Ponto Vermelho
Divagações ao Sábado...
4 de Janeiro de 2014
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1. Mercado de transferências de Janeiro morno ou não estivéssemos ainda no seu início. Neste ano em que alguns insistem ser o pós-troika e baseados na primeira entrevista do ano do Presidente do Benfica, continua a especular-se sobre a necessidade do Benfica vender já e agora algumas jóias da coroa encarnada para realizar encaixes de capital substanciais que alguns apontam para os 100 milhões. Os nomes são obviamente os daqueles que têm mais mercado e que têm andado nas bocas do Mundo como Matic (em 1.º lugar), seguido de Nico Gaitán, Garay e quem sabe alguns mais…

2. Uma coisa parece certa: é que falhado o objectivo de prosseguir na Liga dos Campeões, o plantel tem que emagrecer por ser demasiado grande e logicamente dispendioso, para além de complicar o acesso de alguns jogadores à principal equipa. Também não nos podemos esquecer das lesões (excepção feita a Salvio que ainda está demorada e a Cardozo em que o seu regresso constitui neste momento uma incógnita embora se preveja para breve), que tenderão a esbater-se porque confiamos que o diabo não estará atrás da porta indefinidamente… E essa situação aliada ao facto dos recém-recuperados estarem a ganhar ritmo competitivo ainda torna esta questão mais curial. Veremos o que Janeiro nos reserva acerca de todas as movimentações, mas é crível pensar que dos três grandes será o Benfica o mais susceptível de vir a registar alterações.

3. Entroncando nesta problemática, continua a falar-se de Formação. Mais do que nunca, a partir do momento em que o Presidente do Benfica voltou a manifestar a intenção de haver uma cada vez maior assimilação de jovens portugueses na equipa principal, o que parece contrariar a lógica seguida até agora de procura insistente de talentos fora do território português para efeitos de manutenção do nível competitivo e respectiva rentabilização futura, como tem sido nítido e patente ao longo dos últimos anos. Esta é uma das leituras mas não a única. É igualmente consensual de que o tempo das vacas gordas acabou e que o nível de endividamento não pode continuar a aumentar adum eternum, havendo que procurar alternativas.

4. Acresce que algumas importações sem menosprezar a bondade da sua contratação, não estão a revelar atributos que façam a diferença se os compararmos com alguns jovens portugueses da Formação. Aqui chegados existem várias contradições a concorrer para o mesmo fim, porquanto se os estrangeiros precisam de algum tempo para a indispensável adaptação a um novo país, a uma cultura diferente e a novas exigências futebolísticas (não existindo garantias de sucesso), os jovens portugueses que se distinguem na Formação têm igualmente dificuldades de adaptação a patamares mais exigentes, porque a cultura que está implementada é regra geral a do algum facilitismo e de falta de exigência no limite, o que leva enormes talentos a não singrarem e, pior do que isso, a perderem-se pelo caminho por insuficiente acompanhamento.

5. Entendemos contudo que esta via é a que mais se ajusta ao futebol do Benfica na presente conjuntura e nesse aspecto subscrevemos a intenção de LFV de promover cada vez mais a ascensão de futebolistas portugueses à 1.ª equipa. Tendo em conta que a fábrica do Seixal começa a laborar em pleno, esse factor poderá revelar-se mesmo como uma inevitabilidade a curto/médio prazo. Dado que a competitividade da equipa principal não pode ser desgraduada, o processo de transição deve ser cuidadosamente preparado para que não hajam oscilações e que ninguém pense que basta apenas carregar no botão para que isso possa acontecer. A pressa sempre foi má conselheira e os desejos ainda que ardentes e intensos nem sempre são compatíveis com a realidade ponderada.

6. Noutro prisma, enquanto o Sporting tem mais um problema sério para resolver com Elias com um ordenado principesco fruto da gestão megalómana de Godinho Lopes, a estrutura de sonho do FC Porto começa a dar cada vez mais sinais de decadência. Sendo já recorrente nas últimas épocas as manifestações de insatisfação de jogadores, acresce agora aquilo que cada vez mais parece uma gestão desportiva errónea dado que na financeira há muito que assim acontece sem que a CMVM pareça estar muito preocupada com isso. A contratação de Ricardo Quaresma parece seguir os mesmos passos de Liedson e Marat Izmailov e foi interessante de ouvir Pinto da Costa a justificar publicamente a contratação imputando as responsabilidades em exclusivo a Paulo Fonseca e ao próprio jogador caso este falhe na sua aventura. Sinónimo de que a degradação da estrutura está em ritmo acelerado, foi a rábula da convocação e desconvocação do jogador por questões burocráticas. Mais uma falha que não costumava acontecer no Dragão…








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