Ponto Vermelho
Benfica - Newcastle
4 de Abril de 2013
Partilhar no Facebook

Liga Europa - 1ª Mão dos quartos-de-final
Estádio da Luz, 4 de Abril de 2013 - 20:05

Benfica (Titulares): Artur Moraes, André Almeida, Luisão, Garay, Melgarejo, Matic, André Gomes (Enzo Pérez 61m), Gaitán, Ola John, Rodrigo (Lima 61m), Cardozo (Maxi Pereira 77m)
Benfica (Suplentes): Paulo Lopes, Maxi Pereira, Roderick, Aimar, Enzo Pérez, Urreta e Lima

Árbitro Principal: Antony Gautier (França)
Árbitros Auxiliares: Cyril Gringore e Fredji Harchay
4º árbitro: Guillaume Debart

Cartões Amarelos: 2: Rodrigo 28m e Enzo Pérez 73m
Cartões Vermelhos: 0

Resultado Final: 3-1: 0-1 Cissé 12m; 1-1 Rodrigo 25m; 2-1 Lima 66 e Cardozo (pen) 70m)

Benfica de regresso à Liga Europa perto da sua máxima força, com a principal ausência a residir em Salvio que apesar de ter treinado sem limitações de véspera, acabaria por ser poupado depois da lesão sofrida no lance com Nivaldo no passado Benfica-Rio Ave. Com três jogadores à beira de falhar o jogo da 2.ª Mão caso vissem o cartão amarelo neste encontro – eram eles Ola John, Melgarejo e André Almeida - Jorge Jesus optaria ainda por promover 4 alterações no onze, apostando em André Almeida e André Gomes para a lateral direita e posição 8 respectivamente, ao mesmo tempo que entregava as alas a Ola John - desta feita na direita - e Nicolas Gaitán.

Já no Newcastle, com dois jogadores em risco de suspensão - Anita e Cabaye - e ainda algumas baixas, caso de Haïdara que não viajara por lesão, a boa notícia prendia-se com o regresso de Tim Krul à titularidade da baliza dos magpies por troca com Rob Elliot, a par aliás de Santon e James Perch que também tinham lugar directo no onze.

Com um excelente ambiente nas bancas, para o qual muito contribuíam os cerca de 3.000 adeptos ingleses, a partida começou com ambas as equipas a tentarem controlar as operações e a pressionarem o adversário sempre que este tinha a posse de bola. Ainda assim, depois de alguns minutos mais divididos, acabaria por assistir-se a algum ascendente do Newcastle nos minutos seguintes, e não tardou muito até que chegasse o primeiro aviso para a baliza de Artur, quando Cissé se escapava nas costas da defesa encarnada e rematava já dentro da área, descaído para a direita, para defesa atenta do guarda-redes encarnado junto ao relvado.

Novo calafrio surgiria aos 3’. Gutiérrez ganhava espaço no meio campo encarnado e solicitava Cissé que mais uma vez se escapava nas costas da defesa encarnada, e valia Artur com uma saída rapidíssima a evitar males maiores. Melhor arranque dos ingleses, e somente aos 5’ o Benfica se soltaria um pouco e era capaz de sacudir a pressão inicial dos magpies, quando Ola John ganhava algum espaço na direita e cruzava para o primeiro canto da partida.

Tentava o Benfica equilibrar as operações, aos 7’ André Gomes com algum espaço recebia em zona frontal e rematava de longe mas ao lado da baliza de Tim Krul, e aos 9’ a primeira ameaça séria dos encarnados, quando depois de um remate fortíssimo de Gaitán não segurado por Tim Krul, por pouco Cardozo não chega a tempo para a emenda.

Chegavam os primeiros 10 minutos com o Newcastle melhor na partida e com o Benfica a tentar equilibrar as operações, só que aos 12’ chegaria mesmo o golo dos visitantes; contra-ataque do Newcastle a fazer a bola chegar à direita, bola nas costas de Melgarejo a solicitar a velocidade de Sissoko, e o cruzamento a chegar para Cissé que mais rápido do que Luisão e à boca da baliza encostava para o 0-1. Natural festa dos cerca de 3.000 adeptos ingleses presentes nas bancadas, e apreensão do lado encarnado.

Tentava responder o Benfica, acercando-se da área inglesa ainda que sem grande clarividência - aos 15’ Cardozo reclamava inclusive um agarrão dentro da grande área - e aos 17’ a vez de Gaitán ter uma boa oportunidade para alvejar a baliza adversária, quando um cruzamento da direita o descobria nas costas de Simpson. O cabeceamento, no entanto, saía por cima. Ainda assim, subia de produção o Benfica, com o público a puxar pela equipa e a não se deixar atemorizar pelo golo inaugural, e aos 19’ Gaitán escapava-se na esquerda e era Perch que via o primeiro amarelo da partida por derrube ao argentino. Do livre estudado respectivo... contra-ataque perigoso do Newcastle.

Tentava o Benfica fazer depressa e bem, chegados que estávamos aos 20 minutos iniciais, com a equipa encarnada em crescendo, só que o contra-ataque do Newcastle ia dando cartas. Minuto 22, de novo os magpies com muito perigo e agora perto do segundo, quando Cissé de novo ganha o espaço em zona proibida e remata prensado, com Artur ainda a tocar no esférico com a ponta dos dedos e a levar a bola ao poste da sua baliza.

Não se atemorizava sobremaneira o público, continuando a acreditar e a puxar pela equipa, e aos 25’ o prémio chegava; passe de ruptura de Matic para André Gomes que ainda vê um inglês roubar-lhe o esférico, só que a bola ainda assim chega a Cardozo que remata fortíssimo para defesa incompleta de Tim Krul e recarga vitoriosa de Rodrigo - rapidíssimo na antecipação ao seu adversário directo - a fazer o 1-1. A festa encarnada e a esperança numa grande noite europeia.

Crescia a esperança nas bancadas e no relvado, e aos 26’ de novo o Benfica a criar perigo e a ficar muito perto da reviravolta; numa insistência a bola chega à entrada da área a André Gomes que remata para defesa incompleta de Tim Krul, Ola John recarga e leva a bola de novo a chegar a André Gomes, e o remate do jovem encarnado é aparentemente desviado pelo braço de um defesa do Newcastle, ficando a pedir-se uma grande penalidade que o árbitro francês não assinala.

Rodrigo - bem-vindo de volta, bela exibição! - via cartão amarelo por pisão a Cabaye aos 27’, e do lado oposto tentava o Newcastle chegar à baliza de Artur, nesta altura já sem grande engenho, como demonstrava um remate de Marveaux sobre a direita, fraco e ao lado da baliza benfiquista. Já depois desta ameaça tímida, chegávamos aos 30 minutos iniciais com o Benfica a pressionar e com Jorge Jesus a revelar-se preocupado, ordenando para a equipa subir e chamando a atenção a André Gomes e Melgarejo, e de seguida a primeira interrupção, quando Sissoko aparecia caído.

Não apreciava a paragem o público, que mais impaciente se tornava logo de seguida com Antony Gautier, e com o Benfica a apertar o cerco à área inglesa, aos 33’ novo canto a favorecer os encarnados, desta feita cedido por Simpson. Aos 35’, nova boa jogada com Gaitán a encontrar Rodrigo e este a atirar para nova grande defesa de Tim Krul. Pairava o 2-1, resultado que já seria o mais acertado por esta altura.

Havia mais Benfica, aos 37’ e de novo canto cedido pelo Newcastle nada resultaria, e nos bancos era Alan Pardew quem pedia calma, tanta que Tim Krul aproveitava para queimar uns segundos e fazer desesperar os espectadores, que viam o árbitro francês pouco preocupado com o tempo. Continuava o Benfica por cima, aos 39’ Rodrigo ganhava espaço e rematava fortíssimo mas ao lado da baliza inglesa, e com os encarnados no pleno controle das operacoes... mais segundos queimados por Tim Krul e de novo muita passividade do árbitro Antony Gautier.

De novo canto, desta vez da direita e aos 40’, mais uma vez Matic punha à prova o guarda-redes Tim Krul que já era por esta altura a figura do jogo, e entrávamos na recta final da primeira parte, com o Newcastle a não respirar e a revelar-se uma equipa agora curta por via da pressão dos encarnados, e bem diferente do que se assistira no início.

Aos 41’ surgia mais um canto depois de bom trabalho de Cardozo, do qual Garay apertado cabeceava para fora, e de seguida finalmente o Newcastle a conseguir trocar a bola e aliviar a pressão benfiquista durante alguns instantes. Ainda antes do intervalo, aos 43’ e depois de nova falta em zona perigosa sobre Gaitán, Cardozo ajeitava a bola mas o livre ensaiado saía extremamente mal, com Garay depois de hesitação a endossar para André Almeida que rematava contra um defesa do Newcastle. Com isto, chegávamos ao intervalo.

O empate registado, apesar de lisonjeiro, acabava por premiar o bom arranque do Newcastle, melhor na partida até ao minuto 15, mas depois o Benfica dominara em toda a linha, apesar da ameaça de Cissé aos 22’, quando colocara a bola no poste da baliza de Artur.

Naturais expectativas para a segunda parte, na qual ambas as equipas reentravam sem alterações, e depois de uma tentativa do Benfica, novo calafrio de todo o tamanho. Contra-ataque venenoso dos magpies aos 46’, e Cissé a aparecer isolado na cara de Artur após passe de Marveaux, acabando por desviar a bola do alcance do guarda-redes encarnado e levá-la a bater na base do poste direito. Sorte para o Benfica, e muito respeito pelo pragmatismo do Newcastle, uma equipa simples de processsos e capaz de deixar novamente a Luz em sentido.

Refeitos do susto, reequilibravam os encarnados, aos 50’ surgia mesmo um remate fortíssimo de André Gomes que saía muito por cima da baliza de Tim Krul, e com o Benfica a tentar pressionar, de novo o guarda-redes visitante a queimar tempo sem que fosse advertido. Conseguiam circular a bola os ingleses de novo, e respondia o Benfica sob a batuta de Matic - em todo o lado - e a levar de novo a sua equipa até à área dos magpies.

De cruzamento da esquerda sucedia novo canto e da insistência aos 53’ reclamava-se mesmo falta à entrada da área sobre Matic, e aos 56’ nova oportunidade soberana para os encarnados; Rodrigo ganha a bola já dentro da grande área encarnada e com Tim Krul pela frente opta por endossar a bola a Cardozo, só que o paraguaio acabava por ser surpreendido pela trajectória e falhava incrivelmente o 2-1. Desesperava Rodrigo, Jorge Jesus, e os benfiquistas que viam a reviravolta ali tão perto.

Cissé e Taylor zangavam-se sem se perceber bem porquê, e no jogo jogado era Gaitán quem aos 58’ ganhava canto na esquerda. Na insistência do pontapé de canto, de novo Gaitán a cruzar para Rodrigo cabecear com perigo, ainda que o lance estivesse já interrompido por falta sobre Santon. Nova interrupção e algum tempo para que Perch fosse assistido e acabasse por ceder finalmente o lugar a Anita, e do lado do Benfica também se preparavam substituições. Aos 61’, Lima e Enzo Pérez rendiam Rodrigo e André Gomes, nada se alterando no figurino táctico.

O Benfica estava agora perto da sua fórmula original, e era o recém-entrado Enzo Pérez quem aos 62’ se escapava a Anita que apesar de o derrubar escapava-se à admoestação, e no mesmo minuto de novo Gaitán, bem na esquerda sobre Sissoko, a ganhar novo canto para o Benfica - foram aliás muitos. Registava-se alguma confusão junto do topo dos No Name Boys, com a Polícia de Choque a ter de intervir, e enquanto isso dentro das 4 linhas eram os magpies que iam usando e abusando dos passes junto da sua área.

E, aos 66’, o 2-1 surgia por Lima, aproveitando precisamente um passe mal medido de Santon - pressionado - para Tim Krul. O brasileiro do Benfica antecipa-se ao guarda-redes do Newcastle, desvia o esférico do mesmo, e atira a contar. Voltava a acordar o Benfica e também os espectadores presentes, naturalmente satisfeitos pela entrada triunfal de Lima, e mantinha-se o mote, na procura do golo. Aos 67’, sucessão de cantos, o primeiro ganho pelo Melgarejo, o segundo cedido por Simpson, após cruzamento de Gaitán.

Marcava desta vez Ola John, e do mesmo eis que era assinalada grande penalidade a favor dos encarnados, depois de muitos protestos por uma mão claríssima de Taylor na bola. Primeiramente o árbitro ainda não assinala, mas um dos assistentes vê bem o lance e comunica-lhe a infracção. Cardozo encarregar-se-ia de cobrar a grande penalidade, e era o 3-1 com Tim Krul para um lado e bola para outro, num remate fortíssimo. Só que... era assinalada violação da grande área e o penálti tinha de ser repetido, já depois dos festejos e do árbitro principal ter apontado para a marca do meio-campo. De novo algum suspense, mas chamado à conversão Cardozo batia desta feita para o mesmo lado de Tim Krul, ainda que forte e colocadíssimo não lhe dando qualquer hipótese. Enorme festa agora feito o 3-1 e decorridos que estavam 70 minutos de jogo... quanto à eliminatória, finalmente bem encaminhada.

Tentava reentrar na partida o Newcastle, depois de carrinho de Enzo e derrube a um adversário o argentino via mesmo amarelo, e do lance o sempre temível Cabaye batia para alívio de André Almeida. Sucedia de novo algum perigo em nova descida dos magpies, com Cissé a colocar em Sissoko e a bandeira do assistente incompreensivelmente a ficar em baixo, e aos 75’ Artur tinha de sair e jogar com a cabeça, ainda que já houvesse fora-de-jogo - mal assinalado.

Aos 77’ Cardozo saía e entrava Maxi, uma substituição pouco comum que fazia Maxi jogar à frente de André Almeida, Ola John na esquerda, e Gaitán mais pelo meio, e o Benfica aproveitava para circular a bola e fazer correr o adversário. Aos 79’, bela jogada de Maxi na direita que acabava por ganhar canto e do qual Matic aproveitaria para cabecear ao lado.

Mexia Alan Pardew aos 80’, Marveaux saía e cedia o lugar a Ameobi, mas era o Benfica que aos 81’ ficaria perto do 4-1; Lima recebe na área e faz a bola sobrar para Gaitán, e o argentino por duas vezes a quase marcar, valendo na circunstância Tim Krul e o mau enquadramento de Gaitán com o esférico. Novo canto ganho por Melgarejo aos 82’ sobre Santon, e os magpies iam evidenciando naturais dificuldades físicas, entre eles Simpson que estava agora caído. Aos 83’, o mesmo era inclusive substituído e cedia o lugar a Gosling.

A festa era encarnada e a esta contrastava o silêncio pouco habitual dos adeptos ingleses, mas aos 84’ ainda assim viam uma incursão de Santon que se tentava redimir do erro do 1-2. Depois de flectir para o meio, o remate saía ao lado do poste esquerdo da baliza de Artur. Aos 86’ Ameobi atirava Gaitán ao chão e via amarelo apesar da atitude do encarnado a simular agressão não ser a mais feliz, e os minutos finais iam evidenciando que os encarnados tinham as operações controladas.

Fazia-se pois compreensivelmente a festa na Luz, aos 89’ surgia pontapé do meio da rua de Lima, muito ao lado da baliza do guarda-redes holandês, e com 4 minutos de compensação para jogar, Jorge Jesus dava instruções para a equipa descer e segurar a vantagem. Maxi Pereira andava já há algum tempo pela esquerda, auxiliando Melgarejo nas missões defensivas, e com o jogo a endurecer sobremaneira, aguardava-se ansiosamente pelo apito final. Ainda antes do final, Lima quase aproveita um falhanço de um adversário, acabando por correr alguns metros com a bola mas depois acabava por perder a força e ser derrubado, embora nenhuma falta fosse assinalada, e aos 90+2’ era Tim Krul quem aproveitava uma falta a meio campo para bombear uma bola para a área encarnada, com a defesa benfiquista a resolver.

Aos 90+2’, bola nas costas da defesa encarnada e fora-de-jogo desta feita bem assinalado, e aos 90+3’ mais uma boa jogada de envolvimento da equipa encarnada, com Gaitán no meio a trabalhar e Enzo Pérez a bater forte mas desviado da baliza do Newcastle. Ainda antes do apito final, aos 90+3’ lance de algum aparato com Cabaye e Lima a discutirem um lance mas o magpie a usar o cotovelo e a acertar o brasileiro na face, e seguia-se finalmente o términos, com alguns desentendimentos no centro do relvado de imediato sanados.

Já na flash interview, Lima demonstrava-se satisfeito por ter lido a jogada do 2-1, e dizia que o futebol é isto e que fora feliz. Quanto à má entrada do Benfica, enalteceu a tranquilidade que permitiu à equipa fazer melhor e a recuperação assim acabou por ser natural, e a respeito da 2.ª mão disse tratar-se de um campo difícil, onde importa manter a tranquilidade, a concentração, e fazer um jogo aguerrido. Instado a comentar se este era o melhor momento da sua carreira, disse que sim, «sem desmerecer a minha antiga equipa» - «este ano tem sido maravilhoso e agradeço à família e a todos os que têm apoiado.

Também Rodrigo se revelava muito feliz e dizia que nos quartos de final todos têm um grande nível, e sobre a recuperação defendeu que a equipa reagiu bem e o resultado é justo. A respeito da final de Amsterdão, a certeza que a mentalidade é vencer, nada está decidido ainda, e ainda falta o jogo da volta que começará 0-0. Instado a comentar se a estratégia passará por marcar fora e acabar com a eliminatória, o hispano-brasileiro diria que o espírito é vencer, pois é essa a mentalidade no Benfica, vencer e tentar passar a eliminatória.

Naturalmente satisfeito, Jorge Jesus aproveitava as palavras do jornalista para uma pequena brincadeira e dizer que também joga, mas fora e sem bola, e quanto ao jogo defendeu ser excelente, «frente a uma excelente equipa que dificultou imenso nos primeiros 15 minutos». Mais disse que equipa técnica, jogadores e claque acreditaram sempre, apesar de no resto do estádio denotar-se alguma tremideira, e que a reviravolta acabou por surgir. Tempo também para enaltecer os dois avançados (Sissoko e Cissé) do lado do adversário, e quanto à 2.ª Mão a certeza que nada está ganho e tudo está em aberto. Sobre a mensagem ao intervalo, disse que não foi nada de mais, até porque a confiança e garra são aspectos que se trabalham durante a semana e não durante o jogo, e deixou a certeza que neste jogo a equipa não fez nada diferente do que fizera noutros jogos. O técnico congratularia-se ainda do bom espectáculo produzido, um jogo fantástico e de Champions na sua opinião, em particular para os espectadores, e quanto à pontinha de sorte a certeza que não aparece por acaso, conquista-se, mas que Tim Krul também tirou 3/4 golos ao Benfica. Nova palavra sobre a partida, considerou que teve tudo; emoção, bolas na trave, oportunidades falhadas e 4 golos. Para a 2.ª mão a mesma coisa de hoje; 3-1 não garante nada e o Newcastle é muito forte no jogo aéreo e em casa, com avançados que jogam bem por cima e assistem outros jogadores, pelo que «estamos preparados para isso». Sobre a constituição inicial, ainda a deixa que foi a pensar no jogo do Olhanense.

Comentário Final: O Benfica partia favorito para esta partida pelas razões conhecidas, mas nestes jogos nem sempre o aspecto teórico tem correspondência prática. O objectivo era ganhar por uma diferença confortável e de preferência sem sofrer golos.

Iniciado o jogo, cedo se percebeu que o Benfica iria passar por dificuldades, dado que o adiantamento de Melgarejo era explorado pela dupla Sissoko-Cissé que com lançamentos longos impunham a sua categoria técnica e criavam muito perigo. Assim nasceu o golo do Newcastle e assim podiam ter chegado ao 2º com a bola a bater caprichosamente no poste e a não entrar. Os encarnados tentaram reagir e conseguiram restabelecer o empate numa oportuna recarga de Rodrigo, e a partir daí a equipa com alguns acertos posicionais, começou a ser mais pressionante e a dominar o jogo e a disfrutar de algumas oportunidades de se adiantar no marcador, algumas negadas pelo excelente guarda-redes holandês do Newcastle.

Para a 2ª parte e atendendo a que o miolo tinha denotado alguma falta de dinâmica, aguardava-se que Jesus, mais cedo ou mais tarde, lançasse no jogo Enzo Pérez. Tal aconteceu recorrendo o treinador encarnado a uma dupla substituição entrando também Lima. Não poderia ter corrido melhor pois logo a seguir o ponta-de-lança explorando um erro defensivo acabaria por virar o resultado. O 3º golo veio logo a seguir por Cardozo de grande penalidade que acabou por ser repetida sem que se tenha vislumbrado a razão (terá sido invasão da área?) e a partir daí percebeu-se que o jogo estava decidido, não sem que antes o Benfica visse outra bola embater no poste.

Até final os encarnados podiam ainda ter marcado mas o guarda-redes e alguma inépcia atacante impediram o avolumar do resultado. Resultado justo que abre boas perspectivas para a 2ª mão em que todo o cuidado é pouco.

 















Bookmark and Share