Ponto Vermelho
Sintomas complicados...
28 de Março de 2014
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1. Voltamos ao FC Porto-Benfica, às incidências que gerou e à multiplicidade de críticas dispendidas pela multidão de paineleiros que aproveita sempre estas ocasiões geradoras de actualidade para se fazer ouvir nas suas abalizadas e sábias opiniões, certos que encontram eco no painel multicolor que lhes dá guarida e que as amplia como tema principal de conversa semanal nos sítios do costume. Desta vez, porque o jogo decorreu a meio da semana apenas vão ter 3 escassos dias para o fazer pelo que tendo em conta essa limitação, vão ter que fazer um enorme esforço de sintetização...

2. Todavia, por muito grande e desesperada que seja a sua vontade, não nos parece que consigam desta vez desviar o Benfica do objectivo primeiro da temporada, pelo menos enquanto a situação do título não for um facto consumado. Isto se ficar mesmo resolvido esta época. Porque, com algumas classificações virtuais e delirantes propagandeadas por uma nova classe de papagaios de serviço ou por irónicos manipuladores da velha guarda, por este andar, começa a ganhar forma a possibilidade ainda que remota, do mesmo não vir a ser homologado em tempo útil na presente época. Já não faltava o imbróglio da Taça da Liga neste futebol que de tão imprevisível ainda tem a capacidade de nos surpreender…

3. Ainda que de um 1.º jogo de Taça se tratasse, a ocasião era propícia para tentar introduzir sintomas de pânico e de desestabilização com a secreta crença de assim virar o tabuleiro da principal prova a seu favor. Afinal ainda há 18 pontos para disputar e nunca se sabe o que pode acontecer, até porque as lembranças ainda frescas ajudam a animar. Havia pois que iniciar o foguetório porque a esperança é sempre a última a morrer... E estando o FC Porto na eminência clara de antecipar a época balnear no que ao tetra diz respeito, o Sporting do enorme contentamento de (quase) todos os sportinguistas está até bem melhor posicionado para se manter na fila em standby

4. Na óptica tantas vezes referida do título em primeiro lugar e não estando o mesmo ainda conseguido (apesar dos cantos lançados por sereias encantadoras), o treinador do Benfica resolveu lançar jogadores que nem sempre são primeira escolha com a perspectiva clara de não só poupar atletas mais desgastados, como em simultâneo dar ritmo e preparar os substitutos para as importantes e decisivas batalhas que aí vêm em que todos sem excepção são necessários. Porque todos são importantes mesmo aqueles que nem sempre são opções habituais.

5. Todas as opções, sejam elas quais forem e tomadas por quem quer que seja, são discutíveis. Porque mesmo admitindo total seriedade na crítica de todos aqueles que apenas obedecem às exclusivas directrizes do seu pensamento reflexivo, ganha sempre acuidade a expressão de cada cabeça cada sentença. Ora sucede que há para todos os gostos plumitivos encartados cuja principal profissão é invariavelmente denegrir através de inverdades e da especulação com o objectivo mais lato de causar mossa no alvo em vista. E como não lhe faltam palcos para o fazer é por vezes relativamente fácil fazer passar mensagens distorcidas.

6. O jogo do Dragão foi fértil nesse aspecto. Ao invés dos portistas que ainda vivem momentos delicados na recuperação da sua auto-estima e que era previsível que se apresentassem na plenitude do seu fulgor físico jogando todas as fichas, o Benfica, não considerava tratar-se de um jogo prioritário por se tratar da 1.ª mão de uma prova secundária nos seus objectivos. As opções, (voltamos a repetir discutíveis) reflectiram isso mesmo. Não estivessem no pensamento de todos os benfiquistas resquícios de um passado recente e talvez as opções tivessem sido diferentes. Porque, de facto, o ideal para os adeptos e para o espectáculo seria que em todos os jogos estivessem sempre os melhores jogadores.

7. Discortinando-se as razões por que nem sempre isso acontece, as cambiantes aumentam o risco. Sobretudo em jogos de maior grau de dificuldade. Mas, por exemplo, White Park Lane era-o, sem sombra de dúvida, e o risco foi ultrapassado com distinção. Nesse sentido percebe-se a necessidade de correr riscos no Dragão por ser um jogo fora do objectivo principal e o enfoque ser Braga. É claro que sendo este um jogo determinante, a acontecer um resultado que não seja a vitória não faltarão as críticas soezes e as perguntas apressadas do género: afinal para que serviu poupar jogadores no Dragão? Não há dúvida que o futebol é imprevisibilidade e risco. Apenas há que distinguir se lógico ou não…






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