Ponto Vermelho
Novos objectivos?
10 de Abril de 2014
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A situação invejável com que chegámos a 4 jornadas do final do campeonato faz crer com realismo e sem qualquer tipo de euforia que os encarnados estão prestes a atingir o prioritário objectivo de recuperarem esta época o título de campeão. Todavia, fruto de más experiências do passado, é ainda bem provável que hajam adeptos cujo pessimismo irreversível os leve a ser como S. Tomé e só quando a velha matemática ditar as suas leis é que passam a acreditar de forma definitiva. Não os censuramos ainda que não comunguemos dessa opinião. Isso, contudo, não significa que coloquemos de parte a prudência, a atenção, o empenho e a concentração que deverão continuar a ser a imagem de marca da equipa.

Estando ainda o Benfica envolvido por esta altura em mais três provas em fase avançada, sem descurar em nenhum momento a concretização do objectivo primeiro, é legítimo e razoável equacionar a participação nas mesmas em função de uma determinada hierarquização e da importância atribuída pela estrutura. E pode diferir de adepto para adepto, sabida a heterogeneidade de pensamento e a diversidade de opiniões que grassa no vasto universo encarnado. O que, seja qual for o ângulo porque observemos, é salutar porque sempre assim aconteceu. Não será certamente isso que desconcentrará a equipa e a desviará dos seus objectivos.

É claro que o sonho e o desejo de qualquer adepto na sua versão optimista seria vencer todas as provas, o que seria inédito. Embora não havendo impossibilidades no alcançar desse desiderato, a prudência manda que devamos ser realistas e ter os pés bem assentes no chão. È que a recordação do último ano com algumas semelhanças e que ainda atormenta o espírito de muitos adeptos, é motivo suficientemente importante para manter uma postura expectante, optimista e com a convicção de que é possível concluirmos a temporada com acréscimos no bornal. Mas, não nos esqueçamos, estamos a falar de futebol…

Sobre essa temática cada um terá a sua opinião que pode variar consoante o seu estado de espírito. Porventura o caminho mais correcto será o de seguir a banalizada expressão do jogo a jogo. Dizem alguns que retira ambição e é uma forma de fugir de assumir objectivos, mas afigura-se-nos a mais ajustada nas actuais circunstâncias. Pensar plural sendo legítimo e compreensível pode dar origem a dispersões, sendo que essa atitude não quer significar menor ambição e empenho. Para além de que, mesmo atribuindo importância ao velho chavão de que são provas diferentes, um jogo menos conseguido ou um resultado gordo, terão influência negativa ou positiva no estado de espírito dos jogadores e dos adeptos. Logo, a filosofia que tem propiciado bons resultados deve ser mantida.

Nessa linha de coerência, temos esta 5.ª Feira o próximo jogo. Que por acaso é para a 2.ª mão dos quartos de final da Liga Europa e onde, quando for dado o pontapé de saída, já entramos a vencer por 1-0. Contra os holandeses do AZ Alkmaar que por aquilo que foi dado ver em sua casa são uma equipa de bom recorte técnico e que não foi por acaso que terão atingido esta fase da prova. E que nos primeiros 15/20 minutos poderia inclusivamente ter chegado ao golo. Mas depois desse susto inicial o Benfica demonstrou que é sem dúvida superior. Mas, dirão os habituais pessimistas, também com o Tottenham isso tinha acontecido e até com uma vantagem mais dilatada e afinal a equipa acabou com o credo na boca. É, a nosso ver, um ponto de vista algo conservador mas não deixa de constituir um aviso. E quem está de sobreaviso corre menos riscos de ser surpreendido.

Ao contrário de Nuno Espírito Santo com maior dose de lógica e de conhecimento, não fazemos ideia de qual vai ser o onze escolhido por Jorge Jesus. É todavia admissível considerar algumas alterações na linha do que vem acontecendo, dado que Domingo vai haver o Arouca para o campeonato e Quarta-feira o FC Porto para a Taça de Portugal. Não cremos contudo que vá existir um acentuado desvirtuamento da equipa atendendo a que, na nossa modesta opinião, a Liga Europa deve ser também um objectivo a perseguir por motivos facilmente compreensíveis e porque há um prestígio a defender. Por isso, sejam quais forem os jogadores escolhidos, estamos certos que irão dar o seu melhor e classificar o Benfica para as meias-finais da prova.








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