Ponto Vermelho
Impaciência…
22 de Abril de 2014
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Consumada a indiscutível vitória do Benfica no campeonato e tal como seria expectável, soltaram-se as emoções e a euforia dos adeptos desde o mais desconhecido até a figuras gradas da sociedade portuguesa, demonstrando que na hora de comemorar o êxito todos comungam da mesma emoção e do mesmo orgulho de pertencerem ao glorioso clube da águia. Surpreenderam-se alguns pela dimensão atingida mas, para além da enorme massa de adeptos e simpatizantes que acompanha todos os desenvolvimentos do Clube, a marcha-atrás e a contenção a que os adeptos foram sujeitos na parte final das duas últimas temporadas deram origem a um armazenamento forçado de emoções que se despoletou com o maior impacto nas comemorações efusivas de Domingo à noite.

Foi de todo natural que assim tivesse acontecido sendo que os adeptos jamais compreenderiam outro tipo de atitude por parte da estrutura e muito em particular dos jogadores e da equipa técnica, afinal os grandes protagonistas da festa. Que terá acarretado porventura alguns inconvenientes marginais se considerarmos que o Benfica ainda está envolvido nas várias provas que estão a atravessar a fase crítica das decisões. E a acontecer eventualmente uma exibição ou um resultado menos conseguido nos próximos encontros, não faltarão os que irão relacionar esse facto com o desgaste e a menor concentração dos jogadores provocados pelos desenvolvimentos de Domingo à noite. Não cremos, todavia, que haja razões fundamentadas para pensar desse modo restrictivo.

Num momento em que continua bem presente no espírito de toda a família benfiquista a recente conquista do 33.º campeonato, para além de se reconhecerem os méritos de todos os que, à sua maneira, deram o seu precioso e indispensável contributo para alcançar aquele desiderato, não é ainda tempo para grandes balanços, tendo em consideração que é já daqui a dois dias que se disputa o importante encontro da 1.ª mão das meias-finais da Liga Europa com a poderosa Juventus. Tal como o foco sobre o campeonato foi mantido até à sua consumação sem qualquer tipo de dispersão, também agora o mesmo deverá ser feito com aquela prova europeia não só por ser o próximo jogo, mas porque o Benfica transporta consigo a responsabilidade e o prestígio de ter sido finalista na última temporada depois de um trajecto a todos os títulos notável.

As outras provas virão depois, nomeadamente a final da Taça de Portugal (tida como a mais importante na definição de prioridades internas) para a qual ainda faltam longos 26 dias. A Taça da Liga que ocupa o último lugar na escala ficará já no Domingo com o último finalista definido, depois do episódio que se arrastou pelos Conselhos de Disciplina e de Justiça da Federação que até nas respectivas decisões fizeram juz ao passo de caracol que os caracteriza, e após a meia-final ter sido encaixada à pressão pela Liga menosprezando a participação dos encarnados na Liga Europa. Se não havia datas convenientes disponíveis então que fosse adiada para a próxima época porque para além de não ser caso inédito, a confirmar-se o alargamento da I Liga alguém consegue garantir que a mesma vai subsistir para além disso? Como última nota, registe-se que finalmente o FC Porto pela voz de Pinto da Costa chamou-a, pela primeira vez, pelo seu nome próprio. Alguém suspeita porque teria sido?

O contexto que levou à definição de prioridades por parte da estrutura encarnada deverá pois ser respeitado. Jogo a jogo, sem dispersões, com a máxima concentração, encarando sempre os adversários olhos nos olhos e respeitando-os. Se assim continuar e não existem razões objectivas para pensar o contrário, estamos convictos de que o Benfica tem condições para conseguir mais conquistas. Nota-se, aqui e ali, por parte não só de adeptos como também de alguns opinadores encartados a tentativa de colocar maior pressão na equipa encarnada justificada pelo insucesso da época passada que deveria ser agora compensado. Que existem possibilidades de alcançar mais títulos já todos sabemos que as há, mas primeiro temos que lá chegar. E para reeditar a final da Liga Europa há que ultrapassar uma forte Juventus com o mesmo objectivo. Até porque o jogo da decisão realiza-se no seu estádio. Vamos pois com calma na firme convicção de que o poderemos conseguir!










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