Ponto Vermelho
Provocação
9 de Maio de 2013
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No sábado à noite no clássico a ter lugar no Dragão será decidido o título. Com a embalagem que o FC Porto não deixará certamente de apanhar caso consiga vencer o desafio, não acreditamos que na sua deslocação a Paços de Ferreira pese embora a carreira surpreendente dos pacenses e as dificuldades que irá levantar, os portistas não consigam outro resultado senão a vitória. Ao invés, o Benfica será campeão se vencer mas, se houver empate, também não cremos que na última jornada o Moreirense, com todo o respeito que temos pela equipa de Moreira de Cónegos, consiga impedir a derrota no Estádio da Luz. E nem o recente empate-surpresa conseguido pelo Estoril nos fará encarar outro cenário.

O jogo poderia ter outro carisma caso o Benfica não tivesse cedido dois pontos com os canarinhos. Nessas circunstâncias, tal como na época 2009/2010 quando Jorge Jesus venceu o seu primeiro título nacional, o FC Porto lutaria apenas pelo prestígio e, por uma questão de orgulho, impedir que os encarnados festejassem o título em sua própria casa, retribuindo assim a cortesia portista da temporada seguinte, adiando assim a conquista do título pelo Benfica para a última jornada. No entanto, é diferente o cenário que estava a ser imaginado pelos dois contendores, pois a decisão do campeonato passou por conhecer uma antecipação.

A tão propalada pressão pesará muito sobre todos os protagonistas, podendo afirmar-se que será ao FC Porto que calhará a maior dose. Porque só um resultado lhe interessa – ganhar –, enquanto que o Benfica tem dois resultados à sua disposição - empate e vitória – para alcançar os seus objectivos. Mas o empate com o Estoril obrigou-o a reformular estratégias porquanto, o avanço pontual que vinha mantendo há várias jornadas permitir-lhe-ia outro desafogo e até a eventual rotação de alguns jogadores já a pensar na final da Liga Europa na próxima 4ª Feira, sendo que assim tem que se focalizar a 100% no objectivo que definiu como prioritário no início da época.

A proximidade do jogo com o Chelsea que sem dúvida dá outra visibilidade aos jogadores para além de poderem contribuir para o reforço do prestígio internacional do Benfica, torna difícil que pelo menos alguns jogadores consigam desligar a antena do seu subsconsciente no jogo do Dragão, a despeito do trabalho da estrutura e particularmente de Jorge Jesus em focalizá-los só e apenas no jogo do próximo Sábado onde se joga toda uma época, muito embora pelo trajecto que têm percorrido, já nada conseguirá apagar o que de bom fizeram até agora. Mas para os registos da história apenas ficarão os títulos conquistados pois é também isso que os adeptos mais ambicionam.

Uma das situações que tem sido realçada em especial nos últimos dias, tem sido o facto do Benfica não dispor de segundas-linhas que pudessem assegurar o normal funcionamento da equipa perante a constância de desafios com elevado grau de dificuldade. Tem naturalmente o seu peso e poderia de facto ser um factor de equilíbrio perante a avalanche de exigências competitivas que se abateu sobre a equipa encarnada em ciclos sucessivos. Aqui e ali detectam-se, a olho nu algumas lacunas a merecerem atenção na preparação da próxima época. Mas é evidente que fosse o resultado contra o Estoril uma vitória e esse rol de críticas às insuficiências estaria reduzido à expressão mais simples.

Bem sabemos que no plantel arbitragem não podem ser efectuadas transferências na janela de Janeiro e o Conselho tem que olhar para aquilo que tem à sua disposição. Mas enquanto nas equipas dos clubes em condições normais os jogadores apenas são titulares se o demonstrarem, na arbitragem não é bem assim. E é hoje líquido para os adeptos do futebol que alguns ganham os galões de internacional por critérios e situações muito discutíveis. Estamos, por exemplo, a lembrar-nos da forma como Hugo Miguel adquiriu esse estatuto a seguir ao jogo que o Benfica disputou em Coimbra na época passada.

Na presente temporada assistiu-se a alguma diferença no critério das nomeações, tendo o Conselho de Arbitragem optado por nomear árbitros não internacionais para alguns dos jogos mais importantes envolvendo as principais equipas. Choveram críticas, mas provou-se que afinal o seu trabalho não foi inferior ao das vedetas da arbitragem. Para o FC Porto-Benfica conforme já se previa, foi nomeado o expoente máximo da arbitragem mundial – Pedro Proença – . Não encontramos outra forma de o dizer, mas consideramos ser isso uma autêntica provocação a todos os benfiquistas. O árbitro Proença tem no seu currículo um sem número de decisões que têm espoliado o Benfica sistematicamente, não apenas em simples jogos mas em encontros que decidem campeonatos.

Mandaria pois a lógica do bom senso que para um jogo desta importância, o Conselho de Arbitragem não nomeasse o benfiquista Proença, pela simples razão de que não tem condições psicológicas nem estabilidade emocional para apitar jogos onde participem os encarnados. É sem dúvida um factor a pender para o lado dos azuis e brancos que sabem a aversão que os benfiquistas dispensam a tão controversa figura. Esperamos pois que Jorge Jesus e a restante equipa técnica consigam preparar bem os jogadores por forma a que mantenham o máximo de calma e ponderação perante as bizarras decisões de tão controversa figura. Será mais um obstáculo de tomo que o Benfica terá que enfrentar!




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