Ponto Vermelho
Dados que começam a ser lançados
3 de Janeiro de 2014
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Concluído mais um ano, está prestes a começar a inevitável contagem decrescente para as várias provas e a vislumbrar-se a sua fase decisiva. A partir de agora, qualquer passo em falso torna tudo muito mais complicado para não dizer impossível poder reparar os estragos. Fundamentalmente no campo psicológico que assume importância relevante, para mais se houver ainda resquícios negativos do passado recente. A fé move montanhas e a componente psíquica das equipas ajuda a inverter resultados sobretudo quando eles não estão a ser satisfatórios. Logo, por esta altura cresce a expectativa porque caminhamos rapidamente para a fase em que tudo começa a ganhar contornos decisórios, por mais que alguns possam argumentar que ainda há muito tempo para recuperar.

Ainda que seja um factor recorrente nas equipas de alta competição, não ignoramos que nesta fase existe uma pressão mais acentuada do lado do Benfica devido à contribuição de um conjunto de factores: a enorme desilusão e a grande quebra de receitas (directas e indirectas) originadas pela eliminação da Liga dos Campeões numa fase em que ela era ainda uma criança; os altos e baixos que a equipa vem registando desde o princípio da época; as lesões sem precedentes que têm fustigado a equipa; a pressão da tesouraria que não pode ser esquecida, embora possa não ser uma inevitabilidade de Janeiro e, finalmente, a que deriva da mensagem de LFV.

Seja como for, é impossível ignorar que os nomes de alguns jogadores influentes na manobra da equipa andam nas bocas do mundo e isso, no mínimo, acaba por ter influência nos seus índices de concentração competitiva. Com a agravante que Janeiro ainda vai no início… Como o presidente encarnado deu sinais ao mercado que a porta está entreaberta, é bem provável que se intensifiquem as pressões dos compradores que depois da nega do defeso passado, vêem agora uma boa probabilidade de poderem alcançar os mesmos objectivos com preços mais em conta. Neste capítulo resta-nos esperar para ver porque as surpresas poderão estar ao virar de qualquer esquina como aliás já sucedeu.

Estes factos que prometem manter agitado o mercado até ao último sopro, são como vimos uma forma de pressão sobre a equipa numa fase em que se caminha para jogos que podem vir a indiciar sérios problemas futuros no caso de não conseguir atingir os seus objectivos. Pelo facto em si e porque esse factor será determinante para as sucessivas fases decisórias que se aproximam. Na frente interna e igualmente na Europa, dado que sendo competições diferentes elas estão ligadas entre si uma vez que os resultados obtidos em ambas se reflectirão e serão relevantes no comportamento da equipa até final da temporada.

Tendo sido definido como objectivo prioritário da época cortar a meta do campeonato em primeiro lugar, é importantíssimo começar e prosseguir bem Janeiro para eliminar tudo o que de menos bom sucedeu na 1.ª fase para transmitir confiança à equipa, à estrutura, aos adeptos e dar um sinal inequívoco às outras equipas de que a equipa encarnada recuperou o seu élan, a sua pujança e a sua determinação de lutar até às últimas consequências para vencer, um sinal e uma característica sempre determinantes para se conseguir o êxito. Para que isso se concretize é necessário (re)começar quanto antes e aí já está englobado o desafio com o Gil Vicente para a Taça de Portugal, adversário que muito dificilmente vencémos para o campeonato e que faz antever dificuldades, daí que seja preciso forte determinação desde o 1.º minuto. Nunca é demais insistir neste ponto.

A constante evocação do passado recente como justificação para a irregularidade do presente tem forçosamente que acabar. Porque se é impossível avaliar os efeitos que porventura estará ainda a exercer na mente dos jogadores, equipa técnica e adeptos, o facto das exibições não estarem a ser convincentes dá origem a que essa justificação esteja sempre em cima da mesa. Para que isso seja abandonado em definitivo é imprescindível que as boas exibições e por extensão os resultados sejam tornados rotina, uma questão que todos reconhecemos estar perfeitamente ao alcance da equipa pese embora todos os constrangimentos associados que temos sido forçados com dificuldade a superar.

Os dados desta fase crucial acabam de ser lançados. Resta-nos manter a convicção e a esperança de que poderemos chegar a bom porto sendo que para isso, é preciso que façamos o que estiver ao nosso alcance e acreditemos no êxito do projecto da equipa. Acreditamos que muitos terão dúvidas e outros estarão desapontados devido à conjuntura adversa e aos sinais pouco entusiasmantes que têm sido transmitidos desde o princípio da época. Mas, estamos em crer, que a fase menos positiva estará prestes a ser ultrapassada, porque ao fim e ao cabo estamos a lutar com todas as possibilidades em todas as frentes ainda que com a pedra no sapato da eliminação prematura da Champions que não será esquecida facilmente…






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