfica, Ola John ainda ficava na cara do recém-entrado Murta mas havia já fora-de-jogo, e aos 50’ era de novo Artur quem tinha de resolver um lance face a proximidade de Hugo Vieira. Havia mais Gil Vicente, na procura do tento de honra que lhe permitisse sonhar, e aos 54’ Hugo Vieira aparecia em excelente posição servido por João Vilela, contudo o remate em arco acabava por sair por cima.

Aos 59’ Salvio era derrubado por Cláudio junto ao vértice esquerdo da área gilista, lance que conduzia ao primeiro amarelo da partida, e na sequência do mesmo Cardozo tentava a sorte mas mais não conseguia do que atirar por cima e sem perigo de maior. Seguia-se falta de Jardel da qual Luis Martins aproveitava para centrar para a área encarnada, bola que encontrava Sandro ao segundo poste e obrigava Garay a aliviar, e aos 62’ e depois de uma bela jogada do ataque encarnado com Cardozo e Enzo a jogarem para Lima, nova boa oportunidade, com o brasileiro a atirar por fim de pé esquerdo e em arco, mas ao lado do poste direito da baliza gilista.

O Benfica ameaçava, e aos 65’ iria mesmo chegar a novo golo; bela jogada de contra-ataque conduzida pela esquerda, Cardozo praticamente sobre a linha lateral faz um grande passe a solicitar Ola John que desvia de Murta, e para a emenda encontrava-se Lima que junto do segundo poste apenas tinha de encostar para o 4-0. Mexia Jorge Jesus aos 69’, fazendo Ola John sair para dar o lugar a Pablo Aimar, o que fazia de Enzo um tipo de médio interior esquerdo, e já em jeito de descompressão, aos 72’ e depois de um mau passe no meio-campo defensivo encarnado, valia mais uma vez Garay a remediar.

Nova substituição operada por Paulo Alves aos 73’, com Vinha a sair para ceder o lugar a Yero, e aos 74’ Lima de novo derrubado por Cláudio, desta feita na área e com Duarte Gomes a mandar jogar. Aos 76’ Salvio e Lima ficavam perto do 5-0, quando o argentino assiste o avançado brasileiro mas o remate deste sai enrolado e depois de bater em Murta e encaminhar-se para a baliza, um defensor gilista cedia canto. Nova substituição no Benfica, aos 78’ era Enzo Peréz quem saía para dar o lugar a Gaitán, e mantinha-se o figurino.

Aos 79’ Melgarejo cedia canto perante Hugo Vieira, do qual Sandro remataria por cima de ressaca, e aos 80’ remate cruzado de Valdinho, perante o olhar atento de Artur que ainda se fazia ao lance. Seguia-se contra-ataque aos 83’ no qual por pouco Cardozo não consegue colocar Garay na cara de Murta, numa incursão do central, e aos 85’ a última subsituição na equipa encarnada com Carlos Martins a render Lima, o que fazia adiantar Aimar, agora a jogar mais nas costas de Cardozo.

Ambas as equipas iam pedindo o apito final, mas o jogo não terminaria sem novo golo. Aos 90’ ainda uma primeira ameaça, quando a um cruzamento de Melgarejo da esquerda por muito pouco Cardozo ao segundo poste não consegue cabecear para a baliza gilista, e aos 90+1’ novo fora-de-jogo mal tirado a Hugo Vieira. O 5-0 chegaria aos 90+2’ quando Pablo Aimar recupera uma bola a meio campo e desmarca Salvio que cruza para Gaitán empurrar para golo.

Duarte Gomes dava por finalizada a partida que materializava o regresso do Benfica à liderança e um resultado excessivamente pesado para o Gil Vicente.

Na flash interview Maxi dizia que o primeiro golo servira para dar mais confianca, e em jeito de balanço que estão contentes e foi bom fazer um bom jogo com 5 golos quando estão a chegar ao final das competições. Quanto ao futuro próximo a garantia que prosseguirão com humildade e quanto ao apoio, a certeza que precisam dos adeptos.

Já Jorge Jesus disse que não foi um jogo ideal mas sim um resultado ideal, em função da marcha do marcador, e defendia que por norma o Gil cria dificuldades. Quanto aos objectivos, congratulou-se por terem sido cumpridos, sendo que o primeiro que era ganhar, o segundo ter qualidade, para mais fazendo golos que tornara tudo mais facil. A respeito do público, disse ter correspondido dentro do normal, e deixava a garantia que não era uma resposta a ninguém. Já a respeito dos efeitos futuros, admitiu que o triunfo moraliza para o campeonato mas que a responsabilidade por andar na frente é a mesma. Quanto ao jogo com o Bordéus defendeu que aproveitarão os próximos dias para fazer uma avaliação de todos os atletas, referindo-se ao caso de Luisão que se ressentiu do jogo com o Bordéus e tem um problema no adutor, daí a equipa técnica ter optado por não arriscar para este jogo.

Comentário Final: Havia alguma expectativa para avaliar a forma como a equipa do Benfica iria reagir depois de duas exibições pouco conseguidas e aos assobios com que os adeptos se tinha despedido da equipa no jogo com o Bordéus.

A equipa do Gil Vicente apresentou-se compacta, com as linhas muito juntas e a explorar a velocidade de Hugo Vieira. Mas ao contrário do autocarro da Académica, os gilistas ainda que com nítido pendor defensivo tentavam desdobrar-se em acções rápidas e consequentes que mantinham em permanente atenção a defesa encarnada.

O Benfica mantinha uma toada lenta mas com o controlo do jogo e depois de uma magnífica abertura de Enzo Pérez, Maxi Pereira abria o activo com alguma felicidade dado que o esférico tabelou num defesa do Gil e acabou por trair o guarda-redes Adriano. Este golo madrugador foi positivo para o Benfica que acabou por marcar o 2º desta vez com a colaboração de Adriano que foi mal batido no lance.

Os gilistas tentavam desdobrar-se em acções rápidas sempre com o flanco esquerdo a ser solicitado onde Luis Martins ía cruzando, valendo o posicionamento da defesa benfiquista que ía anulando as tentativas do Gil Vicente.

Com o 3º golo marcado por Melgarejo a partida ficou sentenciada e a partir daí o Benfica começou a gerir o jogo ainda que com uma reacção interessante dos gilistas.

A seguir ao intervalo o Gil teve um período muito activo e podia inclusivamente ter chegado ao golo através de um remate que bateu na trave com Artur já batido.

Chegava a dança das substituições, o Benfica baixou o ritmo mas a controlar o jogo e ainda havia de conseguir mais 2 golos um dos quais ao cair do pano.

Exibição agradável dos encarnados e uma excelente réplica gilista que por aquilo que fizeram mereciam sem dúvida o ponto de honra.

Vários jogadores em destaque, sendo que toda a defesa esteve bem, a que se juntou Enzo Pérez, Salvio, Ola John e Lima.

Arbitragem com erros importantes, quer no capítulo de foras de jogo mal tirados, quer de um penalty não assinalado por infracção cometida por Cláudio sobre Lima.














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