Ponto Vermelho
Fingimentos regionalistas...
9 de Novembro de 2013
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O Departamento de Comunicados do FêCêPê liderado por Rui Cerqueira continua numa actividade febril. Tácticas antigas que obrigam a essa estratégia sempre que a máquina portista não está a funcionar em pleno e existe algo a emperrá-la. Fala sobre tudo o que mexe com particular destaque para assuntos que de alguma maneira envolvam os encarnados, uma das formas mais práticas e eficazes de desviar as atenções. Compreende-se; voaram dois pontos no Restelo, o apuramento na fase de grupos da Champions está periclitante e existe o risco real de fazer ainda pior do que na temporada anterior. Recorde-se que aí mesmo tendo chegado aos oitavos, foi o Málaga que assinou a sentença de morte de Vítor Pereira…

A presente semana foi um fartote de notícias sobre e do FêCêPê. Com os ecos do fim de semana do Restelo bem presentes nos espíritos portistas onde inesperadamente ficaram dois pontos e não terão ficado todos porque mais uma vez o árbitro fez vista grossa a um penalty, no auge da excitação, do desespero e da azia, Cerqueira incapaz de controlar o sistema nervoso central terá voltado a fazer das suas e terá agredido um jornalista da Rádio Renascença em serviço naquele estádio quando alegadamente e em conjunto com outros profissionais tentavam recolher opiniões do guarda-redes Helton e dele próprio.

A táctica de fugir às responsabilidades dos portistas é conhecida e é sempre a mesma. Só variam as circunstâncias e as nuances. Sempre que se torne impossível camuflar os incidentes, é montado um cenário fantasmagórico em que a pele de cordeiro está sempre à mão, e num ápice passam de culpados a vítimas e só reagiram em legítima defesa. É claro que para isso têm contado com o silêncio de muitos profissionais da imprensa que chamados a falar sobre o assunto optam invariavelmente por desvalorizar os incidentes permitindo a continuação da impunidade. Depois da agressão que o mundo viu em directo no antigo estádio das Antas e depois do jornalista ter afirmado que não se tinha passado nada de especial, já não nos admiramos seja do que for.

É evidente que se a classe fosse unida e intransigente na defesa da liberdade de imprensa e na defesa da integridade física e moral dos seus membros, havia todas as possibilidades de resolver o problema de vez. E se não houvesse os freteiros para veicular os recados e as notícias fabricadas na Torre das Antas e os portistas ficassem circunscritos aos seus órgãos oficiosos tal não deixaria de causar mossa. Mas como estamos em Portugal nada disto acontece. Agora temos de confessar que já estamos com saudades daqueles boicotes azuis e brancos que faziam furor… Como as coisas estão talvez até já nem falte muito…

Mas a semana depois dos empates do Restelo e de St. Petersburgo que terão sem dúvida sido frustrantes, teve ainda outros motivos de interesse. Pinto da Costa foi absolvido pela duocentésima terceira vez o que deve constituir um recorde verdadeiramente digno do “Guinness”. O que não percebemos é esta insistência da justiça em fazer julgamentos e a delapidar o erário público em tempos de crise se as sentenças são invariavelmente as mesmas. Neste particular tem razão Pinto da Costa em fazer grossa ironia pois afinal está a perder tempo com tanto para fazer na Madalena e em Matosinhos…

Não ficámos por aqui pois o inefável departamento de comunicados do FêCêPê mais uma vez para desviar atenções resolveu insurgir-se contra a Câmara de Lisboa. E porquê? Teria sido por algo relacionado com o Benfica? Só podia… Desta vez por causa da edilidade ter via Orçamento Participativo e depois da votação dos munícipes ir erigir uma estátua a Cosme Damião, cujo orçamento ronda os 50.000 euros. Consideramos que o FêcêPê tem toda a razão porque é uma descriminação inaceitável e reveladora do centralismo da capital...

Porque se fizermos uma retrospectiva constatamos que jamais em tempo algum o FêcêPê foi alguma vez beneficiado. As negociatas com os terrenos das Antas, a construção do estádio, o Centro de Estágios do Olival, etc, etc, foram tudo negócios em que os portistas sofreram prejuízos assinaláveis e nunca foram ressarcidos o que é francamente injusto. E como se isso não bastasse, são obrigados a compartilhar o Centro de Estágios do Olival com toda a comunidade gaiense e a ter de pagar a impensável e exorbitante verba de € 500 mensais de aluguer. Que injustiça! Devem ser os custos do regionalismo… Agora imaginem que com essa verba a pagar a construção da estátua Cosme Damião e sem considerar os juros só acabariam de liquidar para o próximo século…






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