Ponto Vermelho
Benfica - Estoril
6 de Maio de 2013
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Liga Zon-Sagres - 28ª jornada
Estádio da Luz, 6 de Maio de 2013-20H00

Árbitro Principal: Paulo Baptista-AF Portalegre
Árbitros Assistentes: José Braga e Valter Rufo

BENFICA (Titulares): Artur, Maxi Pereira, Luisão (cap), Garay, Melgarejo (Rodrigo 73m), Matic, Enzo Pérez (Carlos Martins 32m), Salvio, Gaitán, Lima e Óscar Cardozo
BENFICA (Suplentes): Paulo Lopes, André Almeida, Jardel, Aimar, Carlos Martins, Ola John e Rodrigo

Cartões Amarelos: 2; Carlos Martins 70 e 78m
Cartões Vermelhos: 1 (Carlos Martins por acumulação, 78m)

Resultado Final: 1-1. 0-1 Jefferson 59m e 1-1 Maxi Pereira 68m

Este jogo por todo um conjunto de razões era considerado quase decisivo. Porque em caso de vitória do Benfica o caminho para o título ficava mais desbragado e permitia encarar os dois próximos jogos com uma muito maior tranquiilidade. Apesar de se considerar um jogo difícil face à carreira e à mais valia dos canarinhos, esperava-se obviamente que os encarnados com maior ou menor dificuldade conseguissem os três pontos. Isso mesmo esperavam os mais de 60 mil espectadores, uma das melhores assistências da época. Mas apesar de uma entrada a todo o gás dos encarnados, tal no entanto não sucedeu. De facto, ainda não tinha decorrido um minuto e já Lima depois de passe de Gaitán perdia uma soberana oportunidade de marcar, rematando de cabeça para defesa de Wagner.

Aos 4’, Cardozo endossa a bola a Lima mas este deixou fugir a bola que chegou ao guarda-redes do Estoril que a recolheu sem grande dificuldade. Estava dado o mote daquilo que seria os primeiros 25m em que o Benfica poderia ter construído um resultado que o colocasse a salvo das dificuldades que depois surgiriam.

Com o Estoril encolhido e o Benfica sempre a forçar o ataque, aos 14’ foi a vez de Cardozo rematar com o seu melhor pé à meia volta. O remate saiu no entanto à figura de Wagner. No minuto 17’ depois do Estoril ganhar um canto, Steven Vitória rematou de cabeça mas a bola saiu muito por alto. No vigésimo minuto Lima voltou a rematar de pé esquerdo em boa posição mas apertado por um defesa canarinho atirou de novo para fora.

No minuto 21 saía o primeiro cartão amarelo para Evandro do Estoril. No minuto seguinte mais uma oportunidade flagrante do Benfica. Cardozo remata de cabeça, a bola sobra para Lima que voltou a falhar. O Estoril que tinha feito o 1º remate ao fechar do quarto-de-hora por Jefferson, desenvolveu um ataque pelo lado esquerdo, Luis Leal isolou-se, Artur saiu da baliza e os estorilistas ficam a reclamar penalty. O árbitro concedeu pontapé de baliza. Decorria o minuto 24.

Depois de 2 remates sem grande perigo do Estoril, Enzo Pérez que sofreu falta a meio-campo é assistido e regressa ao campo. No entanto a seguir a um corte em carrinho começa a denotar dificuldades adivinhando-se a substituição.

Aos 29m é a vez de Luis Leal rematar para defesa incompleta de Artur que no entanto consegue captar a bola à segunda tentativa. Aos 32m acontece a substituição, entrando Carlos Martins para o lugar do lesionado Enzo Pérez. Primeira contrariedade para o Benfica, que nesta altura já não pressionava com tanta intensidade permitindo que o Estoril subisse no terreno.

Mas no minuto seguinte, nova grande oportunidade por Lima que acertou no poste esquerdo da baliza do Estoril. Não estava feliz o ponta de lança do Benfica. Com o jogo agora mais repartido, Carlos Martins tentava um chapéu a Wagner ligeiramente adiantado mas a bola saiu rente à trave. Depois do árbitro ter dado um minuto de compensação, terminava a 1ª parte com um resultado em branco e lisonjeiro para os canarinhos. Mas tal tinha a ver com a falta de eficácia dos encarnados especialmente de Lima que esteve em noite não.

As expectativas para a 2ª parte eram pois elevadas. O Benfica voltou a entrar bem e aos 47’ nova boa oportunidade. Desta vez foi Gaitán que depois de cruzamento da esquerda rematou com o seu pé esquerdo com um bom gesto técnico mas a bola voltou a sair ao lado do poste esquerdo da baliza de Wagner. Começava a perceber-se que devido à falta de eficácia o Benfica iria sentir muitas dificuldades.

E de facto aos 55’, era a vez de Maxi Pereira, isolado, falhar um golo certo. No entanto o seu remate foi interceptado in-extremis pelo lateral-esquerdo Jefferson. Gorava-se mais uma chance do Benfica abrir o activo. E como quem não marca sofre, o Estoril adiantava-se no marcador aos 59’. Livre lateral batido pelo mesmo Jefferson do lado direito do ataque estorilista com a bola entrar junto ao poste esquerdo da baliza de Artur que foi mal batido.

Aos 62’ fuga de Licá que ganha no despique em velocidade com Luisão e remata. A bola passa rente ao poste da baliza do Artur. Lance com perigo. Em livre assinalado contra o Estoril aos 65’, é a vez de Luisão rematar dentro da pequena área para fora. O Benfica continuava a demonstrar falta de eficácia na definição das jogadas.

Contudo o Benfica haveria de chegar ao empate minutos depois, mais concretamente aos 68’. Gaitán tocou de cabeça para Maxi que fuzilou autenticamente Wagner. Restabelecido o empate era então altura de fazer a remontada. Mas aos 70’ depois de uma falta assinalada contra o Benfica, Carlos Martins protestou com o árbitro e veria o 1º amarelo perfeitamente escusado. Ir-lhe-ia sair caro.

No minuto 73’ Jorge Jesus arriscava. Tirava Melgarejo, passando a jogar com 3 defesas, entrava Rodrigo e Gaitán assegurava o lado esquerdo defensivo. Mas aos 78’ num corte arriscado a meio-campo em que inclusivamente acabaria por se lesionar, Carlos Martins iria tomar banho mais cedo. Rude golpe nas aspirações encarnadas com menos um elemento e com a maioria dos seus jogadores já desgastada.

Novo canto favorável ao Benfica os 82’ e de novo Luisão a atirar de cabeça por cima. Começa a sentir-se que face a tanta ineficácia o Benfica dificilmente ganharia o jogo. Até porque o Estoril com mais um elemento refrescava a sua equipa e tentava explorar o adiantamento da equipa encarnada.

E nessa fase do jogo começava a criar perigo pelos flancos explorando a velocidade de Carlitos e de Gerson. E assim aos 88’, à entrada da área, Carlitos rematou para o lado esquerdo de Artur que conseguiu sacudir para canto. Chegados ao minuto 90, havia ainda que cumprir os 5’ de compensação dados por Paulo Baptista. O Estoril jogava então com o relógio, aproveitando todas as possibilidades para queimar tempo. De relevante apenas um livre perigoso apontado por Cardozo que sairia por cima da trave de Wagner. E assim se concluia uma partida em que o Benfica tinha perdido dois pontos complicando a tarefa do título.

Nas declarações pós-jogo, Maxi Pereira considerou que este resultado não baixava os índices de confiança da equipa e denotava optimismo para o próximo jogo com o FC Porto, pois afirmou que o Benfica continuava a depender dele próprio para ser campeão. Já Jorge Jesus, afirmava que os encarnados normalmente não costumam falhar tantas oportunidades e que um eventual cansaço é o preço a pagar pelo sucesso. Considerou ainda que nada de substancial se tinha alterado e o Benfica tinha dois jogos para segurar os dois pontos de avanço que tem neste momento.

Comentário Final: Embora se prevessem dificuldades, era de confiança o ambiente que se respirava na Luz. Que ainda mais se reforçou com a entrada fulgurante dos encarnados. Mas a sequência de oportunidades falhadas foi prolongando o empate e ao mesmo tempo que fazia descrer os jogadores do Benfica, reforçava a força anímica dos estorilistas que conseguiram sobreviver com alguma sorte é certo, mas que penalizava a falta de eficácia do ataque encarnado sobretudo de Lima com várias oportunidades falhadas. O resultado ao intervalo era pois lisongeiro para o Estoril.

Na 2ª parte o Benfica baixou o ritmo de jogo, o Estoril subiu as suas linhas e acreditou que podia fazer algo mais e fez, com Artur a não fazer tudo o que estava ao seu alcance no livre de Jefferson, complicando a tarefa do Benfica. A expulsão de Carlos Martins veio tornar tudo mais difícil, atendendo a que com menos um e com o desgaste do jogo de 5ª feira a fazer-se sentir, a tarefa dos encarnados começou a ser extremamente difícil.

Consciente disso o Estoril através da entrada de jogadores frescos e rápidos arriscou-se a ganhar o jogo, dado que o Benfica arriscou o tudo por tudo. E eis que de um jogo em que o Benfica poderia ter construído um resultado tranquilo e robusto, poderia ter acontecido a derrota. Aconteceu futebol.

Na generalidade os jogadores do Benfica acabaram por se ressentir do esforço dispendido no jogo contra os turcos. Ainda assim o que esteve mais próximo do seu real valor terá sido Maxi Pereira que para nós foi o melhor jogador encarnado na noite de hoje.

Nada de especial a assinalar ao árbitro que com erros normais não teve qualquer influência no resultado.












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