Ponto Vermelho
Respostas precisam-se!
10 de Dezembro de 2013
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1. É já daqui a pouco que vai ficar definido o futuro próximo do Benfica no tocante à Europa. Se é apurado e continua para os oitavos da Liga dos Campeões ou se, ao invés, é relegado para a Liga Europa. Pelo modo como as coisas se apresentam a grande probabilidade é ser remetido para esta última pois em face dos resultados anteriores e da classificação do Grupo, só uma conjugação surpreendente de resultados inverteria a tendência que flagrantemente se desenha de apuramento do PSG (já concretizado) e do Olympiacos em vias de ser carimbado.

2. Se aceitamos que o PSG era, à partida, a equipa com os melhores valores no Grupo e por isso apontada desde o princípio como favorita, custa-nos a crer que na projecção do sorteio, o treinador encarnado tenha desde logo dado isso como um facto consumado enquanto colocava em pé de igualdade todos os restantes competidores incluindo o Benfica. Talvez tenha sido a interiorização desse tipo de mentalidade resignada que se extendeu aos jogadores, que terá dado origem à mais pobre e passiva exibição da equipa encarnada na Europa nos últimos anos, que nos lembremos, mesmo com a certeza antecipada de que o Parque dos Príncipes estaria bem composto de emigrantes portugueses que não iriam perder o ensejo de ver ao vivo a sua equipa.

3. Como se comprovou a seguir, o treinador do Benfica tinha sido generoso e simpático com os belgas do Anderlecht que apresentaram uma equipa aquém dos grandes valores do passado e de que resultou um pleno de vitórias encarnadas, e com os gregos do Olympiacos que no conjunto dos dois jogos mostraram que tinham uma equipa claramente inferior mas a quem o Benfica não conseguiu vencer. E é por isso que serão eles que muito provavelmente vão fazer companhia aos franceses do PSG e será isso que vai ficar para a história. Menos uns milhões que vão entrar nos cofres dos encarnados depois da aposta de não vender ninguém no defeso, e mais um adiamento do reforço do prestígio nos palcos europeus depois do trajecto da época anterior.

4. O jogo de hoje com o PSG é pois decisivo e uma boa oportunidade de repor alguma verdade, até porque a conjuntura se apresenta favorável para os encarnados; o treinador do Benfica não se vai sentir impotente na bancada e para além de não ser de certeza surpreendido com a movimentação de Zlatan Ibraimovic em viagem tranquila e privada por terras suecas, não enfrentará ainda alguns titulares dos franceses que por opção e por castigo não estarão presentes no relvado da Luz. É teoricamente uma situação vantajosa, muito embora os jogadores que se apresentem no seu lugar, quaisquer que eles sejam, não queiram deixar os seus créditos por mãos alheias e tudo façam para impressionar o treinador gaulês. Para mais numa prova europeia com o objectivo adicional de serem a primeira equipa francesa a vencer no Estádio da Luz.

5. Por seu turno a equipa benfiquista depois da fraquíssima e incompreensível prestação contra o Arouca que a deixou apeada do 1.º lugar, viu fugir o Sporting e foi igualada pelo FC Porto, deve algumas explicações aos adeptos e a si mesma. A despeito das lesões em alguns jogadores nucleares, o extenso plantel que o Benfica possui parecia oferecer garantias mais do que suficientes para uma boa resposta da equipa em todos os desafios. Mas as tentativas constantes de implementação de surpresas que parecem fazer parte do ADN do actual responsável técnico, parecem estar a encurtar o amplo leque de escolhas plausíveis. E com isso a limitar a fluidez do jogo encarnado.

6. É nesse cenário com os adeptos desconfiados e com a Catedral a registar, provavelmente, uma assistência muito aquém daquilo que deveria constituir uma verdadeira noite europeia para mais com um adversário apelativo e da igualha do actual PSG, que o Benfica entra em campo para ganhar e aguardar por um milagre possível mas dificilmente concretizável. Mas enquanto há vida há esperança e o Benfica terá que fazer a sua parte nem que seja para repor a verdade entre o valor real das duas equipas, pois o jogo de Paris foi mau de mais para o aceitarmos como verdade. E, para além disso, há um milhão de euros em jogo uma quantia que convenhamos não é nada despicienda, o reforço do prestígio e o respeito pelos adeptos que, convenhamos, tem andado muito por baixo. É isso que esperamos e até nem é exigir muito…








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