Ponto Vermelho
Mundo de expectativas
23 de Maio de 2013
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Aproxima-se a passos largos a final da Taça de Portugal que, como é hábito, encerra a época desportiva. Segue-se o defeso e a frenética agitação dos bastidores com inúmeros empresários, clubes e dirigentes a propagandearem o produto que lhes interessa vender, não importando se muitos dos jogadores em quem o Benfica está interessado reflectem apenas um interesse virtual de circunstância. O que é facto é que a grande maioria da opinião pública e dos adeptos não têm acesso à génese das informações, não têm possibilidade de confirmar a sua veracidade e, como tal, vêem ser-lhes impingidos interesses e contratações que não passam de pura ficção.

É por isso que nem ainda a temporada terminou e o Benfica já começou a ser derrotado no campeonato das transferências… O programa segue dentro de momentos, mas como começa a faltar originalidade, esse tipo de notícias ocas tende a ser desconsiderado pelos adeptos. Mas sempre serve para entreter durante as férias do futebol. Temos pois em perspectiva a final da Taça de Portugal num dos mais belos Estádios do Mundo se o enquadrarmos na paisagem luxuriante que o rodeia. E como as recentes obras vieram colmatar várias fases de encolher de ombros sem nada fazer, estamos certos que terá agora quase tudo para que retorne ao palco de excelência que sempre foi, com aquele ar de misticidade que a todos encanta e contagia.

Várias têm sido as tentativas de deslocalização do palco da Final da Taça de Portugal. Que ao longo da sua velhinha história já registou, pelos mais variados motivos, interrupções desde que foi inaugurado o Estádio Nacional (frisamos: Estádio Nacional) em 1944. Foram 5 as ocasiões em que tal se verificou, sendo que 4 delas foram realizadas no antigo Estádio das Antas, enquanto a restante no antigo Estádio José Alvalade. Curiosamente o Estádio da Luz nunca foi contemplado. Percebe-se pois a razão porque o Querido Líder tanto insiste na pretensão da rotatividade...

Inúmeras vezes tem sido dito que a final da Taça de Portugal por todo o ambiente que a rodeia pode dar origem a surpresas em que o adversário menos cotado se sobrepõe àquele que é considerado como o grande favorito. É que se trata de um jogo em que os jogadores (mesmo aqueles que não costumam vir a Lisboa ou aqueles que costumam lutar contra tudo e contra todos e por mais que façam nunca lhes concedem o reconhecimento devido…) se sentem mais do que nunca motivados, e esse factor pode levá-los a que se transcendam e atinjam o objectivo último que é vencer. Portanto, tendo em conta essas nuances, poderá não acontecer exactamente como concede a maioria das previsões.

A final de Domingo consubstancia um desses casos em que o desequilíbrio pode vir a ser meramente teórico. O Benfica é no entanto, seja qual for o ângulo porque pautemos a nossa análise, o grande favorito. Por um conjunto alargado de razões; tem melhor equipa, melhores jogadores, sente que depois de uma época em que paulatinamente tem vindo a ser desajolado da vitória em todas as finais esta será a sua derradeira hipótese de ganhar um troféu e, finalmente, porque pela primeira vez em muitos meses teve a rara possibilidade de descansar uma semana inteira. Logo, por todas essas razões, é de crer que os seus índices de motivação estejam em alta, o que faz acrescer ainda maiores dificuldades para o Vitória de Guimarães que, em contrapartida, verá os seus adeptos subirem em flecha.

É claro que um jogo de futebol para mais tratando-se de uma final é sempre imprevisível. A pressão de ganhar que incide sobre o Benfica pode vir a ter efeitos contrários ao pretendido. Mas os adeptos que sempre se mantiveram fiéis ao longo de toda a época, teriam certamente muita dificuldade em digerir um eventual fracasso. Isso acabaria por influir no defeso e teria efeitos perniciosos na preparação da próxima época. Porque se se percebe que a equipa tem vindo a crescer em todas as suas componentes e na matriz do seu futebol, o seu objectivo último de harmonia com o passado glorioso do clube é vencer e não se ficar apenas pela antecâmara do êxito.

Com o respeito competitivo que nos devem merecer os adversários mesmo aqueles cujo destino é vencer através de golpadas, o que importa verdadeiramente é perceber a mística do Benfica e reforçar a tese de que teremos sempre que lutar para vencer, seja qual for o adversário ou o local sem qualquer tipo de inibição ou de síndroma. Esgrimindo sempre de igual para igual na convicção inabalável de que venceremos, ainda que saibamos que ninguém é invencível. Por todas as indicações que foram sendo transmitidas, estamos convencidos de que chegou a hora de nos afirmarmos definitivamente. Daí que consideremos que o jogo de Domingo será o ponto de partida para voos mais altos mas sobretudo mais consistentes. Nós acreditamos!






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