Ponto Vermelho
Benfica - Rio Ave
30 de Março de 2013
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Liga Zon-Sagres - Época 2012/2013 - 24ª jornada
Estádio da Luz, 30 de Março de 2013 - 20h30

Árbitro Principal: Rui Costa-AF Porto
Árbitros auxiliares: Nuno Manso e Tomás Santos

Benfica (Titulares): Artur Moraes, Maxi Pereira, Garay, Luisão, Melgarejo, Matic, Enzo Pérez, Salvio (Ola John 45m), Gaitán (Cardozo 76m), Rodrigo e Lima (Pablo Aimar 86m)
Benfica (Suplentes): Paulo Lopes, André Almeida, Jardel, Carlos Martins, Aimar, Ola John, Cardozo

Cartões Amarelos: 6: Gaitán 53m; Rodrigo 65; Matic 87m; Melgarejo 80m e 90+3m e Cardozo 90+3m
Cartões Vermelhos: 1 (Melgarejo por acumulação)

Resultado final: 6-1; 1-0 Melgarejo 12m; 2-0 Matic 16m; 3-0 Lima 42m; 4-0 Lima 50m; 4-1 Hassan 51m; 5-1 Lima 76m e 6-1 Enzo Pérez 82m

Benfica de regresso à Liga na máxima força depois da pausa para as Selecções. Algumas curiosidades, uma delas saber se conseguiria dar continuidade ao bom momento evidenciado antes do interregno; outra, saber como se exibiria ante uma das boas equipas da Liga que na 1ª volta causara muitas dificuldades ao conjunto de Jorge Jesus. Perto do seu onze habitual, as principais novidades acabariam por ser a inclusão de Rodrigo em detrimento de Cardozo, e o regresso de Gaitán à ala esquerda por troca com Ola John.

O Rio Ave por seu turno, com algumas limitações - André Villas-Boas e Filipe Augusto, devido a castigo, estavam ausentes - optaria por chamar dois jovens da formação, o médio Kiki de 18 anos e o avançado Rafael Miranda (Rafa), de apenas 17, numa convocatória que contava ainda com Hassan, entretanto regressado da Selecção de sub-20 do Egipto. Nuno Espirito Santo optaria ainda por algumas nuances diferentes ao seu habitual sistema de jogo, optanto desta feita por jogar com 3 centrais de início, fazendo a equipa muitas vezes assumir um 3-5-2 com os blocos subidos e pressionantes.

Num excelente ambiente, os 45.862 espectadores viam o jogo começar equilibrado, com um Rio Ave pressionante e bem mais rápido do que o Benfica na manobra. Ainda não estava decorrido o primeiro minuto, e já surgiam muitas dúvidas na interrupção de um contra-ataque da equipa visitante, por suposto fora-de-jogo. Rebentava o primeiro petardo ao minuto 2 e surgiam por conseguinte os primeiros assobios, e com o Benfica a tentar jogar pelo seguro e já depois de canto para o Rio Ave cedido por Matic, ao minuto 6’ a vez de Gaitán ser pouco lesto à entrada da área adversária, conduzindo a que o lance se perdesse.

A primeira ameaça para a baliza de Oblak surgiria pouco depois, decorrido que era o minuto 7 quando Salvio rematava fortíssimo ao lado do poste esquerdo da baliza do Rio Ave. Wires via o amarelo aos 8’ por derrube a Enzo Peréz, e aos 9’ mão na bola e outro por mostrar. Seguia-se jogada de algum frisson, quando Gaitán cruzava da esquerda e Lima ficava a centímetros do cabeceamento, e começava a acentuar-se a pressão encarnada, que beneficiava de uma sucessão de cantos.

Carregava o Benfica, e aos 12’ seria recompensado por isso. Recuperação de bola em zona adiantada por Enzo, o próprio Melgarejo endossa a Gaitán que devolve ao paraguaio, e este já dentro da grande área visitante e frente a Oblak fuzila o guarda-redes esloveno para o primeiro golo da partida. Natural festa na Luz dos muitos espectadores presentes.

Respondia o Rio Ave, e aos 13’ e depois de uma invenção de Rui Costa que acaba por ser ludibriado pelo vilacondense, do livre perigosíssimo sancionado junto à grande área encarnada Ukra batia à trave da baliza de Artur; respondia o Benfica aos 15’, depois de nova subida de Melgarejo - muito activo no início de jogo - surgia novo canto que Gaitán se encarregaria de marcar, e do mesmo... o 2-0; bela movimentação de Matic que sobe mais alto do que a defesa vilacondense, e cabeceamento irrepreensível de cima para baixo e cruzado, sem hipóteses para Oblak.

2-0, jogo de feição para os encarnados que dominavam agora a bel-prazer, e aos 17’ e depois de mais uma falta que se ficou a reclamar a meio-campo, a vez de Ukra estatelar-se na área e ver amarelo por simulação. Chegavam os primeiros 20 minutos com o Benfica no comando das operações apesar da boa réplica do Rio Ave. Aos 21’ surgia novo bom lance de Matic, ainda que depois a solicitação de Gaitán para Lima saísse demasiado longa e o esférico se perdesse pela linha final, e o Benfica ia fazendo tudo bem até ao último terço, onde pese embora os dois golos marcados, faltava alguma clarividência.

Aos 25’, depois de falta de Melgarejo, a bola resultante do livre acabava por ser cruzada para a área encarnada e o cabeceamento do central vilacondense de boa posição saía ainda assim muito longe do alvo, e aos 26’ tempo para muita cerimónia no ataque encarnado. Menos cerimónia do lado oposto, contra-ataque liderado por Bebé que deixava para trás vários jogadores encarnados, e valia desta feita Artur que fechava bem o ângulo já por si apertado, e era obrigado a ceder canto. Uma boa oportunidade para o Rio Ave, ainda assim.

Havia mais Rio Ave, aos 27’ tempo para uma bola ser colocada nas costas de Melgarejo e haver muito espaço para Ukra criar perigo, valendo na circunstância Luisão que evitaria que o cruzamento rasteiro encontrasse alguém. Queimava-se a meia hora, e com isso 500 minutos sem sofrer golos. Ainda aos 30’, tempo para Gaitán por pouco não conseguir fazer a bola chegar a Lima, valendo ao Rio Ave no lance um dos seus defesas ceder canto.

Aos 32’ e de novo com a ala esquerda encarnada a funcionar, Melgarejo já dentro da área fazia a bola cruzar a pequena-área do Rio Ave, e aos 33’ e num erro da equipa do Rio Ave a permitir ao Benfica recuperar uma bola em zona subida, Lima trabalhava bem de zona frontal mas o seu remate acabava por sair à figura de Oblak.

Jogo intenso com lances cá e lá, e de um ataque dos encarnados surgia contra-ataque vilacondense aos 35’ que Hassan aproveitava para um remate fortíssimo mas contra a muralha defensiva dos encarnados. Sobressalto na Luz aos 36’ depois de entrada assassina de Nivaldo sobre Salvio - tocando na bola mas forçando o contacto e acabando por ser maldoso - que Rui Costa tão pouco entendia como passível de falta mas que deixava visivelmente maltratado o argentino - natural interrupção com o carro-maca a ter de ser chamado.

Muita apreensão, e o Benfica reduzido a 10 e já com Ola John em exercícios de aquecimento. Salvio ainda assim voltaria a jogo pouco depois, e esperava-se que os piores prognósticos não se confirmassem. Na entrada para a recta final da primeira parte, aos 40’ Enzo fugia a Edimar e este depois de ver o argentino escapar-lhe derrubava-o e engrossava a lista de cartões amarelos, e aos 42’ e depois de uma bela jogada do Benfica, o 3-0. A bola chega à direita e o mesmo Enzo cruza tenso e coloca Lima na cara do golo. À boca da baliza, o brasileiro não desperdiçava e desviava para o terceiro, despoletando uma enorme festa no Estádio.

Novo amarelo aos 43’, desta feita para Tarantini depois de derrube a Melgarejo, e pelas bancadas ia-se comemorando com a onda. Aos 45’ chegava ainda um canto para o Rio Ave do qual nada resultaria, e o intervalo chegaria logo de seguida com um excelente ambiente, muito por via de uma boa primeira parte dos encarnados culminada com três golos sem resposta, em que tudo havia saído bem aos comandados de Jorge Jesus... não fosse a lesão de Salvio.

Por isso, para a segunda parte Ola John rendia mesmo o argentino e passava a ocupar a ala direita, e do lado dos vilacondenses Nuno Espirito Santo abdicava então do terceiro central, fazendo Nivaldo sair. Disposto a reduzir rapidamente, a segunda parte começava com um remate de Bebé aos 46’, ainda que fraco e ao lado da baliza de Artur. Aos 47’ ainda assim, algum perigo, com Bebé de novo a cruzar e Tarantini a ficar perto do cabeceamento.

Aos 50’ e depois de uma saída rápida, o Benfica ganhava novo canto e na sequência do mesmo o cruzamento de Ola John encontrava Luisão que dominava com o peito mas não nas melhores condições, acabando o lance com um pontapé de ressaca de Gaitán para as núvens. Mas, ainda no mesmo minuto e depois de Rodrigo não conseguir romper... o 4-0. E que golo! A defesa vilacondense impede a entrada do hispano-brasileiro mas a bola sobra para Lima à entrada da área, e o avançado benfiquista remata de pé esquerdo e de primeira em arco e ao ângulo superior esquerdo da baliza de Oblak. Um golaço de levantar o estádio!

Só dava Benfica, mas aos 50’ chegaria o golo do Rio Ave; e de forma algo caricata. Canto para o Rio Ave, e depois um cruzamento de Tarantini que sai desviado por Braga, com Artur a ser traído e a sofrer novo golo 540 minutos depois. 4-1 e o Rio Ave a ser premiado, depois de algumas oportunidades. Aos 53’ Gaitán via amarelo depois de derrubar Bebé, e com o Benfica sempre na procura do golo, aos 54’ valia ao Rio Ave Oblak que ganhava o duelo com Lima que lhe aparecia à frente novamente, depois de jogada toda ela desenvolvida por Enzo Peréz.

Jogava bem o Benfica, carrossel com Ola John, Lima, Rodrigo aos 54’, com Enzo a rematar de ressaca forte mas ao lado, e tempo então para muitos aplausos para Cardozo, que começava o aquecimento. O Rio Ave ia em procura do segundo, e aos 57’ e depois de mais um canto cedido por Ola John, cabeceamento pouco ortodoxo, meio com o ombro, meio com a cabeça de um vilacondense, que permitia a Artur recolher a bola sem dificuldades.

Aos 59’ Wires chegava tarde a uma bola e acertava em Enzo, acabando por ver o segundo amarelo e consecutivo vermelho, e com o Rio Ave reduzido a 10, aos 65’ surgia novo amarelo, desta feita para Rodrigo e depois de falta sobre Braga. Aos 66’ saía Rodriguez que cedia o lugar a Diego Lópes, outro jogador encarnado emprestado ao Rio Ave, e aos 67’ e depois de mais um belo lance de contra-ataque do Benfica liderado por Gaitán, ficava apenas a faltar último passe para Rodrigo.

Muita cerimónia no ataque do Rio Ave aos 67’, com Edimar na esquerda a acabar por rematar fora do alvo, e aos 68’ e numa bela jogada conduzida por Rodrigo, Gaitán trabalhava para Maxi que cruzava da direita para cabeceamento de Rodrigo ao lado, lance que merecia melhor sorte. Na entrada para os últimos 20 minutos, novo canto para o Rio Ave aos 70’, do qual nada resultava, e o Benfica a circular a bola nas imediações da área do Rio Ave, na procura de espaço.

Ainda assim, o destaque logo de seguida seria do lado oposto; raide de Bebé que deixa para trás meia equipa do Benfica, e vale Artur a resolver quando já se adivinhava o segundo golo dos vilacondenses. Aos 71’, nova baixa na equipa do Rio Ave com Edimar a ver o segundo amarelo por joelhada em Maxi Pereira com a bola já fora do lance, e com o Rio Ave reduzido a 9 aos 74’ era Ukra que quase se escapava nas costas da defesa encarnada, valendo na circunstância Melgarejo a ser mais rápido e a evitar aquilo que poderia ser mais um lance de perigo para a baliza de Artur.

Aos 76’ Jorge Jesus fazia Gaitán sair para dar o lugar a Cardozo, troca que fazia Rodrigo descair para a esquerda, e quase em simultâneo nova troca na equipa do Rio Ave, com André Costa a entrar para o lugar de Bebé. Era no entanto o Benfica quem chegaria ao 5-1; lance trabalhado por Melgarejo e Cardozo, e Lima a aproveitar uma bola à entrada da grande área para assinalar o seu primeiro hat-trick ao serviço do Benfica.

Festa na Luz com a manita, e até dava para desvalorizar uma mão na bola no meio-campo do Rio Ave que não era sancionada por Rui Costa. Aos 80’, cartão amarelo mostrado a Melgarejo por derrube a Ukra e aos 81’, a vez de Cardozo deixar passar o cruzamento de Maxi para Enzo atirar por cima. Novo grande aplauso com a chamada de Pablo Aimar ao banco de suplentes, que dava lugar a uma monumental assobiadela quando depois de novo canto para o Benfica rebentava novo petardo, e valia que o 6-1 chegava quase de imediato; Ola John senta o seu adversário na direita e já dentro da grande área, trabalha sobre outro e remata de pé esquerdo ao poste mais distante contando com o desvio de Maxi para o poste, e a bola chega finalmente a Enzo que depois de tirar o seu adversário do caminho, fuzila Oblak e assinala o resultado mais volumoso da época.

Aos 86’, tempo de Lima sair para o aplauso e ceder a entrada a Aimar, também muito acarinhado pelos adeptos, e aos 87’ tempo de novo amarelo, desta feita para Matic que interrompia jogada de contra-ataque dos vilacondenses. Gritava-se «só mais um!» nas bancadas, e Enzo entrava na área pela direita e cruzava para Cardozo que por muito pouco não fazia a vontade aos adeptos.

Aos 88’, depois de cruzamento para a esquerda, o mesmo Cardozo atirava para as núvens, e aos 90+3’ e num contra-ataque liderado por Rodrigo que fazia com que a bola sobrasse para o paraguaio, Cardozo acabava por ver amarelo por simulação após estatelar-se à entrada da área. Raúl José e Jorge Jesus conversavam no banco, provavelmente fazendo conta ao chorrilho de amarelos somados na partida, e no mesmo minuto viam mesmo Melgarejo ser expulso, depois de falta desnecessária sobre Ukra que daria origem ao segundo amarelo do lateral esquerdo. Jorge Jesus não deixava de lhe dirigir algumas palavras na sua saída, não fosse o jogo estar perto do fim, e aos 90+4’ era ainda Rodrigo que da esquerda também tentava o seu golo, obrigando Oblak a defender a punhos. Ainda antes do apito final e a 31 metros da baliza, Cardozo errava por muito o alvo, e seguia-se finalmente o apito final de Rui Costa que confirmava que o Benfica repunha a vantagem de 4 pontos para o FC Porto, aumentando ainda o goal difference e dando prova viva que transpirava saúde.

Na flash Interview o MVP Lima congratulava-se pela partida, assumindo que era especial e maravilhoso fazer 3 golos ainda que o mais importante fosse a vitória, que saiu do empenho, da grande humildade e da força demonstrada pela equipa. Quanto a terem entrado pressionados pela vitória do FC Porto, defendeu que não, dado que primeiro que tudo pensam no seu trabalho. Quanto a ser uma vitória à campeão, desvalorizou a consideração do jornalista, e já a respeito do resultado ter trazido alguma moral acrescida para o confronto com o Newcastle, Lima disse que não vai ser fácil mas com humildade podem fazer um grande jogo. Sobre a continuidade de Jorge Jesus, disse ser um grande treinador mas é assunto que fica para presidente e o próprio.

Já Jorge Jesus defendeu ter sido um Benfica muito forte, muito agressivo sem a bola e com boa dinâmica atacante. Também que os golos na primeira parte trouxeram tranquilidade e o resultado de 6-1 foi bom, quanto aos aspectos negativos debruçou-se sobre a lesão do Salvio e pelo facto de terem sofrido um golo. Mais disse ter sido um bom jogo e o que importava era vencer, nem que fosse por meio a zero. Quanto a ser uma vitória à campeão, não partilhou da opinião e disse que faltam 6 etapas, e instado a comentar a próxima partida ante o Newcastle e o facto da equipa continuar moralizada, disse que sim mas explicou que o adversário inglês se trata de um oponente forte e com ambições na prova. Sobre a sua continuidade e as palavras de Lima, disse que há natural empatia por 4 anos no Benfica mas deixou o desejo que os jogadores fiquem à parte dessas questões e focados nos objectivos, até porque o «resto não importa».

Comentário Final: Depois do interregno para dar lugar às selecções recomeçou o campeonato com os dois da frente a terem em teoria tarefas à partida complicadas. Mais uma vez se provou que da teoria à prática pode ir uma grande distância porque se o FC Porto passeou por Coimbra, o Benfica transformou as complicações num mar de facilidades.

O Rio Ave surgiu na Luz com uma táctica–surpresa com a intenção clara de ganhar o meio-campo, mas se isso lhe permitiu discutir o jogo nos primeiros minutos, foi precisamente por aí que o Benfica construiu o 1º golo. Gaitán foi o primeiro a perceber que poderia explorar esse espaço lateral partindo para uma excelente exibição. É certo que ainda antes do 2º golo o Rio Ave poderia ter empatado num livre perto da área que Ukra atirou à barra, mas quase de imediato os encarnados marcaram o 2º e isso permitiu-lhes passar a gerir o jogo, e ainda antes do intervalo haveriam de chegar ao 3º num exercício raro de eficácia atacante pois o Benfica apenas falhou um remate.

O resultado com que os encarnados foram para as cabines era pois um excelente resultado para permitir uma gestão mais cuidada tendo em conta o próximo compromisso europeu, mas o Benfica ainda haveria de chegar ao 4º golo e assim acabar com todas as possíveis veleidades. Os vilacondenses ainda reduziram através de uma tabela feliz de Hassan, mas as expulsões de Wires e mais tarde de Edimar agravaram os seus problemas e ainda permitiram ao Benfica marcar mais dois golos construindo uma resultado dilatado.

Jogo praticamente sem história mas, apesar do desnível do resultado, o Rio Ave provou que tem uma boa equipa com um jogador muito difícil de parar(Bebé).

Destaque para Lima pelo que jogou e pelo seu hat-trick e para Nico Gaitán, mas todos os jogadores se exibiram em bom plano apesar da expulsão escusada de Melgarejo.

Arbitragem nervosa de Rui Costa que não teve grandes casos para resolver mas exagerou no aspecto disciplinar distribuindo cartões a tudo o que mexia.
















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