Ponto Vermelho
E tudo o Benfica levou...
20 de Maio de 2014
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Por Bolandas

1. Mais uma festa bonita em tons de encarnado, desta feita na Câmara Municipal de Lisboa nos Paços do Concelho, corolário de uma época fantástica com direito a triplete. Seguir-se-ão as merecidas férias para uns e o Mundial para outros, antecâmara da nova época em que se avizinham ainda mais dificuldades e exigências do que nesta, e em que certamente o ponto de partida será consciencializar todos que a época 2013/14 é passado e no futebol é mais rápido o trajecto céu-inferno do que o inverso. Nos bastidores é tempo do trabalho apertar para acertar todos os detalhes para que a nova época se inicie sob os melhores auspícios.

2. Para além das surpresas que o período alargado de transferências pode causar, mantém-se a contradição da época se iniciar oficialmente e continuarmos sempre na expectativa de surpresas de última hora. Há ainda que contar com as armadilhas que serão muitas, com vista a assegurar que os adversários assegurem velocidade de cruzeiro num reatamento que se preconiza com cepticismo em seu redor. Mas tempo haverá para nos debruçarmos sobre isso. Por ora é festejar e saborear o gosto doce da vitória e do dever cumprido, como aliás só nós o conseguimos e Luís Filipe Vieira ainda ontem o referiu. Quanto ao mercado que não dorme talvez seja pertinente recordar a máxima, «ataques ganham jogos, defesas campeonatos». E é precisamente nesses sectores que residem as maiores dúvidas...

3. A convocatória definitiva de Paulo Bento foi divulgada, com decisões do agrado de uns e desagrado de outros, como sempre acontece. Parecem, no entanto, ser escolhas com base em ideias bem definidas, em prol do interesse de todos, como tal longe de um passado de encomendas e boleias de promoção. Também por isso deve merecer o nosso apoio, para mais porque não sendo um portento a nível do diálogo, Paulo Bento aceitou com diplomacia as questões e calmamente foi explicando as suas decisões e ideias, porventura reduzindo o espaço a hipotéticos queirosianos assanhados que com a ânsia de bater mais não vêem para além de uma troca de bonecos. A nossa selecção não é mágica, como já não o era quando ficou a uma unha negra da final do Europeu ante uma toda poderosa Espanha. Mas podemos ainda assim fazer mais uma vez história, juntando ao trabalho humildade, à responsabilidade união, e percebendo que apesar de falta de poder de fogo no ataque, o equilíbrio do nosso meio-campo pode vir a fazer a diferença.

4. Tantas preocupações haviam com o excesso de estrangeiros no plantel encarnado, dos sul-americanos à recente «balcanização», passando pelo único golo português ter chegado apenas na penúltima jornada, acabamos por levar dois jogadores ao Mundial do Brasil, a par de FC Porto e Sporting, baluartes do nacionalismo exacerbado, tendo apenas sido suplantados pelo SC Braga que viu três jogadores seus serem seleccionados. Resume-se, ao fim e ao cabo, a uma vontade incontida de criticar o nosso clube quer de forma mais declarada, quer com dissimulações, hipocrisias e contos de outro rosário...

5. Nas modalidades que muito apreciamos, Futsal, Hóquei em Patins e Atletismo – como têm crescido as equipas femininas do Sport Lisboa e Benfica nestas e noutras modalidades. O destaque desta feita deve ir para a de Râguebi, que se sagrou Campeã Nacional de Sevens após vencer o Sport Club do Porto por categóricos 29-0. Esperamos que a nossa equipa, fiel à tradição de um passado recente, continue a passear a sua superioridade pelos relvados nacionais, levando o nome do Benfica bem alto e quem sabe arriscar-se a escrever uma história linda como a de outra hegemonia...










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