Ponto Vermelho
Variedades III
6 de Abril de 2013
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1. No quadro normal do quotidiano do nosso futebol, mantêm-se fumegantes e actuais, diversos casos e situações que vão ocupando as atenções dos media e cronistas que abundam na nossa praça. Aquele que promete já hoje agitar as águas é a intenção de alargamento da I Liga para 18 clubes a pretexto do Boavista poder vir a ser integrado. A questão que serviu de bandeira eleitoral a Mário Figueiredo que viu nisso uma excelente oportunidade de ser eleito, terá certamente o apoio de muitos dos pequenos clubes que ainda não perceberam que continuam a cavar a sua própria sepultura. Mas enquanto vai o pau e vem, folgam as costas, e afinal o que é que interessa de facto? Podermos ir sobrevivendo não importando como, ou permitir o desenvolvimento do futebol português?

Na resposta – óbvia – percebem-se as razões para a defesa entusiástica de uma medida altamente lesiva para todo o sector. Mas que interesse tem isso? Esperamos é que Presidente da Liga como intrépido defensor da medida, pugne para que de uma vez por todas os clubes sejam fiscalizados a sério, para que possam ser punidos os que têm ordenados e restantes obrigações em atraso para além dos limites, como sucedeu agora com o Olhanense, para que a verdade desportiva seja cumprida e não sejam castigados clubes cumpridores como sucedeu na temporada passada com o Feirense que acabou por descer de divisão, enquanto que clubes incumpridores se mantiveram na I Liga. Isso é concorrência desleal e abastarda a verdade dos campeonatos. É que nem todos podem ter a felicidade de ter amigos para os socorrer em vésperas de defrontarem o Benfica…

2. A entrada de leão do novo Presidente do Sporting está a fazer as delícias da imprensa e dos adeptos que gostam destas acções populistas. Bruno de Carvalho, com toda a legitimidade, pretende incutir uma liderança e um estilo de actuação diferentes tendo em conta que o Sporting necessita de ser agitado e, para já, está a conseguir resultados encorajadores que tentam acordar um leão adormecido. A vitória de Braga veio mesmo a calhar até pela forma como foi obtida, sendo que o próximo jogo com o Moreirense poderá dar origem a uma onda verde ainda que de dimensão relativa e que tenderá a crescer em função dos resultados. Tudo, é claro, sob o olhar atento e desconfiado dos velhos condes e viscondes

Se o desfecho for de molde a satisfazer a natural expectativa criada, é de crer que a euforia se manterá pelo menos até ao jogo da Luz, pois o derby propicia sempre uma adrenalina diferente aos jogadores e a toda a estrutura quando se defronta o velho rival. Não havendo Paulo(s) Pereira Cristóvão(s) para incendiar as hostes leoninas mais sensíveis e impacientes (embora ele insista em andar por aí…), a menos que aconteça quem entretanto acenda o rastilho (por acção directa ou fomentada pois sabe-se que há interessadíssimos a Norte), estão reunidas para já, as condições para que se reviva um derby na verdadeira acepção da palavra, com cada uma das falanges de adeptos e simpatizantes a demonstrarem o seu apoio sem subterfúgios à sua equipa. Ainda que correndo o risco da antecipação, esperamos que assim se mantenha até lá.

3. Muita tinta tem corrido sobre Augusto Inácio. Próprio das pequenas mentalidades que pululam neste burgo e porque é sempre preciso alguma coisa para animar a populaça e sobretudo a multidão de paineleiros que enxameia a imprensa. Espremido… dá em nada! Numa sociedade normal sem mentalidades retorcidas e desconfiadas, seria uma situação normalíssima e nem sequer seria objecto de grandes referências. Inácio já era treinador do Moreirense quando recebeu o convite do candidato Bruno Carvalho para integrar a estrutura do futebol leonino, a quem terá dito que caso este vencesse como veio a acontecer, não estaria disponível de imediato. Desse facto terá dado conhecimento à sua actual entidade patronal.

Observa-se assim que, ao contrário de outras situações, houve lisura de procedimentos da sua parte, pelo que não percebemos com exactidão o motivo de tanta crítica. Tal facto dever-se-á certamente em grande parte ao facto de por ironia do destino (perdão do calendário), o Moreirense ter de defrontar o Sporting já nesta jornada. Mas não comungamos da opinião de que se trata de um conflito de interesses, mesmo que deste jogo dependesse o futuro de qualquer dos clubes. As partes em confronto tentarão dar o melhor de si próprias para alcançar os objectivos a que se propõem, e logo mais à noite Inácio será adversário do Sporting e se lhe for possível, não enjeitará a possibilidade de levar de vencida o leão. Jesualdo também quererá ganhar. Uma ressalva final; neste país em que tudo serve de motivo de críticas soezes, talvez o silêncio tivesse sido o melhor. Mas aí, tinha-se ressentido a campanha eleitoral de BC. Portanto…








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