Ponto Vermelho
‘Mobilização das tropas’
26 de Dezembro de 2013
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1. A pausa natalícia, assim o esperamos, terá servido para desanuviar o ambiente e retemperar energias. Todos estavam a precisar disso, desde os jogadores a técnicos que tiveram direito a umas mini-férias que esperamos tenham sido proveitosas. Por outro lado, estamos em crer que este breve interregno poderá ter servido de igual modo para acalmar um pouco o tão excitado presidente leonino, mal podendo esperar pelo momento em que irá suceder mais um benefício arbitral ao Sporting para avaliar a sua reacção… ou omissão como tem acontecido. Aprendeu depressa, resta saber se bem.

2. Não há dúvida que os próximos tempos prometem porque advogam emoções fortes já no próximo fim de semana para a Taça da Liga dado que em Alvalade joga-se dentro e fora do terreno em face dos episódios recentes, em particular a deslocação do Sporting à Invicta, aguardando-se um ambiente tenso como há anos não se via entre os dois clubes embora se espere que nunca ultrapasse as fronteiras do bom senso e da civilidade ainda que um pouco mais acentuada porque os verdadeiros protagonistas enfrentam-se dentro das quatro linhas. Com tantos árbitros vetados pelos dois clubes a escolha poderá ser mais difícil, mas no fim esperamos que nenhuma das equipas se refira à equipa de arbitragem o que é sinal que nada de negativo aconteceu. É difícil mas não impossível.

3. Na Luz ainda com algumas pedras-chave de fora por lesão, faz-se votos para que, mais uma vez, o desafio na Choupana constitua o ponto de partida para que as boas exibições se iniciem e se consolidem finalmente. Porque temos vivido na expectativa jogo após jogo que seja invertida a tendência, mas a situação tem-se mantido inalterável com mais baixos do que altos, a despeito de nos encontrarmos no topo da classificação ainda que acompanhados, bem como nas outras competições internas e Liga Europa.

4. Nunca é demais insistir nesse ponto pois com o dobrar do ano começa a aproximar-se o tempo das grandes decisões que servirão de mote ao arranque sem retorno da equipa para patamares e resultados condizentes com a sua real valia, ou então qualquer resultado insatisfatório poderá arrastar de forma definitiva a equipa para níveis exibicionais muito aquém das suas capacidades atendendo a que, aparte as constantes lesões que têm complicado e eliminado a rotina, a parte anímica poderá estar a ter um peso muito para além do habitual. E para obstar a isso só a constância dos desempenhos e a obtenção de resultados palpáveis poderão pôr um travão a esta dúvida que tem sido constante.

5. Em Janeiro abre-se de forma oficial a janela das transferências mas, em boa verdade, ela está sempre entreaberta toda a época ainda que com ligeiras oscilações ao longo do ano. É sempre altura de transferências tal a regularidade com que a imprensa aborda a questão. Sabe-se que a confluência de interesses dos empresários, agentes e dirigentes é poderosa, mas apesar dos jogadores estarem habituados a ser confrontados com essas notícias muitas delas encomendadas, estas acabam por pesar no seu desempenho em campo porque ninguém fica indiferente e insensível ao eventual interesse de terceiros. Havendo ou não um pouco de verdade em cada uma dessas notícias estampadas nos media, isso reflecte-se e dá origem a que os mais sensíveis e permeáveis acabem por ficar afectados com a concentração a deixar de ser a mesma.

6. Nesse particular os mais endinheirados clubes europeus estão como peixe na água porquanto salvo raras excepções, os seus principais jogadores estão protegidos por chorudos contratos inacessíveis à grande maioria e até à própria concorrência, enquanto os clubes de menor capacidade financeira como são os clubes portugueses estão sempre expostos devido a um conjunto variado de razões dificilmente ultrapassáveis nos tempos que correm e com provável agravamento no futuro, considerando o rumo e a dimensão que esta problemática está a atingir devido a interesses poderosíssimos neste momento fora de controle.

7. O período que abre dentro de poucos dias serve em particular para a recomposição de plantéis mas costuma ser, tradicionalmente, um período de saldos. Este ano terá um aditivo especial porque estamos em tempo de Campeonato do Mundo e poderão surgir jogadores com algum peso no mercado que por esta ou aquela razão não estão a jogar nos seus clubes e que vêem agora a sua última oportunidade de poderem estar presentes no Brasil. Os preços serão mais acessíveis mas ainda assim fora do alcance das limitadas bolsas portuguesas. Infelizmente, mas essas são as regras do jogo!






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