Ponto Vermelho
Regressos
20 de Dezembro de 2013
Partilhar no Facebook

Já com o intenso cheiro a Natal e apesar das recorrentes tentativas daqueles que a mando de interesses externos mais não fazem do que atentar contra a nossa paciência e liberdade continuando a destruir sem dó nem piedade o pouco que ainda resta das conquistas de Abril, temos para disputar a última jornada do campeonato antes do bolo-rei e das rabanadas. A 14.ª que já ontem teve um jogo na Pérola do Atlântico e que terminou empatado. Hoje teremos nova dose, amanhã igualmente, terminando no Domingo. Um fartote para satisfazer os interesses da televisão do Sistema.

Perspectivas assaz diferentes para os três da frente; No campo da teoria tarefas dissemelhantes, com facilidades previstas para o FC Porto (1.º grau), para o líder Sporting (2.º grau) e finalmente, a fava para o Benfica na sua deslocação curta ao Sado. Porque é o único que visita o adversário, porque este tem apresentado resultados satisfatórios com o novo treinador, porque os encarnados têm demonstrado alguma irregularidade e permeabilidade defensiva e, por último, porque reza a tradição que os jogos em Setúbal são sempre particularmente complicados, embora nos últimos anos o Benfica tenha de lá saído com os três pontos no bornal.

O jogo assinala também o regresso de Jorge Jesus ao banco depois de cumprir castigo motivado pelos incidentes de Guimarães, de Enzo Pérez ao meio campo depois de ter sido penalizado com um jogo por um gesto não omitido pela Benfica TV, a tal que alguns duvidavam da sua isenção mas que agora se limitam a dizer que apenas cumpriu a sua obrigação (ao contrário da TV do Sistema que continua a acumular imprecisões e omissões), e finalmente, do jovem Jan Oblak que tudo indica irá ter hoje a sua primeira grande oportunidade de mostrar as razões que leva tantos a suspirar pela sua titularidade.

Esta panóplia de regressos deve ser antes do mais saudada porque aproxima mais o Benfica da realidade, dada a catadupa de impedimentos e lesões prolongadas de jogadores nucleares que, como é natural, tem introduzido factores de instabilidade na explanação do jogo da equipa que tem sido obrigada a constantes alterações que lhe têm retirado fluidez. Felizmente que o plantel é extenso, porque se assim não fosse estaríamos provavelmente a lamentar-nos e com outro tipo de precupações bem mais graves. Assim, apesar da desilusão que constituiu a saída prematura da Liga dos Campeões e a passagem para a Liga Europa, as nossas aspirações ao ceptro nacional mantêm-se absolutamente intactas.

Estamos conscientes de que por norma as exibições do Benfica têm sido inconsistentes. Notámos que em alguns casos os resultados têm sido bem melhores do que as exibições. Mas também sabemos que existe um grande potencial de crescimento e a qualquer momento poderá dar-se o tal clique que irá catapultar os encarnados para patamares exibicionais bem superiores. Estaríamos bem mais preocupados se porventura o plantel fosse mais desequilibrado e as opções mais escassas. Não sendo esse o caso (veremos o que nos reserva a janela de Janeiro), com o regresso próximo dos lesionados estamos convictos que o futebol encarnado poderá estabilizar em definitivo e passar a produzir exibições bem mais próximas do verdadeiro valor dos elementos que integram a equipa.

Tudo isto pode ser inteiramente realidade mas o futebol não vive apenas de teorias. Obedece a factos concretos que as materializem e esses passam pela concretização dos objectivos jornada após jornada. Quem corre atrás do prejuízo como acontece ao Benfica não se pode dar ao luxo de sofrer mais percalços em termos de resultados se quer continuar a manter bem vivas as suas aspirações ao título, objectivo primeiro da sua campanha. Porque, pé ante pé, as jornadas vão passando e em breve estaremos a atingir o fim da primeira volta. E assim sendo, aproximando-se jogos com outros candidatos, é importante para não dizer imprescindível, que não haja lugar a mais nenhum desperdício.

Toda a estrutura estará certamente consciente disso. E depois dos reparos oportunos do presidente do clube que são também uma extensão do sentir dos adeptos, é vital que a equipa no seu todo se consciencialize que depois de alguns erros e hesitações é a altura precisa para tocar a rebate unindo-se em torno do objectivo de lutar arduamente para conseguir sair por cima e acabar de vez com todas as dúvidas. Se tal acontecer, em comunhão com os adeptos que têm andado desiludidos e por isso arredios, acreditamos plenamente que o objectivo ficará muito mais próximo de ser alcançado. Vencer hoje o V. Setúbal e se possível conjugado com uma boa exibição é pois meio-caminho andado para atingir esse desiderato. Até porque, o Natal está à porta e tristezas já os adeptos têm muitas...






Bookmark and Share