Ponto Vermelho
Continuando...
6 de Dezembro de 2013
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1. Continua acesa mais do que nunca a luta para a destituição do Presidente da Liga Mário Figueiredo. Apesar do seu mandato expirar daqui a 6 meses, o movimento fortemente empenhado na substituição imediata apelidado de G14 (que péssima ideia de copianço), está a voltar à carga em vagas sucessivas à boa maneira do PREC ou do seu sucedâneo Xistos, só faltando mesmo o assertivo requerimento para pôr ordem na mesa e controlar a situação.

2. Sabe-se o que esteve na origem desta movimentação. Os pequenos e médios clubes que conseguiram uma plataforma de entendimento com Figueiredo que incluiu no seu programa eleitoral os dois pontos principais – melhor distribuição das receitas televisivas e o tão desejado alargamento – estão cansados de esperar pela concretização do primeiro ponto uma vez que continuam congelados pelo guru dos direitos televisivos Joaquim Oliveira e as démarches encetadas pelo Presidente da Liga estão a demorar a produzir os efeitos desejados, sendo que além das movimentações das mais importantes plataformas de distribuição, surgiu a Benfica TV a complicar a questão e a Autoridade da Concorrência tarda em pronunciar-se sobre a pretensão do presidente da Liga.

3. Esta conjugação veio e de que maneira complicar o pagamento da tranche aos clubes a vencer-se agora por parte do antigo monopolista que, amplamente conhecedor das dificuldades dos clubes e cônscio da sua importância estratégica resolveu defender os seus interesses, exercendo pressão sobre os clubes que desesperados e sem alternativa viável foram forçados a aceder às pretensões do monopolista. É uma das áreas em que Joaquim Oliveira se move como ninguém e as várias movimentações na estrutura do seu grupo empresarial que têm acontecido em profusão (e ainda não acabaram), fazem prever que mais algumas surpresas poderão surgir à luz do dia. Uma situação intrincada e demasiado complexa para o vulgar cidadão…

4. Com este pano de fundo, o auto-proclamado G14 tem vindo a desenvolver diligências junto do Presidente da MAG da Liga para que seja marcada uma Assembleia Geral Extraordinária em que conste como ponto principal a destituição imediata de Mário Figueiredo. Sabe-se quem são os clubes, sabe-se a sua motivação e estamos em crer que a despeito de ter sido chumbada a marcação da AG por meras questões processuais (quotas em atraso de alguns dos clubes proponentes), a nova insistência acabará por dar os seu frutos. Alguns rostos do movimento – José Eduardo Simões da Académica e Rui Alves do Nacional – têm sido empurrados para desempenhar o papel de pontas de lança, o que desde logo nos diz o que é o movimento. Os pesos-pesados são mais reservados dado que como é sabido o seu forte é manobrar nos bastidores…

5. Obviamente que subjacente a todas estas movimentações tornava-se necessário avançar com um nome para substituir Mário Figueiredo e nesse sentido foram soprados vários nomes para a imprensa e até foi lançado o nome do Presidente do Conselho de Administração da SAD do Belenenses Rui Pedro Soares que teve direito a uma extensa entrevista para demonstrar a sua eventual disponibilidade caso viesse a ser convidado. As coisas estão neste ponto e caso avance a Assembleia e os proponentes consigam provar os fundamentos de justa causa para a destituição, é natural que os nomes dos presidenciáveis voltem à ribalta. Mesmo com a Liga a estar esvaziada dos frutos apetecidos que transitaram para a Federação.

6. Num documento subscrito pelos clubes do G14 e referido pelo porta-voz José Eduardo Simões é dito que os clubes ”não reconhecem que os atos, declarações ou tomadas de posição do Presidente da Liga representem o sentir e o interesse dos clubes, nem que o mesmo se arrogue como porta-voz dos clubes, em quaisquer circunstâncias”. Isto significa que o divórcio é assumido em toda a sua plenitude, ficando-se desde já a aguardar os futuros desenvolvimentos que prometem e certamente irão acontecer. Muita coisa está neste momento em jogo e esta é apenas a ponta de um dos processos. Várias perguntas estão neste momento sem resposta e, conhecedores dos envolvidos no processo, faz todo o sentido perguntar de que forma irá isto contribuir para o apaziguamento, progresso e desenvolvimento do Futebol português. Não serão tão somente as habituais escaramuças amplamente conhecidas de domínio dos tabuleiros? E que posição para Benfica e Sporting que não têm sido falados neste processo?








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