Ponto Vermelho
Mais uma tentativa…
22 de Junho de 2013
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1. Está agendada para o próximo dia 30 uma Assembleia Geral do Sporting cujo ponto forte é o da reestruturação do Grupo Empresarial Sporting que promete uma vigorosa discussão dado que dela depende e em muito, o futuro próximo dos leões. Será pois expectável que os associados leoninos acorram em massa e possam discutir todos os pontos com a maior serenidade e ponderação, não enveredando pela tentação de um ajuste de contas dado que o que foi feito no passado está consumado e há que olhar decididamente em frente e não para os lados e para trás. Embora às vezes dê vontade…

Na nossa condição de benfiquistas não devemos ter pruridos em dar uma olhadela para o outro lado da 2ª circular pois não podemos ficar indiferentes ao mundo que nos rodeia. Por mais injusto que ele tenha sido, e por mais cáusticos que tenham sido determinados intérpretes que ao longo dos tempos foram destilando ódio aos encarnados. O resultado de tudo isso foi terem conduzido o Sporting ao estado em que se encontra de necessitar de intervenção urgente. Sempre dissemos e reafirmamos que não nos governamos com o mal dos outros e não ficámos particularmente felizes com a crise profunda que os nossos vizinhos atravessam. Por isso apesar de termos sobejas razões de queixa, e por nos lembrarmos de situações idênticas que atravessámos no passado e que nos ajudam a compreender melhor o sentir actual dos adeptos leoninos.

As notícias avulsas sobre contratos com jogadores que vão saindo a conta-gotas na imprensa são de molde a exasperar o mais calmo e tranquilo adepto. Como é possível que estando o Sporting a atravessar de há muito grandes dificuldades no capítulo financeiro, tenha havido dirigentes que de uma forma irresponsável contribuiram para o aumento exponencial dessas dificuldades? A auditoria que fez parte do programa eleitoral de Bruno Carvalho ao que parece irá avançar, esperando-se que isso ajude a clarificar de vez todas as dúvidas existentes, por forma a avançar no futuro sem quaisquer pedras no sapato. São tantos os problemas que a actual Direcção terá que enfrentar que é bom que tudo isso seja arrumado para apenas e só se concentrar no presente e no futuro.

2. Enquanto o Sporting vive nesse mar de vagas alterosas e procura o rumo definitivo para que possa começar a navegar em velocidade de cruzeiro, o Benfica continua a desenvolver a reestruturação anunciada na estrutura do futebol. É sempre assim quando as coisas não correm de acordo com os objectivos traçados. Continua no entanto a vigorar numa boa parte dos adeptos alguns resquícios de corporativismo, talvez porque a ruptura do passado com o presente tenha sido demasiado rápida e se viva ainda algum romantismo antigo que não casa com os tempos actuais e com as exigências do presente para enfrentar os enormes desafios que se avizinham.

A cabeça de Carraça era de há muito pedida por alguns benfiquistas por, alegadamente ele não ser benfiquista desde pequenino…, uma tese que voltou a estar muito em voga sobretudo a nível de jogadores. Sejamos claros: numa estrutura que se pretende altamente profissionalizada é imprescindível que lá estejam os melhores em cada função e, também, que sejam da confiança dos contratantes. Num ponto em que estaremos provavelmente todos de acordo é que o desejável seria que todos os lugares na estrutura fossem preenchidos por benfiquistas. Mas nem sempre isso acontece porque as aptidões e a competência para determinados lugares não se esgotam, como é bom de ver, no universo benfiquista. E, voltamos a repisar, estamos a falar e só de uma estrutura empresarial onde não há lugar para amadorismos e improvisos.

Parece continuar a haver muito contra-vapor nesse campo, pois às vezes, quiçá de uma forma leviana, são alimentadas discussões infindáveis que, em vez de abordarem a questão fulcral – se a(s) pessoa(s) em causa são ou não competente(s) – colocam à frente a simpatia clubística. Perdoem-nos o desabafo mas isso revela um fundamentalismo deslocado no tempo e só aparece à tona quando algo não corre bem. É evidente que sendo a competência condição primordial no preenchimento de lugares, a selecção não pode nem deve esgotar-se aí. Existem naturalmente outros items importantes que deverão ser considerados e tudo somado pesarão na decisão final a tomar.

A fazer fé nos nomes que foram divulgados pela imprensa, o leque de opiniões do universo benfiquista mostrou uma reacção positiva. Em muitas opiniões que já vimos e lemos, o mais relevante refere-se ao facto dos novos elementos serem benfiquistas o que é sempre um motivo de júbilo para a tese populista das redes sociais do Benfica aos Benfiquistas. Parece estar assim de novo aberta a via da esperança, dado que assim passam a existir bons e fundados motivos para que desta vez a filiação clubística case com a competência. Não é, afinal o que todos desejamos?






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