Ponto Vermelho
Que assim seja!
12 de Janeiro de 2014
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Dado que a vida não pára e é preciso ultrapassar as adversidades por mais complicadas que sejam, torna-se necessário e imprescindível que nos concentremos no essencial – levar de vencida o FC Porto porque antes do mais é necessário, com o suplemento adicional de com isso homenagearmos a memória do Rei que onde quer que se encontre estará certamente a torcer pela vitória do seu clube de sempre. Como sempre, aliás fazia em vida e incentivava a fazer. Devemos-lhe isso, pelo que conjugar a vitória com uma exibição de gabarito será certamente um desejo e uma manifestação de toda a estrutura benfiquista e dos seus milhões de adeptos em todo o Mundo.

Ninguém ficará surpreendido se se disser que logo à tarde não irão existir quaisquer facilidades. Por toda a conjuntura e pelo histórico que nos últimos anos não nos tem sido favorável, pois desde a época em que fomos campeões que não logramos vencer os portistas no nosso reduto, à excepção de um único êxito conseguido para a Taça da Liga. Por um conjunto de razões a começar pelos nossos próprios erros que teremos que assumir sem hesitação e que permitiram superioridade aos portistas e, como é recorrente, aos factores marginais que influiram na decisão final dos próprios encontros.

Este jogo torna-se pois num desafio a nós próprios porque será disputado num contexto muito especial em que existem algumas interrogações sobre como irão os jogadores reagir física e emocionalmente a uma semana repleta de grandes emoções. Não temos a menor dúvida de que tudo farão para conseguir alcançar o objectivo em vista, mas são seres humanos e as reacções podem divergir em cada um deles. Todos sabemos que são profissionais e que terão que saber reagir no momento próprio em que terão que apresentar a melhor concentração competitiva para cometerem o mínimo de erros possível, mas o que aconteceu ainda está bem fresco na sua memória e poderá de algum modo influir no seu desempenho.

São contudo apenas meras especulações. Os jogadores quando entrarem em campo irão esquecer o que está para trás e concentrarem-se em fazer o seu melhor. Aliás, é expectável que o jogo venha a ter um ritmo altíssimo e por isso mesmo não há nem pode haver lugar a hesitações e muito menos a desconcentrações que poderão custar muito caro. É assim que tem acontecido nos últimos jogos com os resultados que se têm visto. O jogadores encarnados mal se inicie o encontro deverão desde logo tentar impôr a sua superioridade, não ficando na expectativa do que possa acontecer pois isso será a pior das atitudes. É claro que face à categoria do seu opositor não poderão fazê-lo a qualquer preço e terão que usar de alguma prudência e matreirice. Mas, seja como for, deverá pertencer-lhe a iniciativa de jogo e marcar o ritmo mais ajustado às circunstâncias.

É comum dizer-se que ambas as equipas ainda não atingiram o ponto de que são capazes face aos plantéis de que dispõem. Qualquer delas tem apresentado bom futebol mas apenas a espaços, sendo a irregularidade um factor que tem imperado nas suas exibições dentro e fora de portas. Mas também dá a sensação que qualquer delas apresentam uma melhoria crescente, sendo que o Benfica no último jogo para a Taça de Portugal com o Gil Vicente até apresentou um futebol rápido e vistoso com resultado a condizer. Terá sido porventura a mais uniforme exibição da época (se excluirmos a de Atenas com o Olympiacos), o que pode significar um bom augúrio para logo à tarde.

A avaliar pelo que tem sido noticiado, haverá certamente uma romaria ao Estádio da Luz. O contexto muito especial do encontro com o FC Porto como adversário, o facto do desafio se iniciar às 16h00 e ainda as manifestações de homenagem que se irão fazer sentir, levam a que a lotação possa vir a ser a mais conseguida da época, o que transmite como é óbvio um cariz diferente e um ambiente caloroso de apoio. Esperamos, como é natural que o jogo decorra vivo e competitivo e que nenhum factor venha a afectar o que todos esperamos – uma sentida homenagem a Eusébio quer através da competição dentro das quatro linhas, quer fora dele. E que os jogadores encarnados façam do jogo um encontro especial lutando do primeiro ao último minuto sem desfalecimentos pela vitória que os adeptos aguardam. Por tudo o que está em jogo.








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