Ponto Vermelho
Está na hora do “circo”…
3 de Julho de 2013
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Tendo já sido dado o tiro de partida para a nova época, é pois tempo de começar o circo. E para isso nada melhor do que alguns agentes hipervalorizarem pequenos detalhes e fazerem futurologia, dando lastro a alguns espaços nas redes sociais que nunca se desligaram dos temas. Ao manter a actualidade de alguns assuntos mesmo que seja à custa de reprises de péssima qualidade, existe a certeza de os manter actuais e assim incentivar algumas minorias imberbes e ruidosas a prosseguirem nas suas tiradas tonitruantes sob o espectro da democracia popular directa, em que o ideal seria submeter a votação prévia a equipa a entrar em campo no próximo jogo…

Estas manobras que já se iniciaram a pretexto de meras opiniões que qualquer um tem, não são obviamente inocentes e fazem parte de estratégias consolidadas que, ano após ano, se repetem em função de alvos susceptíveis de serem atacados por estarem, aparentemente, mais vulneráveis. É o que temos e há que saber estar preparado para enfrentar esse tipo de acções que se irão repetindo ao longo da época sempre que se torne conveniente, porque já sabemos que há sempre gente que, ao serviço de terceiros, se presta a isso sem vacilar. Pois que lhe faça bom proveito.

Um dos tópicos inesgotáveis e sempre actual será sempre Jorge Jesus…, pelo menos enquanto for treinador do Benfica. Em toda e qualquer circunstância mas mais agora em que se acentuou a animosidade pessoal de alguns e de outros que ao abrigo dela aproveitam o ensejo para tentar atingir outros objectivos mais latos. Temos que convir que o Futebol é um desporto global e para que se torne mais simples e profíquo dentro do campo, há que preparar o terreno e jogar o mais eficiente possível fora dele. Uma história mil vezes repetida mas que continua a dar os seus frutos.

Embora perfilhemos a tese de que nas vitórias e nas derrotas deva ser sempre o colectivo a assumi-las aparte protagonismos individuais aqui ou ali, não ignoramos nem deixamos de reconhecer que há peças mais importantes que por vezes se destacam. Mas todas elas, se forem activas e solidárias, actuam como uma orquestra, completam-se, e contribuem para os resultados do colectivo. Mas no final do espectáculo, os méritos ou deméritos são atribuídos ao condutor embora, em caso da actuação não correr de harmonia com o esperado, haja gente que gosta de descarregar as culpas em tudo o que mexe.

Entendemos que a situação de Jorge Jesus não difere substancialmente da que protagonizou no início das 3ª e 4ª épocas. Tendo sempre presente o lugar comum de que qualquer treinador do Benfica está invariavelmente sujeito a enorme pressão, o que a nosso ver a enfatiza é o facto de ao ter praticamente eliminado as diferenças do passado recente, ter elevado as expectativas dos adeptos, situação que se agravou pela forma algo insólita como a equipa, em duas épocas consecutivas, fracassou no sprint com a meta à vista. E isso, quer queiramos quer não, causou uma profunda desilusão em todo o tecido benfiquista e muito difícil de ser esquecido quando estamos prestes a iniciar uma nova temporada.

Conhecedores disto há protagonistas que aproveitam a ocasião para lançarem achas para a fogueira, aproveitando a natural ansiedade e instabilidade dos benfiquistas mais permeáveis ao pessimismo. Com isso criam instabilidade, fomentam incertezas e colocam as coisas num patamar de dramatismo em que tudo o que não sejam vitórias acompanhadas por exibições fulgurantes, será negativo e põem em causa o treinador que inicia a época sob o espectro do cutelo por cima da cabeça. Não acompanhamos, de forma nenhuma, este raciocínio tão deprimente, embora admitamos alguma agitação caso o início da temporada não corra de feição por parte de quem está à espera do quanto pior melhor.

Até porque existem factores condicionantes que poderão vir a revelar-se incontroláveis. Sabemos como está agora o plantel mas não sabemos como estará no final de Agosto e quiçá no fim da primeira semana de Setembro. Poderá haver surpresas de última hora que transcendam a vontade do treinador e da própria estrutura directiva e que não são previsíveis, como aliás, aconteceu o ano passado. Por tudo isso e porque no terreiro já se movem as sombras a coberto da escuridão, todos os benfiquistas estarão que estar preparados para um início de época não exactamente de acordo com o que seria expectável – calmo, tranquilo, e a permitir um trabalho sem qualquer tipo de agitação. Mas não será isso que, como sempre, espera os benfiquistas. Preparemo-nos pois…






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