Ponto Vermelho
A irresistível tentação
29 de Setembro de 2013
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A prova de que o futebol português está conspurcado e profundamente afectado por sintomas de manobrismo e corrupção que se notam nos mais ínfimos detalhes, está na forma como, em mais uma época de repetições, decorridas apenas 6 (seis!!!) jornadas se avolumam aquilo que os vendedores de ilusões de óptica apregoam como meros erros de percurso, para justificar o descalabro que tem sido e continua a ser as actuações dos apitadores que apesar de protagonizarem erros como toda a gente, parecem continuar reféns de um Sistema que os controla e os impede de actuarem segundo as regras da sua própria consciência. Que devem sempre nortear a verdade desportiva.

Isso parece justificar em grande parte a manutenção do status quo e o protagonismo dessa mistificação chamada Proença e quejandos, que dão a sensação de fazer questão de querer retribuir a cada passo, ao Sistema que os catapultou para patamares que manifestamente não justificavam. Porque são fracos, incompetentes, e porque nunca em qualquer circunstância souberam ou quiseram demonstrar independência e ajuizar conforme é exigível. De acordo com as leis do jogo e sem atender a situações, locais ou aos nomes dos clubes envolvidos.

Pelo contrário, ao que se assiste, é à continuação da mesma prática condenável de favorecimentos sempre ao mesmo seja pela via directa ou indirecta, o que revela, sem sombra de dúvida, que se sentem confortáveis, impunes e protegidos nesta cruzada em favor do Sistema e que nenhum mal lhes advirá do facto de repetidamente continuarem a cometer erros de palmatória que influenciam de forma decisiva jogos e campeonatos. Tudo perante o silêncio ensurdecedor dessa confluência centrada no Conselho de Arbitragem cujo presidente há muito demonstrou que foi ultrapassado pelos acontecimentos.

Na 6.ª jornada, tal como na 5.ª, na 3.ª e na 1.ª ou seja em 50%, o Benfica foi severamente prejudicado pelos apitadores. Jorge Sousa, Hugo Miguel e Jorge Tavares foram os protagonistas de arbitragens medíocres ou se quisermos à moda do Sistema. Por sua vez, os nomes de Rui Costa e o sempre homenageável Pedro Proença encarregaram-se de favorecer, descaradamente, o FC Porto. Ou seja, na contabilidade da verdade desportiva, estamos a falar de 5 pontos (1 na Madeira, 2 em Alvalade e 2 ontem) que o Benfica deveria ter a mais e 4 que os portistas deveriam ter a menos. E não foram erros normais e toleráveis que qualquer equipa de arbitragem pode ter, mas de erros evidentes e grosseiros facilmente detectáveis mesmo sem recurso às famosas repetições televisivas.

Factos são factos. E por mais que alguns plumitivos se esforcem em desviar a conversa para temas como as más exibições do Benfica, a realidade está perante quem a quer ver. Nesta última jornada o denominador comum foi que o FC Porto e o Benfica tiveram exibições muitos furos abaixo daquilo de que são capazes de produzir. Todavia, a grande e decisiva diferença foi que por erros inadmissíveis de arbitragem, os portistas recolheram mais dois pontos para o bornal, enquanto os benfiquistas se viram espoliados de mais dois. Uma realidade de todos os campeonatos que se repete sem que alguém consiga pôr cobro a este despautério com consequências.

As atitudes deverão ser tomadas consoantes as circunstâncias assim o aconselhem e determinem. Uma mesma reacção pode ser entendida com factor desculpabilizador dos próprios erros e insuficiências, mas pode, ao invés, ser considerada como um grito de revolta face aos constantes atropelamentos de que se é alvo. E quando assim é, apesar das barreiras que são erguidas na tentativa de obstar à afirmação da legítima e natural indignação, não há que hesitar no caminho a percorrer. Assumir uma postura de silêncio ou de resignação é e será sempre entendido como capitulação perante um Sistema caduco mas que embora em alguns casos denote nervosismo e alguns estertores indiciadores de agonia, continua a ter uma preponderância que lhe permite controlar os acontecimentos a seu favor.

Não temos a menor dúvida que estes factores exógenos têm uma influência importante na estrutura encarnada que nem sempre encontra a forma mais adequada de reagir. Entendemos que os objectivos de introdução de desestabilização, a avaliar pela sucessão de factos que têm vindo a suceder, estão de alguma forma a ser conseguidos. E isso, para além de ser negativo, acaba por influenciar o desempenho de toda a estrutura e por maioria de razão da equipa de futebol. E ontem isso foi claramente visível porque a exibição protagonizada pelos encarnados foi francamente paupérrima, sem chama, sem nervo e sem ideias. E tendo em conta que o plantel não só se manteve como ainda se reforçou e obrigou a mais endividamento, é de exigir sem tibiezas que a equipa produza mais e melhor futebol em consonância com os valores que actualmente compõem o plantel. Independentemente dos factores marginais que vão influenciando.

P.S. : Congratulamo-nos com o facto do jogador Abdoulaye emprestado pelo FC Porto ao Guimarães, já ter recuperado da súbita e inesperada indisposição que o afastou do jogo da última jornada no Dragão…






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