Ponto Vermelho
Observações diversificadas
9 de Maio de 2014
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Por Bolandas

1. Num mundo corrompido pelo vil metal em que interesses pairam e espalham cepticismo sobre tudo o que mexe, também o futebol que em tempos já longínquos não mais era do que uma festa, vê desde há muito parasitas conspurcarem-lhe o dorso. As somas avultadas invariavelmente fazem gravitar em seu redor intermediários e pseudo-defensores de atletas, ao fim ao cabo vítimas na medida que não percebem muitas vezes nas suas tenras idades o quanto mal representados são os seus interesses e a sua vida desportiva. Cardozo por exemplo, num casamento com o Benfica que se fez de altos e baixos, é hoje idolatrado pelos benfiquistas na proporção do silêncio do seu agente que todos apreciamos.

2. Excepções à regra também as há felizmente. Que o diga Rodrigo, representado pelo seu pai Adalberto Machado de quem nunca se ouviu qualquer comentário condenável ou que beliscasse o nosso Clube a quem sempre confiou o futuro do filho. Chamado pela enésima vez a pronunciar-se sobre o futuro de Rodrigo, o agente/pai foi igual a si próprio e reiterou mais uma vez toda a confiança no futuro próximo; «Não vejo qualquer inconveniente [continuar no Benfica] nisso, pelo contrário. O Rodrigo sempre esteve muito feliz no Benfica e o clube com o trabalho dele. Rodrigo tem uma relação muito especial com os adeptos». É que o dinheiro continua a não ser tudo na vida...

3. Os sportinguistas vão convivendo à sua maneira com o êxito benfiquista revelando o habitual complexo, por norma sem grande elegância e com o habitual choradinho. Carlos Barbosa da Cruz prestou-se a dissimulações sobre a Benfica TV e analogias com o passado tão rebuscadas que quem as lê quase se esquece, por exemplo, dos perdões da banca. De Itália também um tal de Pedro Mendes não conteve o mau estar e resolveu demonstrar que o patriotismo dos emigrantes lá por fora é coisa séria. Esqueceu-se por momentos da sua condição… Por cá também Bruno Carvalho, Cédric e outros que tais, continuam com as indelicadezas. Com o clamor público que por aí anda o início da época 2014/15 certamente promete...

4. Com uma festa tão bonita a fazer lembrar velhos tempos e com tantos aspectos positivos a retirar do discurso de Jorge Jesus, Fernando Guerra resolveu debruçar-se sobre mais uma tirada de Jorge Jesus, na circunstância a analogia (que diga-se passagem foi oportuna face à insistência dos jornalistas no tema) entre o Benfica e as finais perdidas pela Alemanha. Confessamos que seria deveras interessante perceber de vez a origem do azedume crónico manifestado pelo jornalista, mas certo é que aos seus olhos, consumada a vitória, terá porventura falhado a «nota artística».

5. A entrevista de José Jardim é mais um exemplo do grande senhor que o Benfica tem no comando do seu Voleibol, uma réplica quase perfeita de sir Alex no futebol. Sem dar troco a baratas tontas e neste momento moribundas que não sobreviveriam a um simples pisão, o professor debruçou-se sobre o passado, presente e futuro do Voleibol encarnado com a humildade e ambição que sempre lhe reconhecemos. São elementos desta estirpe que ajudam a construir a história do multifacetado Benfica! Um reparo à organização: muitos dos adeptos amantes simultâneos do voleibol e do futebol face ao arrastamento da final do primeiro viram-se perante o dilema de terem que optar por um deles, tendo cada um decidido da forma que entendeu. Para os que optaram pelo futebol teria ficado bem à organização projectar nos écrans do estádio o resultado final. Não o fizeram e isso foi uma falha que seria conveniente doravante evitar.

6. Neste Sábado, para terminar, temos Clássico de seniores e também de... juniores, no qual por acaso até se vai decidir o próximo campeão nacional. Não porque o FC Porto possa lá chegar em caso de vitória, mas sim porque o Benfica precisa de vencer no Olival se não quiser depender de terceiros - do SC Braga - que dê por onde der e com as pressões que vão existir vai ganhar o seu jogo. Atendendo a todas as campanhas e apoio logístico prestados pelo FC Porto aos seus adeptos e sócios com vista a infernizar os nossos atletas, o nosso rival parece decididamente disposto a não nos deixar fazer a festa...

7. Tendo em conta o presente momento que atravessamos, era expectável que a afluência dos associados à aquisição de bilhetes para as várias finais fosse muito significativa. Foi adoptado um critério, discutível como outro qualquer, em que perante a limitada oferta, os associados não englobados na 1.ª fase acabaram na sua esmagadora maioria por não ver satisfeitas as suas legítimas expectativas. Notou-se alguma dessincronização na execução desta tarefa sendo pois um tema a rever em futuras ocasiões. Já agora que estamos a falar do assunto também se aguarda com ansiedade a definição da política a seguir para a final a realizar na Luz.






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