Ponto Vermelho
Contas 3.º trimestre-Benfica
3 de Junho de 2014
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Por EagleView

Um dos temas de que se servem os adversários do Benfica e os anti-benfiquistas em geral para o atacar são as contas e em particular o elevado passivo do Clube. O facto de o universo Benfica consolidar as suas contas acaba por apresentar um passivo mais elevado, ao contrário de alguns dos nossos adversários que não as apresentam consolidadas e por isso mesmo o panorama parece estar aparentemente mais desanuviado quando efectivamente o não está. Curiosamente, veio do norte e da Invicta o desafio da consolidação, uma tirada que não deixa de ser significativa vinda de quem vem…

Por outro lado, como quase toda a gente perora sobre contas mesmo aqueles que nem sempre acertam no resultado da adição de 2 + 2, faz gerar a especulação em vários tabuleiros até mesmo em algumas franjas benfiquistas sempre sedentas de descobrir algo que contribua para provar as suas teses alarmistas. Não se esforçam por ser esclarecidos, antes preferindo acreditar naquilo que são em si falácias próprias de gente com outros objectivos que, está bom de ver, mais não são do que denegrir e baralhar para conseguirem atingir o propósito que os move. Falam de passivo sem o decomporem para poderem avaliar as exigências na gestão do curto e médio prazo e, bastas vezes, esquecem-se de contrapor o activo. Afinal qual é a grande empresa que não tem passivo? O que importa é que o mesmo seja gerível e o do Benfica é. O resto são minudências…

Vamos então a factos: Comprova-se, sem sombra de dúvida, que dos 3 grandes o desempenho da gestão do Benfica é de facto o mais eficiente e o mais competente. Sem contar com as vendas de jogadores, os Resultados Operacionais (RO) do Benfica no 3.º Trimestre, antes das vendas de jogadores, são de -3 Milhões, 4% dos Resultados Operacionais (RO), enquanto que no FC Porto são -18,6 Milhões (32,4% dos PO) e no Sporting Clube de Portugal -8,6 Milhões (34,5% dos PO).

Os PO (72,9 Milhões) continuam a crescer, assim como os Custos Operacionais (CO). No entanto, temos de ter em atenção que com o upgrade da nova Benfica TV e respectiva evolução para Canal Premium os custos de pessoal totais (42,6 Milhões) aumentaram devido à entrada de pessoal (ouvi falar em quase 100 pessoas), mas são 58,4% dos PO, portanto abaixo do exigido pelo Fair Play Financeiro da UEFA.

Se compararmos com os custos de pessoal do FC Porto (39,4 Milhões) que são 70,1% dos PO, (este não tem TV como estrutura directa) e sabendo que os FSE (31,7 Milhões) incluem uma porção significativa de custos de pessoal, verifica-se que a eficiência da gestão no Benfica é muito superior. Algo que já foi apontado quando referi os resultados do FC Porto. Uma parte significativa dos problemas dos portistas estão precisamente aqui.

Na parte dos custos, os financeiros (15 Milhões) ocupam um lugar de destaque algo que já não é novo. O passivo caiu algo mas não de modo que se possa reflectir nos custos financeiros a curto prazo. O Capital Próprio mantém-se negativo (-7,4 Milhões) embora bastante inferior ao que era. Aqui nota-se uma grande diferença para os outros grandes, FC Porto (-30,9 Milhões) e Sporting Clube de Portugal (-118,7 Milhões).

O resultado bruto com a venda de jogadores (62,2 Milhões) teve um impacto significativo (55 Milhões) no resultado final o qual assegura que mesmo que o Benfica não venda mais nenhum jogador (o que se afigura deveras improvável) o clube irá acabar o ano com um resultado positivo. O Cashflow deve rondar os 40 Milhões, após 9 meses o que assegura desde logo a manutenção da capacidade de investimento. Por fim, a diferença dos resultados líquidos entre o Benfica (16,5 Milhões) e o FC Porto (38,7 Milhões) ao fim de 9 meses situa-se à volta de 55 Milhões a favor do Benfica.

Resumindo e concluindo; o Benfica facturou mais do que o FC Porto e o Sporting juntos! 138 Milhões vs 115,4 Milhões. Ao nível dos Proveitos Operacionais (sem considerar a venda de atletas e os Proveitos Financeiros), o Benfica apresenta 72,9 Milhões vs 80,2 Milhões no total das outras 2 SAD’s (56,3 Milhões + 23,9 Milhões). Nos Proveitos com Vendas de jogadores o resultado foi de 62,2 Milhões vs 30,3 Milhões (12 Milhões +18,3 Milhões).

Apesar de o Benfica ter praticamente o dobro dos Proveitos Operacionais do FC Porto e Sporting juntos, a SAD do FC Porto tenta rivalizar com o orçamento de futebol do Benfica, numa estratégia de altíssimo risco, diria mesmo irresponsável, que terão necessariamente que alterar. Em apenas 9 meses a SAD do FC Porto obteve 38,7 Milhões de prejuízo, e se não venderem jogadores até 30 de Junho de 2014 os prejuízos rondarão os 55 Milhões numa época apenas, colocando em risco a participação nas competições europeias em 2015/2016, devido às imposições do Fair-Play financeiro da UEFA.


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