Ponto Vermelho
Benfica - Sporting
21 de Abril de 2013
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Liga Zon-Sagres - Época 2012/2013 - 26ª jornada
Estádio da Luz, 21 de Abril de 2013 - 20h15

Árbitro Principal: João Capela - AF Lisboa
Árbitros Assistentes: Ricardo Santos e Tiago Rocha

Benfica (Titulares): Artur, Maxi Pereira, Luisão-cap.(Jardel 90+2m), Garay, Melgarejo, Matic, Enzo Pérez, Gaitán (André Gomes 80m), Salvio, Lima e Cardozo (Ola John 69m)
Benfica (Suplentes): Paulo Lopes, André Almeida, Jardel, Aimar, André Gomes, Ola John e Rodrigo

Cartões Amarelos: 1-Luisão 66m
Cartões Vermelhos: 0

Resultado final: 2-0. Sálvio 36m e Lima 75m

Apesar de 34 pontos de diferença entre ambas as equipas e da tão badalada «diferença competitiva» entre ambas as mesmas, a juntar à sempre imprevisibilidade de um dérbi juntava-se ainda aperitivo especial de última hora; em caso de vitória leonina, o Sporting ascendia a um lugar europeu em função dos resultados já registados na jornada 26. A juntar a outros, caso da sempre apetecível intromissão sportinguista na luta pelo título entre Benfica e FC Porto ou, do lado encarnado, de atestar o bom momento e atapetar a caminhada para o título com uma vitória ante o «eterno rival».

Num jogo importantíssimo para o Benfica, destaque também para o regresso do árbitro assistente do polémico Benfica-FC Porto da época transacta - Ricardo Santos -, visto com natural cepticismo entre muitos quadrantes da esfera encarnada. Quanto aos convocados do lado benfiquista - Artur Moraes, Paulo Lopes, Maxi Pereira, André Almeida, Luisão, Garay, Jardel, Melgarejo, Matic, André Gomes, Enzo Perez, Aimar, Salvio, Ola John, Gaitán, Cardozo, Lima e Rodrigo - dúvidas sobretudo em relação à titularidade ou não de Gaitán, a par com problemas físicos. A menos de uma hora do início da partida, seriam ainda assim dissipadas as dúvidas; o argentino acabaria por fazer parte do onze, tanto como Maxi na lateral direita em detrimento de André Almeida, sendo que Jorge Jesus optaria ainda por não desmontar as duplas Cardozo-Lima na frente, e Enzo Pérez-Matic no miolo.

Do lado sportinguista, Jesualdo Ferreira chamaria 18 jogadores para a Luz, constituindo as inclusões do holandês Boulahrouz e do peruano Carrillo as principais novidades da lista. Em sentido inverso, destaque para as saídas de Cédric, lesionado, e Fokobo, Rubio e Ventura, por opção técnica, eles que haviam marcado presença na última partida dos leões. No onze, 5 estreias num dérbi, numa equipa com uma média de idades a rondar os 23 anos, com mote para controlar o miolo do terreno.

Excelente moldura humana interpretava uma belíssima coreografia com mais de 60 mil cartolinas vermelhas e brancas, e depois disso começava bem o Benfica. Ainda no primeiro minuto, Luisão solicitava a velocidade de Enzo que chegava ligeiramente atrasado ao passe longo do capitão encarnado e, depois disso, o primeiro canto a favorecer a turma de Jorge Jesus, cedido por Ilori.

Conseguia sacudir o Sporting depois de uma descida de Bruma, e seriam os leões que viriam a estar melhor no jogo a partir de então. Aos 4’, depois de uma falta por assinalar sobre Enzo, descida perigosa de Bruma pela direita resultava em cruzamento perigoso que Artur resolvia sacudindo para fora da sua grande área. De nova falta por assinalar no ataque encarnado, decorrido que estava o minuto 5 e fazendo crer que João Capela adoptaria um critério largo, chegava mesmo a grande oportunidade até então; de um alívio aparentemente inofensivo inicialmente Wolfswinkel escapava-se nas costas de Garay e isolava-se, e depois frente a Artur acabava por perder ângulo e via a sua acção importunada pelo argentino, acabando por perder assim o duelo com o guarda-redes encarnado, que cedia canto. Enorme calafrio e a primeira grande oportunidade de golo no dérbi.

Na sequência do canto, Ilori subia mais alto que a defesa encarnada e cabeceava pela linha final, e a partir dos 7’ tentava serenar o Benfica, que não conseguia desdobrar-se no ataque, por mérito do posicionamento do Sporting. Aos 8’ Capel estatelava-se na área depois de lance com Maxi, após passe cruzado nas costas do uruguaio, e chegávamos aos 10 minutos com um Sporting superior, surpreendentemente atrevido e já com oportunidades para fazer golo.

Luisão pedia concentração e o Benfica descia até à área leonina e aos 11’ era Salvio que numa insistência da direita rematava cruzado mas por cima da baliza de Rui Patrício, naquela que era a primeira ameaça digna de registo dos encarnados, mas era na área contrária que residiam os lances de maior perigo; aos 12’, valia Luisão a resolver mais um lance da ala direita do ataque sportinguista, com Bruma em plano de evidência. Do canto surgiria novamente algum perigo, quando Dier ganhava espaço na área e já de ângulo apertado mas na pequena área cruzava, valendo Artur a resolver com uma palmada para novo canto, e era evidente o nervosismo na área encarnada. Do novo canto aos 13’ nada resultava, e aos 14’ a vez de um fora-de-jogo a Cardozo ser mal assinalado pelo árbitro assistente. Ainda aos 14’ e do lado oposto, após descida perigosíssima de Capel pela esquerda e de novo cruzamento do espanhol, de novo Luisão era chamado a resolver.

Tentava descer o Benfica aos 15’, Salvio solicitava Lima que culminava o lance com um remate fraco para as mãos de Rui Patrício, e assistia-se então a mais Benfica. Aos 16’ Bruma derrubava Gaitán e dava lugar a um livre perigoso que o mesmo marcava mas em que nada resultava, e Jorge Jesus aparentava estar algo impaciente com a forma como a sua equipa ia actuando.

Aos 17’ e depois de passe de ruptura, Gaitán finalmente escapava-se nas costas de Miguel Lopes e o cruzamento rasteiro para a pequena área chegava às mãos de Rui Patrício, e era este o primeiro lance de algum perigo protagonizado pelo Benfica. Os 20 minutos chegavam deste modo com as operações mais equilibradas, mas seria sol de pouca dura. Ainda ao minuto 20’, contra-ataque perigoso liderado por Bruma, e valia Matic desta vez a ceder canto quando o jovem sportinguista já se aprestava para ficar na cara de Artur.

Respondia o Benfica, aos 21’ Melgarejo ganhava canto na esquerda e no seguimento do mesmo surgia cruzamento da direita que conduzia a mais um, e depois desse sim; cabeceamento de Matic com algum perigo, um tudo nada por cima da trave da baliza de Rui Patrício. O Benfica ainda assim continuava desinspirado ofensivamente. Aos 23’ Matic derrubava Bruma e causava algum frisson, até porque este não aceitava o pedido de desculpas do sérvio, e voltava o Sporting a ser a equipa com mais posse de bola.

O Benfica voltava a estar de novo mal no jogo, em particular no capítulo ofensivo com o miolo mais povoado do Sporting a ter invariavelmente franca superioridade, e aos 27’, num contra-ataque do Benfica, Salvio flectia da direita para o meio e de pé esquerdo rematava com perigo, valendo na circunstância a defesa sportinguista a desviar a bola por cima da sua baliza e a evitar mais perigo.

Do canto aos 28’ nada resultava, e já depois de aos 29’ o Benfica ter estado temporariamente reduzido a 10 depois de lance entre Maxi e Capel do qual o uruguaio havia ficado a sangrar, chegávamos aos 30 minutos com o Sporting de novo a crescer na partida. Aos 32’, Capel na esquerda com algum espaço cruzava com muito perigo e fazia com que Jorge Jesus demonstrasse novamente algum desasossego, e do canto a cargo de André Martins nada de transcendente sucedia. Aos 35’ e do lado oposto, no entanto, o Benfica chegaria ao golo depois de lance de contra-ataque; grande passe de Cardozo do meio para a esquerda a encontrar Gaitán, e o argentino a cruzar rasteiro para Lima que falha o desvio mas permite a Salvio aparecer de rompante e rematar de pé esquerdo para o golo inaugural.

A natural festa com o Benfica a chegar ao golo em boa altura e a conduzir a que o Estádio da Luz acordasse e gerasse um grande ambiente. Cresciam os encarnados, e acusavam naturalmente o tento os sportinguistas, que mais não se reencontrariam até ao intervalo. Aos 37’ surgia um canto cedido por Miguel Lopes do qual nada resultaria, e com o Sporting a tentar já sem grande critério procurar a área adversária, aos 40’ surgia falta de Maxi sobre Joãozinho que originava livre perigoso, marcado por André Martins mas para novo alívio de Luisão.

Havia mais Benfica na recta final da primeira parte, agora mais seguro no jogo, e aos 42’ de canto a seu favor era Luisão quem penteava a bola e por pouco Cardozo falhava a emenda. Com este lance chegávamos ao intervalo, e o 1-0 ia traduzindo um resultado algo lisonjeiro para o Benfica.

Para a segunda, nenhuma das equipas operaria qualquer substituição, e pedia-se sobretudo mais Benfica. Ainda assim, aos 46’ era Wolfswinkel quem rematava de longe mas muito desviado e, depois de lançamento ajuizado ao contrário dado ter sido Joãozinho o último a tocar, o Benfica reequilibrava novamente, conduzindo a uma fase marcada pela discussão das operações a meio campo.

Aos 50’ Lima ganhava espaço sobre Miguel Lopes mas o internacional português recuperava a posição e evitava males maiores para a sua equipa, e era o mesmo Miguel Lopes que aos 52’ descia pela sua ala e cruzava para mais um alívio de Luisão para canto. Marcava André Martins e Dier obrigava Artur a ceder novo pontapé de canto, e desse segundo surgia remate fraco e ao lado da baliza encarnada.

Gaitán caía de seguida na área leonina e João Capela mandava seguir, e continuava a lamentar-se o facto do Benfica não estar a definir bem os seus lances ofensivos. Com o Sporting na procura do empate, aos 55’ Miguel Lopes cruzava e Garay cedia canto, e na insistência do mesmo o cruzamento da esquerda voltava a criar muito perigo, com a bola a passar pertíssimo do poste direito da baliza de Artur com vários jogadores do Sporting quase a emendarem para a igualdade.

Mais Sporting novamente, e tentava serenar o Benfica como lhe competia. Aos 58’ surgia novo canto ganho pelo Benfica por Cardozo, a procurar terrenos mais laterais, e do mesmo quase golo de Gaitán, quando ao segundo poste e já sem ângulo o argentino tentava solicitar Cardozo que via um defesa sportinguista resolver o lance in extremis, quando o paraguaio já se preparava para o segundo.

O Benfica voltava a estar mais forte no meio campo, aos 62’ Dier cedia canto depois de remate de Cardozo de pé direito, lance que deixava o atleta sportinguista visivelmente maltratado, e do mesmo canto surgia cabeceamento de Garay mas para as mãos de Rui Patrício. Um espectador fazia das suas e conduzia a que Capel entregasse um telemóvel a Capela e este por seu turno ao delegado de jogo, e tempo então para se proceder a alterações na equipa do Sporting, com Schaars e Viola a entrarem para a saída de Capel - má exibição - e Dier, fragilizado fisicamente.

Aos 66’ Luisão via amarelo depois de falta sobre Wolfswinkel, livre a 24 metros da baliza de Artur e que poderia levar perigo à baliza encarnada, mas do lance André Martins batia contra a barreira, acabando a insistência de Rojo por chegar às mãos do guarda-redes encarnado. Benfica de novo mal no jogo, altura em que eram anunciados os 62.553 espectadores presentes na Luz, e aos 69’ a primeira substituição na equipa encarnada; Cardozo saía - algo descontente - cedendo o lugar a Ola John, e Jorge Jesus desmontava finalmente a dupla atacante, fazendo Gaitán passar para o meio. Chegávamos ao minuto 70, e o jogo estava em aberto.

Também Miguel Lopes aos 71’ aparentava estar em mau estado e tinha de sair para ceder o lugar a Boulahrouz, em nova contrariedade na equipa do Sporting, e aos 72’ tempo de Ola John descer e ganhar novo canto para a sua equipa. Luisão cabecearia ao lado aos 73’ na sequência do mesmo, e logo de seguida o Benfica iria chegar ao seu segundo golo, num lance brilhante do seu ataque; tudo começa numa recuperação de bola de Enzo que faz o esférico chegar a Gaitán, este rodopia e livra-se de dois adversários, combina com Salvio e de primeira assiste Lima, e o brasileiro também de primeira remata para o fundo das redes. Uma grande festa dos atletas encarnados e o Estádio da Luz naturalmente em delírio.

Com o jogo praticamente decidido, aos 77’ surgia falta de Maxi sobre Viola no entendimento de Capela, que conduzia a um livre perigoso sobre a esquerda e que acabava por ser resolvido novamente por Luisão, e com um ambiente fantástico com a esmagadora maioria dos espectadores aos saltos, nem o facto de Matic estar aparentemente maltratado parecia preocupar os adeptos presentes. Jorge Jesus optava por manter Matic em campo e lançar André Gomes para o lugar de Gaitán aos 80', e já nos últimos dez minutos da partida, tempo então para aos 82’ ouvirem-se alguns olés das bancadas. Ainda assim, depois de descida pela esquerda do ataque sportinguista e cruzamento largo resolvido por Melgarejo para canto, compreendia-se que haveria jogo até ao fim. Do mesmo canto Ilori atiraria por cima, e um minuto volvido tempo para Viola ver amarelo depois de falta dura sobre Maxi. O mesmo Viola cruzava logo de seguida para mais uma vez Luisão resolver, e aos 86’ era Bruma quem ganhava espaço e aproveitava para atirar de zona frontal para as mãos de Artur, lance que deixava Jorge Jesus visivelmente irritado.

Aos 86’ de novo muito perigo na área benfiquista, quando Wolfswinkel se escapa a Melgarejo depois de carga nas costas do paraguaio não assinalada por Capela e depois o cruzamento da direita atravessa a pequena área encarnada com muito perigo, e aos 87’ e depois de canto da esquerda do ataque sportinguista, reclamava-se nova grande penalidade após queda de Viola na área encarnada.

Ainda antes do apito final, aos 88’ Rinaudo via amarelo depois de falta dura sobre Enzo, e o Benfica ia trocando a bola e congelando a partida, fszendo passar o tempo à espera do apito final. Aos 90’ André Gomes ainda dava para Melgarejo rematar por cima da baliza de Rui Patrício, e com 4 minutos de compensação, Cardozo já com outra disposição e do banco de suplentes, pedia apoio e as bancadas atendiam.

Com a festa nas bancadas já no período de descontos percebendo-se que a vitória não iria fugir, aos 90+1’ o cruzamento de Joãozinho saía para as mãos de Artur, e aos 90+2’ tempo para Luisão sair para dar o lugar a Jardel, substituição que conduzia a uma merecida ovação ao capitão encarnado, melhor jogador em campo, e que cedia a braçadeira a Maxi Pereira. Aos 90+3’ Artur anulava novamente cruzamento de Joãozinho da esquerda, e aos 90+4’ tempo ainda para Viola cair mais uma vez na área encarnada sem que nada fosse assinalado.

Seguia-se o apito final de João Capela, e com esse o natural júbilo nas bancadas em virtude de mais um objectivo cumprido, ainda que o resultado tivesse sido bem melhor do que exibição. No centro do terreno, tempo ainda para alguma confusão e mais algumas notas tiradas por João Capela.

Na flash interview, Lima defendia ter-se tratado de um jogo bastante disputado em que o Benfica fez uso do seu poder ofensivo. O brasileiro diria também que a vitória assentava bem, pese embora o adversário tivesse discutido a partida de igual para igual com os encarnados. Lima atestava também que os adeptos ajudaram muito a equipa, e novamente sobre o adversário, tempo para dizer que o Sporting é uma grande equipa com grande tradição e que se apresentou na Luz muito motivado. Já a respeito da recta final, Lima negou sentir-se mais perto do título - dado que ainda ainda faltam 4 jornadas - e sublinhou a importância de manter a concentração nos jogos que restam. Ainda sobre o que resta da época, tempo também para dizer que a mentalidade benfiquista passa por uma abordagem jogo a jogo e que daqui para a frente todos os encontros são difíceis e há que manter a ambição de vencer.

Já Jorge Jesus defendeu que as dificuldades surgiram na linha das que estavam à espera, e que o Sporting tem excelentes jogadores e uma excelente equipa, muito por mão de Jesualdo que pôs a equipa a pensar. O técnico encarnado defendia ainda que o adversário foi superior durante alguns momentos de jogo, em particular no corredor central onde criou muitas dificuldades aos encarnados, mas defendia que embora a sua equipa não tivesse chegado muitas vezes às imediações da área adversária, sempre que o faz pode marcar em virtude da agressividade nas zonas de decisão. Quanto à arbitragem defendeu que estiveram no relvado da Luz três excelentes equipas, e a respeito da recta final da época, a garantia que ainda faltam muitas etapas, em particular a da Madeira que acontece depois de deslocação à Turquia, e que será um jogo complicado enquadrado no outro desta semana que em muito poderá ditar quanto ao futuro da sua equipa.

Comentário Final: O Benfica partia favorito para este jogo por um conjunto alargado de razões que foram sendo escalpelizadas ao longo da semana. Não estranhou portanto que nos primeiros minutos o Benfica dominasse e criasse perigo, mas foi sol de pouca dura. O Sporting através de uma marcação a meio-campo aos jogadores do Benfica e a bloquear os alas encarnados estancou o jogo encarnado que começou a falhar passes atrás de passes que permitiam a recuperação de bola ao Sporting que lançava rápidos contra-ataques e explorava sobretudo o adiantamento de Melgarejo. Essa toada de jogo manteve-se por cerca de 15 minutos, com o Sporting a ter um ligeiro ascendente.

Passado esse período o Benfica imprimiu maior dinamismo ao jogo, ganhou alguns cantos mas sem consequências de maior e Rui Patrício, tal como Artur, não foram chamados a intervenções de vulto.

Prosseguia o jogo neste ritmo quando aos 36 após uma jogada de rompimento pela esquerda, a bola sobrou para Salvio que de pé esquerdo abria o activo. E assim chegou o intervalo.

No recomeço o jogo manteve-se na mesma toada com o Sporting a continuar a dar boa conta se si, mas a lesão de Dier após violento remate de Cardozo e logo a seguir a de Miguel Lopes obrigou Jesualdo Ferreira a fazer duas substituições não programadas, mas tal não desequilibrou o Sporting que mantinha a ambição de poder empatar a partida. Até que num momento de inspiração de Gaitán que Lima concluiu igualmente de forma brilhante, o Benfica marcava o 2º golo e com isso praticamente sentenciava a partida. Os últimos minutos decorreram com o Sporting a tentar marcar o ponto de honra mas sem grandes oportunidades para o conseguir.

Em resumo, vitória justa do Benfica que aproveitou bem as oportunidades que teve, com o Sporting a dar excelente réplica e a estar por cima em determinados períodos do jogo.

Luisão na defesa, Matic no meio-campo e Lima e Sálvio no ataque destacaram-se. Gaitán não esteve ao seu melhor nível, mas a genialidade da jogada que deu o 2º golo encarnado é digna de passar a figurar nos compêndios da arte de bem jogar futebol.

João Capela é conhecido por tentar deixar fluir o jogo usando um critério largo na apreciação das faltas. Assim terá deixado passar algumas intervenções merecedoras de falta, mas nesse particular teve um critério mais ou menos uniforme e por via disso o capítulo disciplinar ressentiu-se. É evidente que várias leituras se farão agora conforme as conveniências.
















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