Ponto Vermelho
Reminiscências do passado
12 de Agosto de 2013
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1. Em tempos e tempo de Volta a Portugal em Bicicleta, não poderíamos deixar de dar ênfase a uma modalidade que desde os primórdios do desporto conquistou os corações dos portugueses, muito embora ainda se note um grande entusiasmo popular sobretudo nos locais por onde passa a caravana, registando com mágoa que os Alentejos, o Algarve e Trás-os-Montes tenham sido riscados do mapa da Volta. Mas é indiscutível que a modalidade tal como o laureado Hóquei em Patins foram perdendo adeptos por um conjunto alargado de razões e, entretanto, têm vindo a ser suplantados por outras modalidades. É a evolução dos tempos. Mas parece-nos sem dúvida que o facto mais relevante para o decréscimo de entusiasmo terá sido o abandono da modalidade pelos principais emblemas portugueses nomeadamente o Benfica e o Sporting que no passado tanto rivalizaram dando à luz campeões que ainda hoje são recordados com imensa e grata saudade.

2. A crise também parece ter chegado ao Atletismo. Nos Mundiais da modalidade a representação portuguesa foi muito escassa, confirmando-se que também aqui parece estar a verificar-se um retrocesso, a despeito do enorme esforço que Sporting e Benfica estão a fazer na modalidade, acompanhados de outros clubes de menor expressão que tudo fazem para se projectar na modalidade. Vale sempre a pena focar o cerne do problema: existindo em Portugal matéria humana, capacidade e predisposição para promover novos valores, é necessário que o Estado avance com apostas fortes e consequentes, a começar nas escolas, para que a modalidade avance mais e se possa desenvolver. E nem sequer é preciso relembrar as proezas de tantos atletas de eleição que elevaram bem alto o nome do nosso País. Sem isso estaremos sempre limitados nas nossas opções e estaremos à mercê de resultados esporádicos que resultam da categoria de alguns atletas e do esforço de treinadores e clubes que apostam na modalidade sabe-se lá com quanto esforço. Nesse sentido, o 4.º lugar obtido por João Vieira nos 20 km marcha sabe, sem dúvida, a medalha de Ouro

3. Gradualmente vamos assistindo ao regresso de férias de algumas modalidades de pavilhão. Que sem poderem competir com o papão futebol ainda assim têm o seu público fiel e despertam as atenções. Apesar da crise que vai limitando os orçamentos dos clubes e por consequência a oportunidade de atrair novos artistas que façam as delícias dos aficionados e atraiam novos apoiantes para as respectivas modalidades. O Benfica, depois de na temporada anterior ter batido o recorde conjunto de títulos não conseguiu repetir a proeza nomeadamente no emergente Futsal que desperta cada vez mais atenções, sendo que para esta época procedeu a uma autêntica revolução no plantel contratando alguns nomes que prometem trazer algo de novo à modalidade. Aguarda-se por isso com expectativa o seu desempenho, até porque o Sporting que venceu sem discussão manteve-se conservador, voltando a dar sinais que está de novo pronto para a luta. Expectativas altas também no Andebol (pede-se regularidade), no Voleibol, no Basquetebol e no Hóquei em Patins, já que o Atletismo parece já ter entrado em velocidade de cruzeiro.

4. No futebol profissional teve início no passado fim de semana o Campeonato da II Liga que dá indícios de poder vir a ser extremamente competitivo, atendendo a que algumas equipas possuindo ambições e bons valores tudo farão para disputar arduamente o acesso à I Liga. Depois da estreia na temporada passada, esta será a segunda participação das equipas B dos principais clubes, excepto a do Marítimo que já é veterana nestas andanças. Com plantéis renovados e com uma melhor articulação com as equipas principais passada que foi a fase experimental, existe a convicção que poderão emergir novos valores que possam alimentar num futuro não muito distante as equipas A. Embora, aqui e ali e não só no Benfica, exista a tendência e o hábito de desdenhar do que é português… Quanto ao principal campeonato ultimam-se os preparativos para a estreia, continuando a chover comentários sobre tudo e sobre nada, porque é necessário preencher páginas e programas televisivos e manter viva a animação em tempos de crise. Se assim não fosse como existiriam alguns Rosários que não são mais nem menos do que péssimas segundas edições de outros Menezes?












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