Ponto Vermelho
Recomeço em grande?
23 de Novembro de 2013
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Depois de mais um interregno por boas razões e que nos deixou a todos com um sorriso rasgado nos lábios, regressa o Campeonato Nacional com os três da frente a terem diferentes graus de dificuldade em termos teóricos, sendo que o FC Porto será, à partida, aquele que terá que enfrentar menores dificuldades. Talvez por isso e mantendo a coerência habitual, a Comissão de Nomeações da F.P.F decidiu nomear para esse jogo um árbitro internacional, ao contrário do que fez com os que podem apresentar maiores embaraços. Vá lá perceber-se o porquê Vítor Pereira e seus pares do alto da sua sapiência inesgotável, arrogarem-se no direito de não dar explicações a quem quer que seja, mesmo que isso acabe por causar pruridos e suspeições nos adeptos do futebol. Pelos vistos tudo continua na mesma – mal! Adiante…

No tocante aos encarnados que recebem o SC Braga que está a efectuar até ao momento um campeonato muito abaixo das suas possibilidades, a tarefa é, como sempre tem sido nos últimos anos com este adversário, difícil. Em casa ou fora, fruto do crescimento competitivo que a equipa minhota tem vindo a revelar e de alguns erros flagrantes de arbitragem como por exemplo aquele que sonegou a vitória ao Benfica na época transacta. Isto evidentemente para além do mérito bracarense, de erros e também das insuficiências patenteadas pelo conjunto encarnado.

O desafio de hoje não irá fugir à regra e aguardam-se dificuldades que só serão superadas se a equipa encarnada desde o primeiro minuto demonstrar paciência e força psíquica para ultrapassar o conjunto bracarense que com um treinador experiente tudo fará para dar início à recuperação da equipa na tabela classificativa. E para isso nada melhor do que alcançar no reduto encarnado um resultado positivo que lhe transmita o empurrão psicológico para fazer mais e melhor no futuro. Será certamente esse o seu objectivo principal que a equipa do Benfica e os seus responsáveis estarão à espera que possa acontecer.

Há evidentemente algumas novidades que estão a criar expectativa. Por um lado os efeitos da lesão inoportuna de Rúben Amorim que tão boa conta de si vinha dando e, por outro a ausência do banco do treinador Jorge Jesus por força do castigo aplicado pela Comissão Disciplinar da Liga pelos incidentes de Guimarães e que tem vindo a causar indignação nalgumas hostes plumitivas que observam de forma enviezada o conjunto de situações deste tipo e demonstram uma dupla personalidade; com bonomia e compreensão nuns casos e com firmeza e perseguição noutros de igual jaez. Depende de quem esteja mais à mão e nesse particular convenhamos que Jorge Jesus por questão de feitio, é o alvo ideal para albergar todos os males do mundo…

Têm sido avançadas várias interrogações sobre qual o efeito que a ausência de Jorge Jesus terá na equipa do Benfica. Estas situações não deixarão naturalmente de ter algum impacto, sendo complicado avaliar à priori o grau exacto de influência. O Futebol é tão imprevisível e por vezes tão injusto que pode levar a conclusões contraditórias sem que isto queira porventura significar menosprezo ou valorização do seu fiel escudeiro Raul José. Digamos que será diferente até porque o seu adjunto já possui uma larga experiência, não é a primeira vez que passa por este tipo de situações, e os méritos ou deméritos de uma equipa, qualquer que ela seja, devem ser medidos no seu conjunto e não através de acções individuais. Mesmo que existam personalidades fortes que podem de alguma forma ofuscar as acções do conjunto.

Como não poderia deixar de ser em equipas altamente profissionalizadas, o trabalho nas suas diversas vertentes é planificado com antecedência e as equipas vão sendo preparadas ao longo da semana para o desafio seguinte. E quando um treinador já entrou na 5.ª época, os jogadores, sobretudo os mais antigos, já conhecem perfeitamente as suas ideias, a forma como devem ser abordados os encontros e a melhor estratégia para os encarar, em particular quando são adversários conhecidos de longa data. Logo, não será por aí que vai ser melhor ou pior embora possa existir a inevitável tentação de conceder aplausos ou distribuir críticas em função do resultado final do encontro.

Nesse enquadramento estamos certos que estarão reunidas as condições para que o encontro possa ser competitivo e até bem jogado, acreditando que o Benfica continuará na sua senda de progresso competitivo até atingir os patamares exibicionais nem sempre demonstrados mas que se sabe estarem perfeitamente ao seu alcance. Mas para que isso possa acontecer, não pode haver quaisquer adormecimentos porquanto o SC Braga não virá à Luz para estender a passadeira vermelha aos encarnados. Como desejo final, que não haja qualquer influência da arbitragem no resultado final do encontro e que a Comissão de Nomeações sinta que apesar das incongruências que mais uma vez deu mostras, teve a sorte pelo seu lado…






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