Ponto Vermelho
Benfica - Paços de Ferreira
15 de Abril de 2013
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Taça de Portugal - Meias-Finais - 2ª Mão
Estádio da Luz, 15 de Abril de 2013 - 20h00

Benfica (Titulares): Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Garay, Melgarejo, Matic, Enzo Pérez, Salvio, Nico Gaitán (Ola John 73m), Cardozo (Pablo Aimar 88m) e Rodrigo (Lima 64m)
Benfica (Suplentes): Paulo Lopes, André Almeida, Jardel, Pablo Aimar, Ola John, Lima e Kardec

Árbitro Principal: Bruno Esteves - AF Setúbal
Árbitros Auxiliares: Mário Dionísio e Rui Teixeira

Cartões Amarelos: 1: Luisão 63m
Cartões Vermelhos: 0

Resultado Final: 1-1; 1-0 Cardozo 54m; 1-1 Cícero 80m. Agregado; 3-1; Apurado para a final: Benfica

Face ao resultado da 1ª mão que indiciava que com maior ou menor dificuldade o Benfica apurar-se-ia para a final do Jamor, ainda assim esperava-se um jogo bem disputado dado que ambos os técnicos anunciaram ir jogar com as suas melhores equipas. E assim aconteceu, com Jorge Jesus a optar por um onze muito perto do que mais tem sido visto, ainda que Lima começasse no banco, a par de Ola John, segundas opções também noutras ocasiões.

Não se estranhou por isso que o Benfica tivesse iniciado o jogo ao ataque, com um Paços de Ferreira no seu figurino habitual ainda que com algumas cautelas. Apesar de ser muito difícil virar o resultado, os pacenses sabiam de antemão que era imperativo chegarem ao golo antes do seu adversário, de forma ainda poderem sonhar.

Aos 4' numa jogada de envolvimento do Benfica a bola chegou a Gaitán que do lado direito rematou forte para boa defesa de Cássio para canto, do qual nada resultaria. O jogo prosseguia com um Benfica atacante e aos 7' foi Cardozo que a uns bons 25m rematou fortíssimo para nova boa intervenção de Cássio a desviar a bola pela linha de cabeceira. Novo canto marcado por Salvio com antecipação de Luisão que de cabeça rematou por cima da trave.

O jogo prosseguia na mesma toada e aos 12' boa oportunidade para o Benfica. A bola chega a Cardozo dentro da área que não remata de primeira e tenta ludibriar o guarda-redes que consegue desviar para canto. Volvidos 2' novamente Cardozo (muito activo), a rematar contra o corpo do central Ricardo e no minuto seguinte nova grande oportunidade para os encarnados com Cardozo de novo a rematar ao poste esquerdo da baliza de Cássio.

Aos 26' haveria de chegar a primeira grande oportunidade para o Paços. Na intermediária Josué (que fez um excelente jogo), lançou o peruano Hurtado que fintou Maxi, isolou-se, valendo a mancha de Artur que conseguir manter a sua baliza inviolável.

No minuto seguinte falta perigosa à entrada da área pacense a punir corte do lateral-direito Tony com o braço. Garay encarregou-se da marcação rematando rasteiro, mas Cássio muito atento segurou. Nesta altura do jogo o Benfica continuava mais atacante, mas o Paços tentava atacar sempre que podia e a criar algum perigo com lançamentos precisos de Josué sobretudo para Hurtado.

Aos 35' a bola acaba por ultrapassar a linha de baliza do Paços mas o fiscal de linha assinalou fora de jogo de Salvio. No minuto seguinte e na sequência de uma falta a meio-campo, Enzo Pérez começou a queixar-se de dores na perna direita e receou-se então que tivesse alguma lesão muscular que não se confirmou porque depois de assistido voltou ao campo, quando entretanto André Almeida já fazia exercícios de aquecimento.

Aos 41' remate de Rodrigo que tabelou num defesa pacense sendo que do canto respectivo nada resultaria e já no minuto de desconto concedido pelo árbitro, surgiria novo remate fortíssimo de Salvio oara fora. Chegávamos então ao fim da 1ª parte com o resultado em branco, com maior domínio do Benfica e mais oportunidades de golo, e boa réplica do Paços.

No recomeço, aos 49' mau atraso de Rodrigo que ia criando muito perigo para a baliza de Artur não fosse a atenção de Matic. Aos 52' no meio-campo, Cardozo via Cássio adiantado e tentava o chapéu que não passou muito longe do alvo. No minuto seguinte novo grande remate de Salvio para fora.

Mas aos 54' o Benfica iria chegar ao golo. Desdobramento atacante do Benfica com Gaitán do lado esquerdo a centrar atrasado e Cardozo com o seu melhor pé a rematar fora do alcance de Cássio. A natural festa dos poucos adeptos presentes e cada vez mais a certeza que a presença no Jamor já não fugiria. Aos 57' na sequência de um centro da direita Gaitán em boa posição, chutaria de primeira mas a bola acabou por subir e gorou-se mais uma oportunidade.

Decorria o minuto 63 quando Luisão depois de ter feito obstrução ao lateral-esquerdo pacense via o cartão amarelo, e aos 66' falta sobre Lima (que entretanto tinha entrado para o lugar de Rodrigo aos 64') à entrada da área pacense do lado direito do ataque encarnado. Quando se esperava que fosse Cardozo a marcar, surgiu Gaitán que atirou muito por cima da barra da baliza de Cássio.

Aos 73' verificar-se-ia a 2ª substituição no Benfica com Ola John a substituir Gaitán, tendo o argentino pautado uma boa exibição. Sem que algo o previsse, aos 80' o Paços de Ferreira haveria de chegar ao empate. Má entrega de Maxi Pereira, a bola chegou a Cícero que entretanto tinha substituído Poulson, e o pacense tirou Garay da frente e à saída de Artur remataria ao canto sem quaisquer hipóteses. A baliza encarnada violada pela 1ª vez na edição da Taça de Portugal, mas a eliminatória sem sofrer grandes sobressaltos.

Na procura de rectificar o resultado, aos 85' Lima flectiu para o meio e rematou fortíssimo de pé esquerdo com a bola a passar a escassos centímetros do poste direito de Cássio, perdendo-se assim mais uma boa oportunidade. Aos 87' as bancadas começaram a agitar-se aguardando a entrada de Aimar que jogaria os últimos minutos, e seria já no 2º minuto dos descontos que se veria a última hipótese de golo com o peruano Hurtado a falhar o remate já dentro da área encarnada.

O jogo terminaria pouco depois com um resultado aceitável face aos objectivos encarnados e à boa réplica pacense, ainda que as melhores oportunidades tenham pertencido ao Benfica.

Na 'Flash Interview' Cardozo diria que tinham feito um jogo em que sobretudo visaram segurar a vantagem que tinham conseguido na 1ª mão, e também que o importante é estarem na final, demonstrando-se ainda contente por ter ajudado a equipa a ter cumprido o objectivo. Sobre o finalista não manifestou preferência, e quanto ao jogo com o Sporting disse que o Sporting está a jogar muito bem e que terão de dar o máximo aproveitando a vantagem de jogarem em casa.

Já Jorge Jesus disse que o resultado não afectaria o moral para o derby, embora tivesse sido preferível ganhar. Defenderia ainda que o importante é estar no Jamor ao fim de 8 anos e também não manifestou preferência pelo adversário que irá encontrar.

Comentário final: Sem ter sido um jogo espectacular ainda assim assistiu-se a um bom jogo de futebol que estava desde logo condicionado pelo resultado da 1ª mão.

O Benfica entrou com uma toada mais atacante e podia ter marcado por mais do que uma vez no 1º quarto de hora. Tal não sucedeu e depois da retracção inicial o Paços foi-se soltando e através de uma bela exibição de Josué iam tentando lançar contra-ataques, num dos quais Hurtado poderia ter marcado. Ao intervalo o resultado era algo lisonjeiro para os pacenses pelo caudal ofensivo do Benfica e pelas oportunidades criadas.

No recomeço o Paços surgiu mais ofensivo mas foi o Benfica que se adiantou no marcador por Cardozo e a despeito de mais algumas chances de marcar, foi o Paços que aproveitando uma má entrega de Maxi chegaria à igualdade aos 80'.

Não sendo um jogo intenso foi agradável e a haver um vencedor teria que ser naturalmente o Benfica que atingiu o seu objectivo de estar presente no Jamor. Gaitán, Cardozo e Matic destacaram-se.

Arbitragem regular sem casos complicados para resolver.










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