Ponto Vermelho
Quarta e quinta
8 de Maio de 2014
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Por Bolandas

1. Mais uma bonita festa da Taça da Liga esta que opôs o Benfica ao Rio Ave e redundou na vitória benfiquista. Apesar de sistemáticos atropelos e ataques quase transversais que foi sofrendo desde a sua criação, a competição mais nova do calendário nacional continua o seu caminho ascensional e faz crer que o futuro possa vir a ser risonho. Haja bom senso e vontade de fazer o necessário upgrade discursivo, até porque como Kant dizia... só os ignorantes é que não mudam de opinião. Ontem pouco ou nada faltou, o confronto juntou os condimentos necessários de uma grande final quer antes, durante e depois do apito final de Hugo Miguel; desde logo o respeito institucional entre ambos os emblemas, mas também a antevisão bem interessante por parte de ambos os técnicos; depois, frente a frente duas equipas a olharem-se olhos nos olhos, com o Rio Ave a estar melhor em boa parte da etapa inicial e o Benfica a ver a sorte sorrir-lhe para depois terminar a primeira parte da melhor maneira e arrancar para uma grande segunda parte em que esplanou toda a sua superioridade e fez por justificar o triunfo; por último o «fair-play» que Jorge Jesus demonstrou não ser uma treta, quer pelas palavras elogiosas ao adversário, quer inclusive pelo corredor humano que o mesmo ajudou a formar para saudar os dignos vencidos e que não fazia parte do protocolo. Acabamos como começámos, uma festa bonita com duas equipas a darem o máximo em prol da competição em si. Só podia, assim acontece sempre quando não se quer ganhar a Taça da Liga apenas porque se anda com o titulómetro ligado...

2. O popular jornal espanhol Marca publicou um belíssimo artigo sobre o Clube intitulado «El Benfica como modelo», no qual se debruça sobre o projecto levado a cabo por Luís Filipe Vieira desde 2003 e onde se podem ler inúmeros elogios. Das infraestruturas ao capital humano, da exigência do Seixal às finais disputadas e aquelas em que actualmente o futebol encarnado se encontra, passando pela gestão económica, o sistema inovador de exploração de direitos televisivos e o próprio museu, o jornal considera o Sport Lisboa e Benfica um exemplo de eficiência na gestão de recursos e também um modelo futebolístico a seguir de perto. Natural motivo de orgulho para os benfiquistas.

3. Tendo como ponto assente que o futebol é a principal alavanca do Benfica e que estando em alta em tudo o resto se repercute (até em minudências como a de ultrapassar os 2 milhões de Likes no Facebook), os méritos pela actual época encarnada vêm com toda a justiça sendo atribuídos, com o presidente à cabeça, seguido do treinador e jogadores que inegavelmente vêm sendo dignos da camisola que envergam e enquanto tal enchem de orgulho todos os benfiquistas. Importa ainda assim endereçar os agradecimentos a quem pelo conhecimento e amor ao clube e com a descrição e bom senso que sempre o caracterizaram, tem contribuído de forma importantíssima para a edificação de uma estrutura competente que ombreia com outras de elite internacional. Rui Costa, a quem uma quota-parte de responsabilidade pela actual pujança do futebol do Clube deve ser endereçada, e que com a elegância que é seu timbre nunca se preocupou em responder ao ladrar da matilha senão com o seu trabalho sério e competente. Sabe Rui Costa que o apreciamos como ser humano e benfiquista e como grande homem que é a alegria do universo benfiquista será recompensa suficiente.

4. Na linha do pensamento «jogo a jogo» que tão bons resultados tem dado, jogadores, técnico e o próprio administrador instados a comentar a recta final de época voltaram a convergir nos princípios que têm acompanhado e que passam por continuar a ter muita concentração e humildade. Numa das raras excepções à regra - por motivos óbvios, o campeonato está resolvido - Jorge Jesus debruçou-se já sobre a final de Turim, prometendo por conseguinte «voltar a dar minutos a alguns jogadores que nunca jogaram, inclusivamente da equipa B» na última jornada do campeonato. Ir jogar ao Dragão com jogadores da equipa B é naturalmente um luxo que apenas a competência desta época permite, mas para além disso introduzirá o interesse acrescido que este clássico não tinha. Quem não gostaria, por exemplo, de ver Bernardo Silva fazer de Djuricic?












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