Ponto Vermelho
Prosseguimento da marcha
2 de Março de 2014
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Nova jornada, novos desafios se colocam à equipa principal de futebol do Benfica que depois de ultrapassar na Liga Europa uma equipa medíocre como alguns classificaram o PAOK, se apresta a uma deslocação complicada ao Restelo que parece estar na disposição de colocar o autocarro à frente da baliza no sentido de tapar todos os caminhos que dêem à referida tentando impedir ao máximo a concretização da esperada superioridade encarnada que tem obviamente que ser demonstrada dentro das quatro linhas.

O empate da primeira volta na Luz e o posterior empate caseiro com o actual campeão nacional concedem ao Belenenses o direito de sonhar com nova proeza, e tal predisposição faz subir a sua convicção de que com igual disposição e empenho e com um pouco de sorte que é sempre necessário nestas circunstâncias, conseguirão atingir o seu objectivo em que o empate já é um resultado muito aceitável para as suas aspirações dada a sua periclitante posição na tabela classificativa. Por outro lado, apesar dos pontos valerem rigorosamente o mesmo independentemente da natureza e do valor do adversário, consegui-los contra uma equipa que ocupa destacada o 1.º lugar para além de ter outro sabor, dá-lhe uma injecção de moral assinalável.

O Benfica entra em campo perfeitamente ciente disso e de todas as dificuldades que irá à partida encontrar. Está avisado que só com uma atitude firme e pressionante desde o início do desafio poderá fazer com que a sua maior valia colectiva e individual se afirme. O Belenenses já avisou que vai manter o bloco baixo para impedir a existência de espaços por onde os encarnados possam concretizar as suas jogadas envolventes através dos seus jogadores tecnicamente mais evoluídos. Além de que, por tradição, o Benfica costuma sempre encontrar especiais dificuldades no Restelo e desta vez dada a classificação de ambas as equipas e das suas diferentes aspirações, estamos em crer que não irá ser diferente.

A exemplo do que vem realizando nos últimos jogos, a equipa encarnada manterá a mesma postura de ataque ainda que preservando a consistência e a ocupação de todos os espaços do terreno e que lhe têm valido ter mantido a sua baliza inviolável por uma sequência de jogos assinalável. Mas em futebol tudo pode vir a ser relativo e a qualquer momento e contra qualquer adversário, um erro defensivo ou um lance de bola parada poderão alterar esse estado de circunstâncias favorável. Esperamos que isso não venha a acontecer com os azuis do Restelo que irão estar permanentemente à espreita que tal suceda para poderem reforçar a sua candidatura a um bom resultado. E um empate é sem dúvida um bom resultado para o Belenenses.

A vitória tangencial ontem conseguida pelo Sporting e a consequente redução do atraso para 2 pontos não modifica a situação e não cria nem mais nem menos pressão sobre a equipa do Benfica. Mesmo que tal não tivesse acontecido os encarnados tinham sempre a obrigação de lutar pela vitória, dado que quando faltam 9 jornadas para o fim do campeonato qualquer deslize pode vir a ser comprometedor uma vez que sobre o espírito dos adeptos benfiquistas paira ainda a lembrança das duas últimas épocas. E para que isso seja definitivamente enterrado nada melhor do que não permitir que hajam situações similares. Porque é com as equipas menos fortes que por vezes se tropeça e se comprometem as aspirações.

Apesar de nos aprestarmos para entrar na fase crítica do campeonato, estamos convictos de que desta vez o Benfica está de sobreaviso e não irá esbanjar o avanço significativo de que dispõe. Todo o cuidado é pouco mas apesar das contingências que qualquer jogo de futebol encerra, com maior ou menor dificuldade esperamos que o Benfica saiba ultrapassar mais este perigoso desafio. O facto de estarem de sobreaviso, o empenho, a mais valia da equipa e a inspiração dos jogadores que esperamos volte a surgir, dão-nos essa esperança de êxito ainda que as dificuldades não possam em circunstância alguma ser menosprezadas.

Uma última nota para a atitude da Direcção do Belenenses que se decidiu pela proibição de adereços encarnados na bancada dos sócios da equipa da casa. Francamente não compreendemos e achamo-la de cariz descriminatório para não dizer totalitário. Que tal acontecesse com as claques organizadas que devem ocupar um lugar próprio em cada estádio era não só compreensível como desejável. Mas impedir que as mulheres, maridos, namorada(o)s e amiga(o)s azuis levem os seus pares é algo que está muito para além da nossa limitada compreensão. Quando num Benfica-Sporting ou vice-versa onde a rivalidade não tem comparação observamos a salutar convivência entre adeptos rivais, mais difícil se torna perceber o alcance desta medida sem sentido. O que tem a dizer a isto a Liga?






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