Ponto Vermelho
Cacharolete…
15 de Fevereiro de 2014
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1. E assim se vai fazendo a actualidade. Lentamente vão-se esgotando os ecos do derby que apesar das peripécias acabou por fugir à polémica ainda que as posições assumidas por alguns não tivessem sido as mais correctas. A começar pelo próprio Sporting num determinado momento. Mas foi sol de pouca dura que se desvaneceu não chegando sequer a causar qualquer prurido por mais pequeno que fosse. Aliás, depois de tantos anos a andar a reboque do FC Porto e a protagonizar uma posição subalterna e pouco intervencionista, a nova Direcção leonina está a tentar inverter por completo o rumo dos acontecimentos pelo que ao tomar posição sobre tudo e sobre nada, é natural que aqui e ali protagonize excessos que têm que ser entendidos à luz desses parâmetros. Seja como for já não parece aquele leão domesticado que se arrastou ao longo de todo o presente século.

2. Não resta a menor dúvida que há gente apostada em tentar acabar com a Taça da Liga, muito embora os seus adversários pretendam chegar mais além e atingir outros objectivos. É que as coisas têm vindo a sofrer algumas alterações contrárias aos seus interesses dominadores e, como tal, a solução é mesmo deitar abaixo. Sobretudo o presidente da Liga e de caminho fazer uns ajustes na Federação. Apesar de haver eleições previstas para Junho a pressa é muita e há que tentar antecipá-las. Para isso todos os pretextos são bons não sendo por acaso que de vez em quando têm aparecido personagens menores mas já com muitos quilómetros a porem-se em bicos dos pés e a lançar a sua candidatura ainda que sem grande sucesso.

3. O facto dos acontecimentos serem despoletados sempre pelos mesmos acaba por funcionar como factor adverso aos seus interesses e retira-lhe o pouco da credibilidade que ainda têm perante parte da opinião pública. Se repararem e aparte talvez a 1.ª edição em que funcionou o factor novidade, todos os anos a Taça da Liga tem estado envolta em polémicas pelas razões mais mesquinhas. E assim continuará até o FC Porto a conseguir vencer apesar de repetidamente dela desdenhar. Para não sermos exaustivos e recuar muito no tempo, olhe-se para as duas últimas edições em que para variar, os portistas recorreram à trapaça em que são mestres incontestados para introduzir confusão e assim descredibilizar uma Taça que com todos os seus defeitos e virtudes é uma prova que faz parte do calendário oficial.

4. Na presente edição voltou a haver mosquitos por cordas. São conhecidos os contornos do problema e só ficaríamos surpreendidos se alguém ligado ao fenómeno futebolístico ainda ficasse admirado com esta nova nuance introduzida pelos portistas. O que ainda apesar de tudo nos admira, é a desculpabilização encetada por alguns plumitivos com crédito como se porventura não soubessem o que a casa gasta e aos truques a que recorre. O tema introduziu uma nova palavra no léxico futebolístico – dolo – com o fim claro de arrastar a discussão para campos mais maneirinhos e ajustados aos objectivos perseguidos pelos portistas de matar dois coelhos com uma cajadada; fazer vingar os seus interesses e demonstrar que ainda têm capacidade para fazer passar todas as suas artimanhas e, ao mesmo tempo, arrastar a Taça da Liga para patamares ainda mais baixos.

5. Diga-se em abono da verdade que a própria organização da Liga não está isenta de erros neste processo, para mais sendo os portistas useiros e vezeiros neste tipo de trapalhadas. Mas que dizer do despautério (mais um) protagonizado pelo Presidente do Conselho de (In)disciplina que à revelia de qualquer atitude de bom senso e já agora de correcção e respeito pelas partes, resolveu antecipar a decisão publicamente? Para sermos realistas não nos surpreende porque sempre se julgou acima de qualquer comum mortal ao ponto de tomar partido de forma abrupta e descarada por uma das partes, neste caso o FC Porto, antes da decisão oficial. Até quando será permitido que estas tristes personagens tenham poder decisório em matérias relativas à justiça???!!! no futebol?

6. Num outro tabuleiro mas ainda na Taça da Liga (coitada…) surgiu em Vila do Conde um dos expoentes que há muito devia ter sido banido da arbitragem – Olegário Benquerença –, que muito apreciaríamos nos explicassem como é que alguém tão incompetente conseguiu chegar a internacional. De facto, o rol de grossas asneiras por si protagonizadas entre as quais a do célebre golo que não considerou na época de 2004/2005 na baliza de Vítor Baía no Estádio da Luz com a bola quase meio-metro dentro da baliza, continuou pelo tempo fora e, agora no Rio-Ave-SC Braga, conseguiu o enorme feito de eliminar os bracarenses. Felizmente que está em fim de carreira. Desta vez, contrariamente ao que aconteceu na temporada pretérita em que foram afastados devido à golpada do FC Porto sancionada pelo CJ, António Salvador reagiu. O que prova que nem sempre a coerência nas reacções perante um mesmo prejuízo, é semelhante. Depende dos protagonistas…








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