Ponto Vermelho
Incontornável
26 de Julho de 2013
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Hoje é dia de grande alegria e satisfação para todos os benfiquistas. Foi inaugurado oficialmente o Museu Benfica Cosme Damião, obra emblemática que nos enche de orgulho a todos e que honra simultaneamente a cidade de Lisboa e o País, projectando-se no Mundo como mais uma realização ímpar na história centenária do Sport Lisboa e Benfica. Um empreendimento sobre o qual várias Direcções se tinham pronunciado e que por razões de conjuntura e de prioridade foi sendo sucessivamente adiado.

É preciso notar que face à dimensão e prestígio do Benfica, ao seu historial e aos milhares de troféus conquistados em todas a modalidades, qualquer obra a levar a cabo teria sempre que estar à altura e honrar a história encarnada e os milhares e milhares de homens e mulheres, dirigentes, sócios e atletas que ao longo de mais de um século com o seu esforço e dedicação, fizeram do Benfica aquilo que ele é hoje para nosso justificado orgulho. Jamais nos esqueceremos que num do últimos períodos negros da história encarnada os troféus chegaram a estar ao abandono, o que constituiu uma afronta e um desrespeito por todos aqueles que contribuiram para o engrandecimento da Instituição Sport Lisboa e Benfica.

Num país desportivo em que a mentalidade predominante está unicamente virada para as vitórias… do futebol profissional a qualquer preço, é muito difícil fazer passar a ideia de que existe mundo para além disso. Temos visto muitos a defender acerrimamente o ecletismo mas na hora da verdade apenas e só se preocupam com o futebol. E no Benfica ainda que com altos e baixos, sempre existiram ideias transversais a quase todas as Direcções de que a Instituição era muito mais do que um clube de futebol. Embora o futebol sempre fosse (como o é) a mola real do clube, a realidade objectiva é que tem sido dada uma especial atenção a outras vertentes, permitindo-nos destacar a social que constituiu desde os primórdios uma preocupação de todos os executivos. Não é por acaso que o Benfica sempre teve e continuará a ter uma matriz eminentemente popular!

No ressuscitar dos escombros que o Benfica empreendeu gradualmente a partir dos últimos anos do século passado, decisões estratégicas previlegiaram várias áreas. Mas a prioridade apontou para a consolidação do binómio recuperação-credibilização e de forma algo lateral para o futebol. Era uma questão de opção lógica dado que sem estabilização daquelas vertentes o clube voltava a correr o sério risco de voltar a sucumbir. Por razões variadas desde factores externos a erros humanos e deficientes estratégias internas, o Benfica após ter consolidado a sua estrutura, não tem conseguido que a sua equipa de futebol profissional tenha correspondido às legítimas expectativas dos adeptos e, já agora, ao nível de investimentos realizados. Faltam indiscutivelmente títulos ao esforço desenvolvido.

Com a crise a rebentar em finais de 2008 e que nos foi afectando da forma como todos sabemos e sentimos, existiam sérias dúvidas que o Museu, apesar de várias Direcções o terem enunciado como um dos objectivos de mandato, fosse uma obra para avançar face à conjuntura adversa. E até porque não poderia ser uma obra qualquer, mas um empreendimento que estivesse à altura e honrasse os pergaminhos da longa e riquíssima história do Sport Lisboa e Benfica. É por isso que agora, perante a conclusão da obra e das evidências que deslumbram e desafiam o imaginário de cada um dos benfiquistas, teremos que ser justos com todos os que, com diferentes graus de responsabilidade, mediáticos e simples anónimos, levaram a cabo tão exigente tarefa que ultrapassa em muito aquilo que se imaginou. Estão todos de parabéns.

Como Luís Filipe Vieira referiu na entrevista ao semanário 'O Benfica', sendo uma tarefa que teve várias centenas de dedicados intervenientes, é uma obra de e para todos os benfiquistas. A história, contudo, encarregar-se-á de registar os principais rostos deste mega empreendimento: o próprio como mentor, o V.P. Alcino António como representante da Direcção e António Ferreira que no terreno liderou a vasta equipa de profissionais que deram corpo a uma obra que engrandecerá o clube e o País, e passará a constituir um ex-libris da cidade de Lisboa de paragem obrigatória a todos os que nos visitam.

Nesta hora de júbilo não faltarão, todavia, aqueles que vivem eternamente amargurados e que cultivam a inveja e a maledicência como dois dos seus mais fiéis sentimentos. Decerto arranjarão motivos de crítica. Já estamos habituados. Como todos terão ensejo de observar com os seus próprios olhos, todos os pormenores históricos foram assegurados com o máximo rigor como aliás se impunha. Esperamos para ver se noutras paragens também acontecerá o mesmo… Terminamos com a convicção de que hoje é um dia histórico para todos os benfiquistas, pois fez-se história da História. Cosme Damião, onde quer que esteja, sentir-se-á certamente orgulhoso!






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