Ponto Vermelho
Todos esperamos a glória!
14 de Maio de 2014
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Tem sido impossível, nestes últimos dias, esconder a emoção e o frenesim que habita no coração de todos os benfiquistas. Uma final europeia seja de que prova for e seja qual for o adversário que nos cabe defrontar, é sempre um marco histórico na história de qualquer clube. E o Benfica que tem um palmarés impressionante na Europa e com esta atinge a sua 10.ª final, não foge à regra mesmo sendo um habitué destes palcos mediáticos. É certo que por diversas razões que não vêm agora ao caso não conseguiu sagrar-se vencedor em sete, mas seja como for, estar presente numa final é em si mesmo um feito que urge realçar porque para além de enaltecer o Clube e reforçar o seu prestígio além fronteiras, sublinha a força do futebol português no contexto global apesar de todos os males que o afligem.

Para além disso, tem um efeito contagiante no país até mesmo naqueles que não consagram grande atenção ao futebol e anima aldeias, vilas e cidades um pouco por todo o Mundo porque contrariamente a alguns fanáticos que existem por cá, lá fora os adeptos do futebol fazem questão de ser todos portugueses e puxar pela equipa nacional que se apresenta no palco das decisões, como aliás se terá oportunidade de observar hoje um pouco por toda a parte. Pena que os pseudo-políticos que temos nunca consigam enxergar isso e se refugiem numa aparente indiferença que os coloca ainda mais na cauda da preferência dos portugueses. O facto tem ainda mais significado por se tratar de uma reincidência depois de Amesterdão, esperando agora que pelo menos uma vez na sua vida política sejam coerentes e primem pela ausência no próximo Domingo no Estádio Nacional. Seria talvez um favor que fariam aos adeptos-contribuintes...

Aparte estas minudências politiqueiras que apenas e só desprestigiam o País, o que verdadeiramente importa e trás suspensa a esmagadora maioria dos adeptos de futebol e dos portugueses em geral é a final de hoje. Olhando para trás, para muitos o trajecto que a equipa do Benfica empreendeu constituiu uma autêntica surpresa porquanto não era expectável que depois de um começo de época tão periclitante os encarnados chegassem onde chegaram, ao ponto de ameaçarem conseguir atingir a mais excitante época de sempre enriquecendo o valioso palmarés do Clube e demonstrando que é possível ultrapassar todos os traumas, lesões e indecisões que colocaram adeptos e simpatizantes em polvorosa ao ponto de se tornarem descrentes e cépticos.

Muitos têm-se afadigado em encontrar um favorito para a final de hoje. A maioria das opiniões e as principais casas de apostas, ao contrário da final com o Chelsea, consideram o Benfica como dispondo de algum favoritismo. Embora reconhecendo que se trata de uma final em que tudo pode acontecer independentemente do valor de cada uma das equipas em presença, também consideramos que, à partida, os encarnados reunem ligeira vantagem que seria mais marcante se porventura as lesões e os castigos não fossem tão acentuados e aparte a lesão de Sílvio, pudéssemos contar com Eduardo Salvio, Lazar Markovic e Enzo Pérez, três unidades com grande influência na dinâmica e nas actuais rotinas da equipa.

Seja como for e como já foi sobejamente demonstrado, os jogadores que os irão substituir saberão estar à altura das exigências até porque a equipa da Sevilha que não era considerada uma das favoritas à conquista da Liga Europa, soube através da garra dos seus jogadores e de alguma fortuna conseguir ultrapassar etapa a etapa e não vai a Turim propriamente fazer turismo. Para além de dispor de jogadores de classe e com alguma experiência destas andanças, empresta ao seu jogo a tradicional fúria espanhola que em diversas ocasiões foram a chave do êxito para as equipas do país vizinho. Sem esquecer, claro que o futebol espanhol está de há anos a esta parte na crista da onda o que se pode constatar pelos êxitos de La Roja e pela presença, neste momento, de três equipas espanholas nas decisões europeias de clubes ambicionando o pleno.

Neste quadro compete ao Benfica ser competente e igual a si próprio, e apresentar a forma de estar que caracterizou a equipa ao longo dos últimos dois terços da presente temporada, quer em termos internos quer na Europa onde depois da desilusão e do dissabor que sofreu com a eliminação prematura da Champions, soube reagir a tempo de forma firme ao ponto do seu caminho na Liga Europa não ter registado qualquer derrota. Sem qualquer espécie de triunfalismo e com a conjugação de todas as vontades dentro e fora do Juventus Stadium, confiamos que logo à noite teremos uma noite épica enchendo de orgulho e glória o Clube e os adeptos, que há muito anseiam um triunfo desta dimensão. A tão evocada maldição de Béla Guttmann? Não somos minimamente supersticiosos…








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