Ponto Vermelho
Tropa de choque
8 de Outubro de 2013
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O facto do FC Porto não estar a conseguir justificar no campo aquilo que a classificação revela e que, como se sabe, deriva da recorrente acção do Sistema que o tem protegido e do qual se tem servido, levou a que a Tropa de Choque portista fosse mobilizada para tentar eliminar essa indiscutível evidência aos olhos de cada vez mais gente que se vai apercebendo que o status quo só sobrevive à custa de golpadas, umas palacianas e outras nem tanto. Há um desespero latente nas hostes portistas e consta que existe um ex-treinador de um grande de sobreaviso para o que der e vier...

Estes últimos dias têm sido pródigos em acontecimentos e no desdobramento de alguns dos pontas de lança portistas que vieram em força para o terreno com a prosápia do costume. Os mais avisados já perceberam que se trata de cortinas de fumo e puras manobras de diversão destinadas a esconder os males portistas aos olhos da opinião pública. Assim tem sido desde sempre mas parece absolutamente claro que isso está a ser muito difícil, porquanto é impossível continuar a assumir essa prática com o mesmo espírito golpista sem que a mesma seja publicamente denunciada.

Assim, provando que isto é um país de brandos costumes e que permite práticas menos claras até mesmo golpistas, assistimos, estupefactos (???!!!) à distinção que tornou o Querido Líder cidadão honorário de Gondomar com a atribuição da Medalha de Ouro da cidade. Distinção que como não poderia deixar de ser foi engendrada e atribuída pelo seu velho companheiro de lides que desembocaram no Apito Dourado, o inefável Valentim Loureiro. Se algumas dúvidas existiam no que concerne aos fundamentos que deram origem a essa inenarrável cerimónia, o simples facto de olharmos para os seus protagonistas era motivo suficiente para que nos sentíssemos enojados.

É apesar de tudo de pasmar como situações destas continuam a acontecer em Portugal, mas quem é recebido com pompa e circunstância na 'Casa da Democracia' mais facilmente é condecorado na Câmara de Gondomar sobretudo quando os acasos da justiça permitiram que Loureiro, a despeito de todas as componentes negativas que o envolveram, continuasse com Presidente do Município e se disponibilizasse a patrocinar uma cerimónia de pouca vergonha. Mas quando ela não existe, tudo o que possa acontecer não surpreende os mais atentos a estes fenómenos. Não foi noticiado mas é crível que tenha sucedido que a claque 'SuperDragões' tenha desempenhado mais uma vez o papel de guarda pretoriana não fosse alguém estragar a cerimónia ao Querido Líder...

Na linha do arrazoado que há muito o caracteriza com conversão automática para fina ironia pelos lambe-botas do costume, o Querido Líder impante de medalha ao peito fez o discurso da praxe carregado de bolor, lembrando as portas fechadas da Câmara do Porto de Rui Rio que não lhe concedeu a mínima hipótese. Uma tremenda injustiça que certamente não se irá repetir, porquanto estamos certos que o novo presidente não deixará de a reparar com juros mal surja a oportunidade para o fazer. Será concerteza uma ocasião especial, a que não deverá faltar a transmissão televisiva em directo do (FC)Porto Canal com a narração entusiasmada de Júlio Magalhães… Apenas para concluir este ponto e segundo Valentim, foi um acto de justiça dado que sempre foi seu amigo especialmente nos entretantos que deram origem ao Apito Dourado…

Mas o Querido Líder resolveu ainda lateralizar: O FC Porto está a jogar muito bem e na última jornada quem jogou pessimamente foi o Arouca e o Benfica. Que os encarnados mesmo numa cerimónia de enaltecimento azul e branco tenham entrado na liça, não será propriamente uma novidade para ninguém. Mas que o simpático Arouca ainda por cima liderado por um seu correlegionário é que não lembrava ao diabo. Mas lembrou ao Querido Líder que resolveu tomar banho na sua praia favorita – a arbitragem.

Com efeito e o próprio Antonino e quejandos que se cuidem, resolveu dar uma lição grátis do que é um penalty. Certamente embrenhado nos seus lúcidos pensamentos e na preocupação de explicar tudo com um toque de ironia, não se deu conta que afinal estava a caracterizar as grandes penalidades inexistentes que o melhor árbitro da galáxia Pedro Proença costuma marcar a favor dos portistas. Ou do penalty fora da área inventado por Hugo Miguel no jogo em Paços de Ferreira na pretérita temporada e que deu o título ao FC Porto.

Pena foi que não tenha caracterizado os lances para expulsão. Por exemplo o que aconteceu com o jogador pacense por ter cometido penalty fora da área quando houve, outrossim, duplo erro de arbitragem pois houve simulação de James Rodriguez, e as de Mangala (em quase todos os jogos desta época e em especial no Estoril) que só não aconteceram porque há uma estranha benevolência dos senhores do apito. Foram todos estes handicaps e as exibições do FC Porto a deixarem muito a desejar (só ocupa neste momento o 1.º lugar devido aos favores arbitrais), que levaram estes últimos dias alguns pesos pesados portistas a surgirem à luz do dia, revelando grande preocupação e a usar a táctica do costume – dissertar sobre o Benfica. Só que essa, de tanto ser usada, já não pega…




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