Ponto Vermelho
Museu do FC Porto – by BMG
8 de Junho de 2014
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Por EagleView

Inúmeras loas têm sido tecidas com justiça sobre o Benfica. O maior clube português, um dos maiores do Mundo, um símbolo e orgulho da Pátria Lusa, é um chamariz onde quer que se desloque – no País e no Mundo. É a essa relevância de sempre que os nossos adversários têm tentado responder. Tudo seria legítimo e compreensível se os métodos utilizados fossem aceitáveis e enquadrassem a verdade desportiva dentro e fora do campo. Cônscios da sua inferioridade cíclica, contrapõem esquemas e expedientes duvidosos que em nada os abona mas que a tradicional cegueira, conformismo e mesmo colaboracionismo de sectores que se deveriam pautar pela independência, têm ajudado a projectar em cenários falsos como Judas.

Outra das grandes virtudes benfiquistas é a competência e imaginação que juntas promovem a projecção do vanguardismo nas várias áreas, tendo sempre presente que o Benfica não se circunscreve apenas e só ao futebol. Representa muito mais, seja na vertente social, na cultural ou na criação e desenvolvimento de infraestruturas que tornam o Clube globalista. Para que isso aconteça e se mantenha na vanguarda é preciso inovar. E isso é o que o Benfica tem feito de melhor como tem sido reconhecido por uma multiplicidade de entidades estrangeiras que visitam a Luz e o Seixal para tentar perceber como pode um Clube inserido na pobre realidade portuguesa desafiar os maiores potentados nesse capítulo.

Na última década a partir do momento em que o Benfica retomou a realidade da sua história secular, tem havido cá no burgo alguns macacos de imitação que se esforçam por acompanhar as novas realizações benfiquistas. Fora do futebol, porque não vamos agora referir todos os empreendimentos benfiquistas por serem por demais conhecidos. Nem sempre destacados dado que o pontapé da bola povoa por norma o espírito e a imaginação dos adeptos e opinião pública. Mas não passaríamos sem enfatizar a inauguração do Museu Cosme Damião (tantas vezes prometida e adiada) pois ele concentra e alberga a história do Benfica sabiamente contada e reflectida em imagens ao longo de mais de um século.

Que mal pareceria ao clube que por portas e travessas conseguiu assegurar a hegemonia futebolística até determinada altura, não acompanhar ainda que muito à distância, a senda imparável de desenvolvimento benfiquista nas suas múltiplas vertentes. Foi assim que numa tentativa de copy paste falsificada, surgiu à pressa o Museu do FC Porto, eufemisticamente designado por “Museu do FC Porto – by BMG”. Uma verdadeira pérola reveladora dos pintistas que, de forma apressada, tentaram responder à originalidade e impacto do Museu Cosme Damião. Os contornos da edificação do Museu portista não diferiram em muito da génese que esteve subjacente a outras realizações, nomeadamente à exemplar infraestrutura “PortoGaia” que era suposto estar também ao serviço da comunidade gaiense mas é exclusivo do FC Porto. A troco de 500 euros mensais sem qualquer encargo ou investimento…

Muitos não sabem, mas o museu portista foi financiado por um Banco brasileiro que por isso tem o seu nome associado ao museu. E aqui levantou-se a grande questão rapidamente minimizada: O que leva um banco estrangeiro que não tem actividades conhecidas em Portugal, de um dia para outro, a decidir-se pelo patrocínio do museu de um clube de futebol estrangeiro na cidade do Porto? Quando surgiram as primeiras notícias da parceria entre o FC Porto e o Banco BMG, ouvi alguns iluminados desejosos de justificarem o investimento, a dizerem que o banco ia atacar o mercado português e europeu. Já se passaram quase 3 anos e ainda não vi sequer uma Filial, Agência, ou simples Delegação de tal banco. A justificação deve estar no eclodir e desenvolvimento da crise…

Porque será então que o BMG investiu em Contumil? Ao que pudemos apurar o banco tem um envolvimento muito interessante com certos políticos brasileiros, alguns que até estão presos por causa do escândalo “Mensalão”. Um deles é o conhecido José Dirceu que foi braço direito do presidente Lula, durante muitos anos. E que, coincidência das coincidências e dentro do princípio dos vasos comunicantes, é amigo do bem catalogado senhor Miguel Relvas com conhecimentos privilegiados no mercado brasileiro…

Dizem as más (ou boas) línguas com o carácter especulativo que assuntos deste melindre encerram, que tudo não passa de uma forma de branquear dinheiro e encapotar investimentos de altos dirigentes brasileiros. O BMG, ao que consta, é um parceiro nas negociatas dos fundos conhecidos de Antero Henriques que, como tem sido do conhecimento público, têm ficado com significativas percentagens dos passes dos jogadores. O BMG foi o intermediário financeiro do processo que trouxe Danilo e Alex Sandro para o FC Porto... e todos sabemos o preço desmesurado dessas contratações e o quanto foi pago em comissões de intermediação.

Um outro caso conhecido é o de Jackson Martinez. Como se lembram em Janeiro, apareceu do nada um novo empresário e o antigo empresário ficou de mãos a abanar. Segundo consegui apurar esse novo empresário entrou em cena por estar ao serviço desses fundos. As mesmas más (ou boas) línguas afirmam que quem terá feito a ponte entre o BMG (e os investidores brasileiros) e o clube do Dragão, terá sido o antigo Ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, que parece ter uma excelente relação com alguns dos dirigentes de Contumil. Embora não única, esta parece ser uma das possíveis explicações para a construção apressada do Museu do FC Porto para pretensamente rivalizar com o Benfica…




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