Ponto Vermelho
Desculpas para incautos…
30 de Março de 2014
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Estranhamente, ou talvez não, o encontro que hoje o Benfica vai jogar na Pedreira com o SC Braga trouxe-nos à memória o encontro da época passada que os encarnados foram disputar à Madeira com o Marítimo e que tanta celeuma deu com os festejos dos jogadores e da equipa técnica. Apenas e só, está bom de ver, porque o Benfica acabou por não vencer o campeonato, por culpa própria acrescente-se, porque, se o tivesse ganho, a mesma alegria seria tida como normal, enaltecida e até tida como prenúncio do que se iria materializar. Tal como agora, também nessa altura o jogo era praticamente decisivo para as contas finais do campeonato.

À medida que o campeonato se aproxima do fim e se mantem em permanência a vozearia leonina que veio para ficar salvo se entretanto acontecer algo de definitivo para as suas cores, cresce a ansiedade de alguns plumitivos que tentam introduzir alguns velhos e gastos esquemas municiadores da tensão, como sejam as queixas e queixinhas dos dirigentes desportivos, e, nalguns casos sem emenda, imitando o sempre activo e diligente Barroso na defesa intransigente do seu Sporting através de recordações perenes de factores decisivos comprovados que continuam a recusar-se a aceitar como verdadeiros, como se a sua visão distorcida e manipuladora conseguisse, alguma vez, desmentir a veracidade dos factos.

E nem o facto do principal protagonista como chefe de equipa, ter confirmado publicamente os efeitos decisivos do erro sancionado por um dos seus auxiliares, os demove dessa argumentação falacciosa que não convence os adeptos mesmo os mais incautos. Vir oferecer lebre em tempos de coelho não se nos afigura como o mais ajustado à situação da presente conjuntura. Outros ainda, sofrendo do síndroma da nostalgia das planícies, nem com desenhos conseguem enxergar as tarefas definidas pelos clubes à luz da complexidade do sistema que tem vigorado e para o qual também muito têm contribuído. E, qual experts, insistem em querer substituir-se aos dirigentes e às equipas técnicas dos clubes, como se os acasos do destino os levasse a absorver a verdade absoluta e nenhuma partícula, por mais ínfima que seja, tivesse sobrado para os ignorantes dos adeptos.

O recente jogo disputado no Dragão, apesar de não ser para o campeonato, era uma ocasião propícia para mobilizar vontades, acirrar ânimos e reacender velhas polémicas. Foi por isso que alguns plumitivos tentaram valorizar mais o que se passou fora das quatro linhas e ficaram profundamente desiludidos com o facto de não ter havido conferências de antevisão alargadas e os dirigentes e treinadores não terem provocado o rival. Compreende-se, pois quais peritos em agitação, tinham acabado de perder a soberana oportunidade de questionar os treinadores sobre aqueles temas interessantes que fazem as delícias dos adeptos, sobretudo dos mais incautos que continuam a acreditar que tudo o que reluz é ouro.

N as últimas épocas, com o forte crescimento dos bracarenses e a sua entrada na luta pelos lugares cimeiros, tem-se constatado que os encarnados encontram sempre sérias dificuldades para sairem vencedores. E em paralelo ao desenvolvimento competitivo do SC Braga assistiu-se igualmente à expansão da sua massa associativa e dos seus adeptos que vivem os jogos intensamente e em particular quando se trata de encontros em que participam equipas com a dimensão do Benfica. Hoje, ainda que num contexto algo diferente, existirão decerto as tradicionais dificuldades, competindo aos jogadores encarnados saber ultrapassá-las. Por causa da pressão enfatizada pelos plumitivos e motivada pela vitória leonina de ontem, e porque o objectivo deve ficar mais próximo. E, last but not least que Luís Filipe Vieira não venha com desculpas para os incautos…










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