Ponto Vermelho
Fenerbahçe - Benfica
25 de Abril de 2013
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Liga Europa - Meias-Finais -1ª Mão
Estádio Suhru Karacoglu-Istambul, 25 de Abril de 2013 - 20h05

Árbitro Principal: Milorad Mazic – Sérvia

Benfica (Titulares): Artur, Maxi Pereira (cap), Jardel, Garay, Melgarejo, Matic, André Gomes (Carlos Martins 80m) Aimar (Gaitán 46m), Salvio, Ola John (Rodrigo 63m) e Cardozo
Benfica (Suplentes): Paulo Lopes, Roderick, Carlos Martins, Gaitán, Lima, Urreta e Rodrigo

Cartões Amarelos: 4: André Gomes 31m, Pablo Aimar 38m, Maxi Pereira 41m e Ola John 45+1m
Cartões Vermelhos: 0

Resultado Final: 1-0. Marcador: Korkmaz 71m

O Benfica iniciava a sua participação nas meias-finais da Liga Europa com um difícil deslocação a Istambul. Para além da valia do adversário adivinhava-se um ambiente frenético e emotivo com cerca de 50.000 espectadores a apoiar o Fenerbahçe.

Contrariamente ao que tem acontecido nos últimos jogos, os encarnados entraram bem com controlo do jogo perante um conjunto turco na expectativa. E não demorou muito que o Benfica dispusesse da 1ª oportunidade através de Salvio aos 6’ a passe de Cardozo que surgiu na cara de Demirel mas o guarda-redes opôs-se bem ao remate do argentino.

Na resposta, aos 8’, bom cruzamento de Meireles que Maxi corta com oportunidade para canto de que nada resultou. Como agora se diz, o árbitro sérvio adoptou um critério largo e logo a seguir Cardozo caiu à entrada da área a reclamar falta mas o árbitro nada assinalou.

Aos 13’ nova boa oportunidade para o Benfica. Cruzamento para o interior da área turca, a bola é rechaçada e sobra para Aimar que de pé direito tanto tenta colocar a bola que ela acaba por sair por cima da barra de Demirel. Contudo, aos 19’ na sequência de uma boa jogada atacante dos turcos a bola chega a Sow que antecipando-se a Jardel atira ligeiramente ao lado do poste esquerdo da baliza de Artur perdendo uma boa oportunidade.

Nesta altura havia mais Fenerbahçe. O Benfica demonstrava alguma dificuldade de adaptação ao relvado e começa a perder por sistema as 2ªs bolas. Assim, no minuto seguinte nova jogada de envolvimento pelo seu lado direito, cruzamento para a área e de novo Sow a antecipar-se aos centrais do Benfica cabeceando contra a trave da baliza de Artur. Era a 1ª bola nos ferros com sorte para o Benfica.

Aos 31’ acontecia o 1º cartão amarelo para jogadores encarnados. André Gomes não é lesto a desfazer-se da bola, deixa-se antecipar e depois comete falta. O árbitro não hesitou. Na sequência de um canto do lado esquerdo aos 34’, Garay falha por um triz. Aos 38’ novo cartão amarelo desta vez para Aimar depois de atingir Raul Meireles. Maxi Pereira foi o cliente seguinte pois viu o amarelo aos 41’ depois de cometer falta sobre um adversário. O mesmo Maxi haveria de redimir-se numa jogada de entendimento com Salvio aos 43’ mas de boa posição centrou para corte da defensiva contrária.

Já quando se esperava o intervalo, o Fenerbahçe criaria, aos 45’ mais uma oportunidade por Webó que depois de escorregar ainda consegue atirar para Artur sacudir, perante a passividade dos centrais especialmente de Jardel. Mas a 1º parte não terminaria sem os turcos disporem da mais flagrante oportunidade de inaugurar o marcador; ataque pelo lado direito, Ola John precipita-se e toca no pé do adversário. Cartão amarelo (que o tira do próximo jogo) e penalty. Encarregue da marcação Cristian Baroni atira fortíssimo e a bola bate com estrondo no poste direito da baliza de Artur. Sorte de novo para o Benfica.

No recomeço surgia Gaitán no lugar de Aimar e com os turcos decididamente ao ataque na procura do golo. No minuto 47 remate fortíssimo de Cristian para o lado direito de Artur que consegue sacudir para canto. Na sequência de novo canto no minuto seguinte, a bola é batida para a entrada da área e desta vez é Raul Meireles que atira forte a meia-altura com Artur a sacudir com os punhos.

O Fenerbahçe continuava por cima do jogo e o Benfica tinha dificuldades em sair. Aos 52’, 3ª bola no poste de Artur (desta vez no esquerdo). A bola chega ao holandês Kuyt que atira à meia-volta a bola ultrapassa Artur, encontra o poste e no regresso encontra o guarda-redes. Mais uma vez sorte para os encarnados. Com o Benfica a sair bem para o ataque, decorria o minuto 54 quando Gaitán na zona central atirou de pé esquerdo e a bola encontraria o poste da baliza de Demirel. Era o 1º sinal de perigo do Benfica na 2ª parte.

Cardozo consegue atingir boa posição aos 58’ e quando se aprestava para fazer golo surgiu o corte in-extremis de um defesa turco para canto. No minuto 60 e depois de um remate, Raul Meireles saía de maca. Aos 63’ dava-se a substituição de Ola John (exibição pouco conseguida) por Rodrigo no intuito de refrescar o ataque. Gaitán transitaria para o lado esquerdo.

No minuto 71 golo do Fenerbahçe curiosamente por linhas tortas. Canto mal assinalado contra os encarnados (a bola bate na cabeça de um avançado turco), e da sua marcação a bola é batida para o 2º poste com Melgarejo a fazer uma autêntica assistência para o poste do lado contrário onde Korkmaz vindo de trás consegue ganhar de cabeça e atirar para a baliza. Artur sai em desespero mas não consegue chegar e Jardel já alivia a bola depois de esta ter ultrapassado a linha de golo. Era um golo merecido para os turcos que acabaram por beneficiar de um duplo erro.

No minuto 76 nova chance para o Benfica. André Gomes rompe pelo lado esquerdo e já dentro da pequena área hesita em rematar e acaba por ser desarmado para canto. Aos 80’ nova substituição no Benfica com Carlos Martins a substituir André Gomes já desgastado e amarelado. No minuto 85’ contra-ataque do Benfica por Cardozo que se isola mas o seu passe para a zona central acaba por ser cortado por um defesa turco.

Os últimos minutos decorreram com o Benfica a atacar e os turcos a tentar aproveitar os espaços para contra-atacar mas de relevante seria apenas mais um cartão amarelo desta vez mostrado a Webó que assim falha o jogo da 2º mão. Estava consumada a 1ª derrota do Benfica depois de 38 jogos oficiais sem perder.

No final André Gomes dizia que não faltou atitude ao Benfica e que era preciso dar a volta daqui a uma semana, enquanto Maxi Pereira reconhecia que tinha faltado controle de bola e não tinham feito um bom jogo. Por sua vez Jorge Jesus considerou que estava tudo em aberto apesar de contrariamente aos outros jogos o Benfica não ter marcado, acreditando plenamente que poderão estar na final em Amesterdão.

Comentário Final: Esperavam-se dificuldades pela valia da equipa turca e das ausências de Luisão e de Enzo Pérez. Em contrapartida Jorge Jesus procedeu à inclusão de Aimar no onze. O ambiente era um factor adicional mas o Benfica já está habituado.Os encarnados desta vez entraram bem no jogo e até podiam ter marcado logo no início .

Contudo aos poucos, os turcos foram-se acercando da baliza de Artur e tiveram três boas oportunidades de marcar com duas bolas nos ferros uma das quais de penalty no último minuto da 1ª parte por ingenuidade de Ola John.

Na 2ª parte e sobretudo durante o 1º quarto de hora os turcos com a defesa adiantada começou a ganhar sistematicamente as segundas bolas e o Benfica tinha muitas dificuldades em libertar-se e ligar o seu ataque, até porque os cortes íam parar invariavelmente aos pés dos jogadores do Fenerbahçe e os passes saíam transviados tornando mais fácil a tarefa dos adversários.

Acabou por surgir o golo dos turcos devido a um erro do árbitro e depois de Melgarejo, e com isso os turcos passaram a jogar em contra-ataque para não serem surpreendidos pelo Benfica que não demonstrou grande capacidade de resposta apesar de passar a atacar mais na procura do empate.

A vitória dos turcos aceita-se por serem deles as melhores oportunidades e por o Benfica ter jogado abaixo das suas capacidades. A eliminatória está em aberto e estamos convictos que os encarnados poderão ultrapassar o obstáculo no jogo da 2ª mão e estarem presentes na final.

Matic esteve mais uma vez acima dos seus companheiros, com algumas exibições alguns furos abaixo daquilo que realmente valem os jogadores.

O árbitro sérvio adoptou um critério largo que tanta confusão faz a alguns, cometeu erros (um dos quais acabou por ter influência no resultado) mas manteve a coerência, sendo muito rigoroso no aspecto disciplinar.
















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