Ponto Vermelho
Newcastle - Benfica
11 de Abril de 2013
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Liga Europa, Quartos-de-final - 2ª Mão
St James' Park, Newcastle, 11 de Abril de 2013 - 20:05

Benfica (Titulares): Artur Moraes, Melgarejo, Garay, Luisão, André Almeida, Matic, Enzo Peréz, Ola John (Rodrigo 76m), Gaitán, Salvio (Jardel 90+3m)e Lima (Cardozo 72m)
Benfica (Suplentes): Paulo Lopes, Maxi Pereira, Jardel, André Gomes, Aimar, Rodrigo, Cardozo

Árbitro Principal: Ivan Bebek (Croácia)
Árbitros Auxiliares: Tomislav Petrovic e Miro Grgic
4º árbitro: Dalibor Conjar

Cartões Amarelos: 3; Enzo Pérez 31m, Artur Moraes 31m e André Almeida 49m. Enzo Pérez e André Almeida ficam de fora do próximo jogo
Cartões Vermelhos: 0

Resultado Final: 1-1; 1-0 Cissé 71m e 1-1 Salvio 90+2m; Agregado: 2-4. Apurado: Benfica

Benfica à procura das meias-finais da Liga Europa, precisando por isso de defender em St. James' Park a vantagem de 3-1 que trazia da 1.ª Mão do Estádio da Luz. Do lado do Newcastle alguns destaques, desde logo o regreso de Haidara por troca com Santon, mas também Mike Williamson que fazia dupla com Yanga-Mbiwa em detrimento de Steven Taylor. Também Anita, que entrara na Luz no decurso da segunda parte, era desta feita titular enquanto que Perch figurava no banco. As grandes surpresas ainda assim recaíriam sobre Bigirimana, titular, e o regresso de Ben Arfa depois de algum tempo de paragem devido a lesão, algo já antecipado por Alan Pardew na conferência de antevisão.

Também o Benfica fazia algumas alterações, desde logo porque Jorge Jesus abdicava para este jogo de jogar com dois avançados. Assim sendo, em relação a Olhão, Lima e Ola John jogavam de início na frente e esquerda respectivamente e, por via disso, Gaitán jogava solto no meio, como aliás prefere. Era pois um Benfica predisposto em 4-2-3-1 como tantas vezes se viu nas épocas anteriores e algumas vezes nesta, sistema no qual outra nota de destaque era André Almeida voltar à lateral direita, em detrimento de Maxi Pereira, uma aposta cada vez mais firme de Jorge Jesus nos compromissos europeus.

Um ambiente fantástico com cerca de 50.000 ingleses e 2.500 benfiquistas aqueciam uma noite fria (3.º C) na qual se projectava um arranque forte dos magpies, contrariando o alegado bluff de Alan Pardew que dissera que o ideal seria marcar apenas aos 70’. Mas o arranque daria de certo modo razão ao treinador ingês, e assistiria-se a um bom arranque do Benfica, autoritário e desde logo assumindo as rédeas da partida. Aos 2’ ainda assim, bola nas costas da defesa encarnada a solicitar Cissé e algum frissom, valendo a bola sair muito longa e o senegalês não lhe chegar.

Logo de seguida e praticamente na resposta, aos 3’, quase golo do Benfica; Salvio solicita André Almeida que cruza rasteiro para Lima, e o brasileiro em habilidade desvia de calcanhar para a baliza dos magpies, valendo na circunstância Tim Krul que defendia instintivamente com os pés. Uma grande oportunidade para os encarnados quase a abrir. Carregava o Benfica, ainda aos 3’ e pela direita, uma falta sobre Salvio dava lugar a um livre perigoso do qual nada resultava mas, da insistência da esquerda, Melgarejo cruzava chegado à baliza e por pouco não traía Tim Krul que cedia o primeiro canto da partida.

Do mesmo nada resultava, mas prosseguia o Benfica a trocar a bola e o Newcastle a ver jogar os encarnados. Contudo aos 7’, o primeiro lance perigoso dos ingleses, com um cruzamento largo da direita a fazer a bola atravessar a área encarnada, ainda que Cissé estivesse deslocado em relação ao último defesa dos encarnados. Faziam ouvir-se os adeptos encarnados à passagem do minuto 8, altura em que Garay e Cissé chocavam na sequência de uma disputa de bola e davam origem à primeira interrupção, e assim chegávamos aos primeiros 10 minutos, com mais Benfica, capaz de manter os ingleses longe da baliza de Artur, para além da grande oportunidades de golo já obtida.

Ao minuto 10 precisamente surgiria uma falta de André Almeida da qual resultaria uma bola bombeada para a área encarnada prontamente resolvida, e paulatinamente ia subindo o Newcastle, apostando num jogo mais directo. Aos 13’, a vez do irrequieto Cissé escapar-se nas costas de André Almeida e Luisão, valendo aos benfiquistas que o domínio do senegalês não era o melhor e a bola acabava por perder-se pela linha final.

Respondia o Benfica pela direita aos 13’, Gaitán rompia pela área inglesa e já na pequena área mas de ângulo difícil apenas ganhava canto, e na sequência do mesmo alguma confusão. Aproveitava o Benfica para se recolocar de novo por cima na partida, sempre empurrado pelos muitos adeptos encarnados que mais uma vez se faziam ouvir e aproveitavam o silêncio dos apreensivos magpies, aos 16’ e mais uma vez pela direita a vez de Salvio tentar descer depois de se livrar de dois adversários, mas sem sucesso. Aos 17’ Garay jogava com Artur e o mesmo metia a bola fora num passe transviado para Luisão que levava Jorge Jesus ao desespero, e posto isto sucediam alguns minutos com o Newcastle a tentar acercar-se da área encarnada ainda que sem grande critério e sempre com os caminhos tapados.

Chegávamos aos primeiros 20 minutos com o Benfica com as operações aparentemente controladas e com um Newcastle lento e surpreendentemente paciente; aos 22’, a vez de Enzo ser derrubado pela esquerda e do livre Ola John bater levando a bola a sair pela linha final sem que ninguém chegasse para a emenda. O Benfica trocava a bola sem grande resistência dos ingleses e aos 25’ Artur seria avisado pelo árbitro croata por demorar demasiado tempo na reposição de bola, e aos 27’ falta de Luisão sobre Cissé conduzia a que Tim Krul batesse mais uma bola para a área encarnada.

A bola chegava a Artur que lançava o contra-ataque, e do mesmo de novo muito perigo, quando o próprio Tim Krul é obrigado a sair mas tem de soltar a bola para Lima por causa do limite da sua grande área. Na sequência do lance, passe do brasileiro para Gaitán que com Tim Krul fora da baliza e apenas Haidara entre postes, não consegue contrariar a oposição do defesa francês. Mais uma excelente oportunidade desperdiçada pelo Benfica, que podia ter já resolvido a eliminatória por esta altura.

Aos 29’ de novo Ola John, na esquerda, entra na área depois de ganhar um ressalto mas o seu cruzamento não chegava a ninguém do Benfica, e com isto chegávamos à primeira meia hora inicial, com o Benfica melhor mas excessivamente perdulário, fazendo pairar que um golo dos magpies tudo pudesse mudar. Aos 31’ surgia algum excesso de zelo do árbitro da partida, quando Sissoko está no chão fragilizado, Enzo aparentemente avisa o juiz que o mesmo precisava assistência, mas quer o argentino quer Artur Moraes viam ambos o cartão amarelo por demora na reposição - Enzo deste modo de fora do próximo compromisso europeu - e aos 34’ de novo show Jorge Jesus, quando um passe de Garay batia num jogador inglês e dava origem a um contra-ataque algo perigoso dos magpies.

Seguindo o mote até então, aos 35’ surgia nova bela oportunidade do Benfica; Ola John cruzava da esquerda, e Salvio aparecia junto da pequena área a subir mais alto do que o seu adversário mas a cabecear ligeiramente ao lado - nova excelente oportunidade... e lamentava-se novamente o desperdício. De novo Salvio, aos 36’ sofria nova falta na direita que Gaitán batia e Enzo na ressaca obrigava Tim Krul a defesa atenta, e à medida que nos aproximávamos do intervalo, a certeza que o Benfica ia preenchendo bem os espaços e o Newcastle estava cada vez mais ao alcance, até porque era obrigado a apostar num jogo mais directo para o qual o Benfica parecia ter bom antídoto. Ainda assim, faltava o golo do Benfica para serenar.

Nos últimos cinco minutos da primeira parte no entanto iria haver mais Newcastle. Depois de aos 40’ Gutiérrez se escapar ao amarelo depois de entrada dura sobre Nicolas Gaitán no meio campo inglês, aos 41’ lugar para um contra-ataque perigoso do Newcastle comandado por Sissoko, que se escapava nas costas de André Almeida, o remate sai fraco e para defesa fácil de Artur. Ficava o aviso, carregava o Newcastle... e acordavam os ingleses, que viam a sua equipa finalmente acercar-se da área encarnada. Puxavam os benfiquistas pela sua equipa, tentanto que a equipa reagisse ao sufoco perto do intervalo, mas aos 44’ um grande susto para os encarnados; falta de Gaitán da qual surge uma bola bombeada para a área benfiquista que Garay tira à primeira, e na insistência Sissé marcava mesmo depois de passe da direita, valendo ao Benfica o tento ser prontamente invalidado, por fora-de-jogo do senegalês. Ainda antes do intervalo, aos 45’ surgia um cruzamento de Salvio da direita a que Gaitán chegava um tudo nada atrasado, e com este lance chegávamos ao intervalo, que registava um nulo algo lisonjeiro para o Newcastle, tamanho havia sido o domínio benfiquista.

Sabia-se que para a 2.ª parte era impreterível o Benfica marcar, em parte para se precaver de um golo dos magpies que os fizesse acreditar, e seria com essa ideia que Alan Pardew lançava Ameobi para o lugar de Bigirimana, dando mais algum apoio a Cissé na frente. St. James Park reagia e revelava entusiasmado em virtude do Newcastle passar a jogar com dois homens de área, mas a segunda parte recomeçava de novo com mais Benfica nos instantes iniciais, com Gaitán a pautar o jogo encarnado e a ganhar faltas como aquela aos 46’. Na sequência da mesma Ola John batia para as mãos do seu compatriota Tim Krul, e enquanto puxavam os benfiquistas nas bancadas, aos 49’ mais um amarelo para um jogador encarnado; André Almeida, alegadamente por mão na bola.

Do lado oposto reeditava-se a receita, bola bombeada para as mãos de Artur, e passava então a haver mais Newcastle. Logo de seguida, jogada pela direita e cruzamento para Ameobi que ainda recebe mas via de imediato a defesa encarnada ceder canto. Do mesmo nada resultava senão um remate enrolado de Anita, e aos 52’ a resposta encarnada, com Ola John a combinar bem na esquerda com Gaitán, mas o remate cruzado do holandês a sair por cima. De novo o Benfica e pela esquerda, numa bela jogada trabalhada por Ola John e Gaitán mais uma vez a bola chegava a Lima que atirava por cima, jogada que merecia os aplausos de Jorge Jesus, e esperava-se que o Benfica pudesse chegar ao golo.

Lima recuava de seguida em auxílio defensivo para ver uma sua falta ser (mal) assinalada sobre Williamson que conduzia a momentos de suspense, não fosse Cabaye um especialista e o livre nas imediações da área benfiquista, mas valia no entanto que o mesmo batia para cima. Passava o perigo e suspirava-se de alívio, contudo via-se agora mais Newcastle na 2.ª parte, que fazia o que lhe competia. Por seu turno, ia tentando responder o Benfica, serenando a partida e trocando a bola sempre que possível. Aos 57’, e fruto de mais uma descida de Gaitán, o mesmo ganhava canto que o próprio batia da direita mas para as mãos de Tim Krul, e os encarnados respiravam, para muito contribuindo a muita solidariedade dos seus alas no capítulo defensivo.

Numa dessas descidas dos alas, aos 60’ Salvio cedia canto do qual nada resultaria, e aos 62’ de novo Gaitán a finalizar mal uma bela jogada dos encarnados, ainda que pressionado por um inglês. Seguia-se a festa dos ingleses face ao regresso de Ben Arfa, vários meses fora dos relvados, e que voltava para apoiar Ameobi e Cissé na frente do ataque dos magpies, e assistia-se cada vez mais ao jogo directo dos ingleses, capazes de colocar mais homens na frente.

Ia resistindo muito bem o Benfica, tacticamente muito bem na partida, aos 65’ a vez de André Almeida ceder mais um canto que mais uma vez em nada resultava. Aos 66’ ainda assim, novo golo anulado aos ingleses, novamente por fora-de-jogo de Cissé, que ainda via amarelo por protestos - sem razão, diga-se. Mexia de novo Alan Pardew, fazendo Haidara sair aos 66’ para dar o lugar a Marveaux, e aos 67’ algum perigo, quando um cruzamento da esquerda de Gutiérrez encontra Cissé que só penteia a bola. O Benfica começava a sentir dificuldades e compreendia-se cada vez mais a necessidade de um golo dos encarnados, para decidir a eliminatória, aos 68’ Ben Arfa via o amarelo depois de um lance com André Almeida, que ficava caído no relvado e dava lugar a muitos nervos, dos quais resultaria ainda mais um amarelo, desta vez para Cabaye.

Queimavam-se os 70’, curiosamente a barreira que Alan Pardew dissera que seria ideal marcar, e era precisamente nesse minuto que os ingleses chegariam ao golo - caído do céu, diga-se. Hesitação da defesa encarnada entre Matic e Garay com ambos a ficarem a meio caminho, e a bola a chegar a Ameobi que cruzava para Cissé que nas costas de André Almeida cabeceava para o 1-0. Natural festa em St. James Park e... o jogo extremamente complicado com o Newcastle agora a um golo da qualificação e... com 20 minutos para jogar.

Mexia Jorge Jesus, fazendo entrar Cardozo para o lugar de Lima, mas acordavam os ingleses nas bancadas e adivinhavam-se 18 minutos de sufoco. Aos 73’, canto ganho na esquerda e já com Rodrigo em campo no lugar de Ola John, e depois grande aparato com um remate enrolado a encontrar Cissé que divide uma bola com Artur e leva a bola a perder-se pela linha final. Pedia-se penálti entre os ingleses, mas Artur até tinha sido o primeiro a chegar à bola - ficava ainda assim mais um aviso. Artur era assistido e permitia ao Benfica respirar durante alguns segundos mas a equipa continuava a abanar e muito; aos 77’ a vez de Ben Arfa ganhar espaço na direita e solicitar um seu colega para novo fora-de-jogo, e no mesmo minuto a vez de Ameobi escorregar e rematar para defesa fácil de Artur. Haviam muitos nervos e Jorge Jesus bem o demonstrava, vendo a sua equipa lidar mal com a floresta de pernas junto à sua área, e era com um Benfica irreconhecível que mais uma bola entrava nas costas de André Almeida, valendo que o cruzamento rasteiro não encontrava ninguém.

Mais jogo directo dos ingleses, mais dificuldades do Benfica, aos 79’ de novo Ben Arfa a ganhar espaço sobre Melgarejo e a cruzar para Artur. O Benfica não saía e ia limitando-se a bater bolas na frente sem qualquer critério, a queimar o minuto 80 novo remate de longe e ao lado da baliza de Artur. Tentavam puxar pela sua equipa os benfiquistas com vista a serenar a equipa visivelmente nervosa, e aos 81’ os encarnados começavam a sacudir a pressão; Cardozo e Gaitán combinavam e a defesa inglesa resolvia, na insistência Yanga-Mbiwa virava Cardozo do avesso e também via amarelo, dando ainda lugar a uma falta perigosíssima a favor do Benfica. Respirava o Benfica e Jorge Jesus aproveitava para dar indicações a Enzo antes do livre ser batido, e do mesmo Cardozo tocava para remate forte de Garay, ainda que para fora.

Aos 82’ Cardozo - boa entrada na partida, capaz de segurar o jogo e ajudar a sacudir a pressão - escapava-se a Williamson que via o amarelo, e o Benfica paulatinamente voltava a acercar-se da área inglesa. Aos 85’, a vez de Gaitán novamente combinar e já dentro da área rematar cruzado para defesa de Tim Krul, vendo depois Enzo insistir mas para fora. Puxavam os adeptos encarnados, em contraste com o silêncio de preocupação do lado dos ingleses que viam o tempo passar e a sua equipa incapaz de reorganizar-se, muito por via da pressão encarnada que agora se verificava, e aos 88’ uma grande arrancada de Enzo pela esquerda, a ganhar mais um canto e mais alguns segundos.

Ainda aos 89’, nova boa oportunidade para o Benfica decidir a eliminatória, com Gaitán a solicitar Rodrigo que também ele não vencia a oposição de Tim Krul, e na resposta no minuto seguinte mais um calafrio para os encarnados; Ben Arfa ganha espaço na área e vale que o remate sai por cima. Ansiava-se pelo final da partida, ainda mais quando aos 90’ surgia mais uma falta muito perigosa junto à área encarnada, na circunstância sobre Marveaux, valia que da mesma Artur segurava pese embora o desvio algo perigoso de um benfiquista.

Haviam 4 minutos para jogar e para sofrer, mas na resposta o Benfica ia chegar ao golo; belo passe de Cardozo a encontrar Rodrigo na esquerda, e o cruzamento do hispano-brasileiro a encontrar Salvio que se antecipava ao seu marcador directo e fazia o empate, selando a passagem do Benfica às meias-finais da Liga Europa. A natural festa dos benfiquistas, mas também o aplauso dos adeptos ingleses, que Jorge Jesus fazia questão de retribuir. Aos 90+3’ ainda saía Salvio e entrava Jardel, e nos minutos finais para além da festa encarnada e em contagem decrescente, o cumprimento de Alan Pardew a Jorge Jesus ainda antes do apito final.

O árbitro croata dava então por finalizado o encontro, e confirmava-se a passagem do Benfica às meias-finais da Liga Europa.

Na flash interview Salvio congratulava-se pelo grande jogo, dando os parabéns à equipa e frisando que este triunfo é de todos e todos prosseguirão muito contentes neste caminho. Instado a comentar se esperava que o encontro fosse mais fácil, o argentino diria que sabiam de antemão que em sua casa iam ser mais fortes mas que a equipa encarnada aguentou os 90 minutos muito bem, sendo que quando teve de defender defendeu, e quando teve de atacar atacou.

Por seu turno Luisão disse que já esperava o jogo de muito contacto, mas que o importante foi o que a equipa conseguiu na hora da dificuldade, e quanto à ascenção da secção de futebol disse que desde que chegou tem assistido diariamente ao crescimento de todos no clube. Quanto ao mote da época de sonho dito por Jorge Jesus, Luisão disse que se o comandante o disse é para assinar por baixo, mas que o mais importante é continuar assim.

Já o técnico Jorge Jesus disse que foi complicado, principalmente nos ultimos 20 minutos depois do Newcastle fazer o golo. O treinador encarnado defendia que na primeira parte o Benfica dominou e teve duas oportunidades do Lima e do Nico, sendo que defensivamente nunca deixou o adversário jogar pelas alas que é algo que faz muito bem, mas que depois na segunda parte apesar de terem reentrado de novo bem, a partir do momento que o treinador do Newcastle fez as alterações as dificuldades começaram a surgir. Em parte por causa da anarquia táctica que complicou, ainda que o Benfica pudesse marcar numa transição rápida fruto de uma bola ganha. Mais diria que as coisas correrem bem ante uma equipa que tem tido um registo europeu fantástico nos últimos 15 jogos, e uma palavra para o público fantastico no Newcastle, também para os adeptos benfica presentes que ajudaram muito. Ainda sobre o sufoco final, Jorge Jesus explicaria que deixou de haver táctica, sim uma linha de 5/6 jogadores na frente, que tem prós e contras. Sobre o próximo adversário, ainda que sem preferências de maior, disse que há sorte com equipas inglesas mas neste momento são todos fortes.

Comentário Final: Embora o resultado fosse de alguma forma confortável previam-se dificuldades. E se elas não aconteceram na 1ª parte fruto de um excelente jogo dos encarnados em que inclusivamente e por várias vezes poderiam ter arrumado a eliminatória, sucederam na 2ª sobretudo após o golo do Newcastle.

De facto, na etapa inicial o Benfica através de uma boa entreajuda, concentração e antecipação controlou o jogo por completo com o senão de não ter aproveitado as boas oportunidades que teve e acabou por deixar em aberto para o período complementar a possibilidade dos ingleses marcarem e olharem para a eliminatória com outros olhos.

E depois dos momentos iniciais em que o Benfica continuou com a mesma postura, o treinador do Newcaste iniciou a fase das substituições, arriscou, e por via disso começou a ganhar algum ascendente embora sem criar oportunidades de golo. Mas num lance infeliz de bola controlada, Matic e Garay hesitaram em atacar o esférico, Ben Arfa bem na antecipação, e Ameobi cruzou para Cissé abrir o activo.

Adivinhavam-se mais problemas porque mais um golo chegaria para o Newcastle passar e no tudo por tudo o Benfica passou por algum sufoco embora os ingleses não tivessem tido chances de marcar.

Os últimos minutos revelaram um Benfica de novo por cima do jogo e haveria de chegar à igualdade numa boa triangulação Cardozo-Rodrigo e Salvio que se antecipou ao defesa do Newcastle e faria o empate e decidir de vez a eliminatória.

Boa exibição do Benfica sobretudo na 1ª parte em que desperdiçou 3 oportunidades de marcar, mas no cômputo geral da eliminatória demonstrou que o seu apuramento foi justo dado ser melhor equipa que o Newcastle.

Gaitán, Enzo Pérez e Matic destacaram-se embora globalmente todos tivessem estado em bom plano.

Arbitragem sem casos e sem reparos de maior.
















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