Ponto Vermelho
Preso por ter cão...
26 de Outubro de 2013
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Todos sabemos a importância e o que representa Rui Costa para o Benfica. E vice-versa. Lamentável é que alguns não resistam à tentação de serem insistentemente vulgares e nalguns casos extremos (que os há infelizmente), optem pelo desrespeito e pelo insulto gratuito, prisoneiros das suas próprias contradições e enfeudados nas malhas de um desespero congénito que os impede de pensarem direito e agirem de forma civilizada e séria em relação a uma das figuras emblemáticas do universo encarnado.

Face ao seu passado que dispensa quaisquer palavras afirmativas tal a nobreza das suas atitudes e a firmeza do seu carácter com o emblema do seu coração, seria expectável atingir a consensualidade dado que o unanimismo nunca foi nem queremos que seja o objectivo do universo encarnado. Foi assim no seu passado de mais de um século, está a ser no presente e sê-lo-á no futuro. A despeito das pressões e das manipulações que sistematicamente nos fustigam, um dos lemas dos benfiquistas é pensarem pela sua cabeça e decidirem de harmonia com a sua consciência. Porque a democracia tal como ela se apresenta na sua textura mais pura, sempre foi por nós praticada mesmo quando era proibida.

Normal, portanto, que a figura de Rui Costa-dirigente, seja apreciada e comentada pelos benfiquistas das mais diversas formas. E seja uma tentação para os plumitivos e para os adversários que tentam sazonalmente puxar o tema à actualidade, explorando ângulos especulativos à medida das suas conveniências e dos seus interesses. Ao fazê-lo, estão cônscios de que as suas sábias análises podem influenciar alguma opinião pública e benfiquistas mais permeáveis que se deixam embalar por argumentos falaciosos, porque não procuram o contraditório nem enxergam os objectivos que estão por detrás dessas análises em que a lógica parece ser irrefutável mas não é mais do que pedaços de meias-verdades desfeitas.

Com a rotina cadenciada e preguiçosa de um amanhecer de um Domingo de inverno, a sua figura, o seu passado, o seu presente e até o seu carácter são chamados à colação. Mas aparte questões rotineiras de qualquer evento desportivo, o Rui Costa-dirigente tem pautado a sua presença pela discrição e as suas intervenções públicas têm sido ponderadas e objectivas sem desvendar o segredo de Estado que parece intrigar tanta gente, incluindo algumas personalidades do próprio Benfica que entendem por bem decidir no exterior o que deve ser feito internamente. São figuras conhecidas, algumas com o seu quê de pitoresco, mas que são benfiquistas como todos nós. A forma de sentir e pensar o Benfica é que pelos vistos é diferente.

Todavia, a estrutura encarnada ao não publicar em lugar destacável num jornal de grande tiragem nacional o organigrama da Benfica SAD, permitiu a germinação da curiosidade de quem faz o quê, embora o único visado seja Rui Costa que até já tem sido acusado, lamentavelmente, de mercenário. Ao ponto a que chega o desespero e a maledicência de alguns que só sabem conviver com a imundice em que eles próprios chafurdam. Para esse tipo de gente sem educação, sem vergonha, sem escrúpulos e sem princípios, Rui Costa desiludiu-os porque se acomodou ao marasmo (???!!!), e teria que agir conforme a sua cartilha programática.

Habituados a influenciar e a manipular situações, muitos não se dão conta que estão perante uma questão que os ultrapassa, por mais que seja sua intenção introduzir grãos de areia para emperrar a máquina. Se repararem, esta situação repete-se sempre que a equipa principal de futebol não atravessa fases fulgurantes, com a inevitável pergunta O que faz Rui Costa a surgir com insistência num contexto desfigurado em que também surge associado Luís Filipe Vieira, na óbvia tentativa de potenciar um conflito bilateral. Quantas vezes já isto foi tentado?

Sendo impossível camuflar a fraca pujança actual da equipa de futebol e sendo que muitos benfiquistas se sentem afectados por isso, a persistir esta fase de pouco fulgor, iremos certamente assistir ao recrudescimento da maledicência e da violência crítica em que como é habitual, ninguém é poupado e tudo será posto em causa. É pois importante que a estrutura esteja atenta e reaja com ponderação procurando as soluções mais eficazes de forma a reverter a situação rapidamente, sendo que os adeptos e simpatizantes, compreendendo o seu estado de alma, deverão igualmente saber interpretar os sinais. Pena que a questão que por esta altura já deve valer mais de um milhão de dólares continue irrespondida… Perdoa-lhes Rui Costa…






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