Ponto Vermelho
Novos desafios, novos perigos
5 de Abril de 2013
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Entrámos decididamente numa fase em que a mais ligeira distracção pode ser a morte do artista. Quer nacional quer internacionalmente. E para aquilo que se conhece de cor cá dentro, estamos a ver que, para além da valia e competência das equipas oponentes, temos que lutar contra outros factores exógenos, como ainda ontem ficou plenamente demonstrado em pleno Estádio da Luz, como que uma reedição das benesses que mereceram outras equipas inglesas na Luz num passado recente, caso de Chelsea, Liverpool, etc. No particular do da equipa londrina, na época passada, deu-se ainda ser mais completo pois sucedeu nos dois jogos. Vejamos pois o que nos reserva o próximo encontro de St. James’ Park.

Com efeito, quando apenas deveríamos estar concentrados no jogos em si, somos confrontados cada vez mais com um sem número de armadilhas dentro e fora dos relvados que invariavelmente condicionam a verdade dos acontecimentos. Quando não mesmo a adulteram. Porque para além da equipa ou alguns jogadores terem momentos de menor inspiração, existe toda uma panóplia de casos e interesses obscuros que acabam por ter influência decisiva nos resultados, mais a mais quando qualquer deslize pode vir a tornar-se de recuperação impossível.

O que tem despertado mais a atenção têm sido as arbitragens, mas é importante reter que, por exemplo, podem surgir lesões provocadas por entradas imprudentes de alguns adversários, critérios díspares na apreciação de casos e factos por parte dos órgãos de justiça desportiva que não nos inspiram a mínima confiança, etc, etc. Tudo acontece neste nosso futebol, desde amigos incógnitos que sigilosamente e de uma forma altruísta emprestam quase 300 mil euros para liquidar pouco mais de um mês de ordenados aos jogadores do Olhanense para que fosse levantada a greve, até à exigência da massa associativa para que o jogo não tivesse lugar no Estádio do Algarve impedindo assim o clube de facturar 3 vezes mais.

Ontem assistimos a mais um concerto de apito protagonizado por um insígne apitador do país do presidente uefeiro, em que não sabemos o que mais admirar; se a sua declarada vocação para a asneira (restando apurar porque não o conhecemos, se foram erros propriamente ditos ou desconcentrações momentâneas ocorridas nos precisos momentos em que os lances se estavam a desenrolar), se alguma alergia ao encarnado de um clube de um país que atravessa circunstâncias terrivelmente adversas. Mas que nos deixou desconfiados ah isso deixou, porquanto foram vários os lances sempre para o mesmo lado em que ou decidiu mal ou pura e simplesmente não decidiu. Valeu o resultado porque senão poderia ser fatal.

Temos pois sobejas razões para estarmos desconfiados, porque já não bastava cá no burgo. É que ainda mal refeitos do festival de ontem à noite, tivemos a grata surpresa de observarmos as nomeações para mais uma final para o título que envolve os dois primeiros. Após o honroso convite que recebeu para participar na Gala da AF do Porto que homenageou justamente os seus heróis, Pedro Proença o melhor árbitro da galáxia (que pena não ter ficado na 1ª fila ao lado da estrela da festa), recebeu a incumbência de apitar o FC Porto-SC Braga onde, por estar entre os seus, irá certamente sentir-se motivado e descontraído e fazer uma excelente arbitragem, em que provavelmente nem desconcentrações irá ter… Curiosos estaremos pois, caso a actuação do melhor árbitro do mundo e arredores seja nos moldes do Sporting-SC Braga da 1.ª volta, se António Salvador porventura esperneará como fez aquando do SC Braga-Benfica.

Como um acaso nunca vem só, teremos em Olhão um emergente expoente da causa do apito de nome Hugo Miguel que tão bem conhecemos, não tivesse ele apitado o Académica-Benfica da pretérita temporada com os resultados (desastrosos) que se conhecem, com manifesto prejuízo dos encarnados e que haviam de lhe custar dois pontos numa altura crucial da época, como aliás acontece agora. O José Arcanjo é, aliás, um estádio em que o Benfica não venceu nas últimas três épocas, voltando a estar no nosso pensamento a época passada com a brilhante exibição de João Capela e a bizarra expulsão de Pablo Aimar que lhe haveria de custar, estranhamente, 2 jogos de suspensão…

Olhamos por isso com manifesta apreensão para a conjugação de todos estes factores. Isto não tem obviamente nada a ver com o clube anfitrião ainda que os laços de Bracali e Cª sejam mais do que evidentes, e muito menos com o brio e o profissionalismo dos seus jogadores que mesmo atravessando uma fase difícil da sua vida profissional com os seus direitos contratuais a não serem respeitados, tudo irão fazer para levar de vencida os encarnados, tal como na semana passada em Aveiro. Ainda assim poderão acontecer situações estranhas não porque a equipa de arbitragem não tenha o direito de errar, mas porque esses erros poderão vir a ter influência no resultado final, como aconteceu na época anterior em Coimbra, onde um solícito apitador andava tão preocupado com os bloqueios que não viu (ou não quis ver) um penálti claríssimo sobre Pablo Aimar. Resta-nos pois estar muito atentos a todos os pormenores...






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