Ponto Vermelho
Regresso para vencer
30 de Junho de 2014
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Enquanto o fluxo de notícias provenientes do Brasil sofreu significativa redução devido à eliminação de Portugal, pé ante pé e sem quase se dar por isso, as férias grandes estão quase a terminar para os futebolistas que não tiveram o previlégio de ser convocados para o certame. No caso do Benfica a eliminação de Portugal e do Uruguai abreviou o regresso ao trabalho dos mundialistas André Almeida, Rúben Amorim e Maxi Pereira que gozarão agora o seu período de descanso e chegarão por isso mais tarde não estando presentes no arranque dos trabalhos. Os outros dois (Ezequiel Garay e Enzo Pérez) continuam em prova mas, o primeiro já foi transferido para o Zénit de St.Petersburgo e o segundo, conforme tem noticiado insistentemente a imprensa, tem fortes possibilidades de ser também transferido pelo que, à partida, deverá ser uma carta fora do baralho.

Resta agora aguardar o fim do período de transferências que ainda dura mais de dois meses, pelo que até lá muita água pode vir a correr debaixo das pontes, em particular porque se anuncia o namoro de vários outros futebolistas encarnados ainda que sem qualquer tipo de confirmação de que demandarão a outras paragens, tendo em conta a especulação que sempre acompanha estas situações com os clubes, agentes, empresários e demais interessados a espalhar as notícias aos quatro ventos na expectativa de daí recolherem dividendos. A imprensa faz o seu papel de ajudar na especulação pois isso vende papel, enquanto mantem os adeptos mais susceptíveis e crédulos com o coração nas mãos sempre à espera de verem mais informações sobre partidas.

Nada que seja surpreendente pois todos os anos no defeso é assim e agora com o fim de férias deve sofrer um impulso significativo e continuará até que o mercado dê o seu último suspiro. Os encarnados têm previsto o arranque dos trabalhos para a próxima 5.ª feira dia 3 de Julho. Como seria expectável muitas certezas e algumas dúvidas, pois o desejo que todos têm de ver o plantel já estruturado e definitivo não será mais uma vez possível pelas razões que se conhecem. Acontece um pouco por todo o lado e sobretudo em Portugal em que temos um mercado tradicionalmente vendedor. E nestes tempos de crise é preciso ponderar muito bem todas as envolvências porque se por um lado essa é quase sempre uma verdade irreversível, por outro é fundamental recompor o plantel para atacar com êxito uma época que, mais uma vez, se prevê longa, difícil e muito exigente.

Olhando de relance para o plantel temos que atempadamente parece ter sido resolvida a questão dos elementos defensivos. Laterais e centrais estão já garantidos faltando ver até que ponto a sua adaptação se processará com maior ou menor rapidez e se estarão à altura das expectativas que se geraram com os seus regressos/contratações. Paira ainda alguma incerteza sobre a questão dos guarda-redes mas isso a seu tempo será resolvido. No meio campo e caso se confirme a saída de Enzo Pérez, há para já um problema para ultrapassar: – com a transferência de André Gomes e o regresso tardio de André Almeida e Rúben Amorim e a lesão grave de Fejsa que em princípio só surgirá em Janeiro, existe desde logo uma lacuna no pivot defensivo dado que o recém contratado Pawel Dawidowicz dada a sua juventude e inexperiência, à partida, não se afigura com aptidões para vir a ocupar o lugar de imediato. Resta ir ao mercado e isso deve estar também a ser feito.

Finalmente o ataque que viu sair Rodrigo Moreno que a última época conquistou a titularidade. Se Jorge Jesus mantiver o mesmo modelo de jogo, parece evidente que Óscar Cardozo será candidato à saída. A aquisição do jovem austríaco Kevin Friesenbichler parece enquadrar-se na mesma situação do jovem médio polaco pelo que necessitará de tempo de adaptação à equipa e não deve constituir alternativa imediata. Resta o mercado para adquirir um jogador com as características pretendidas e com experiência e, nesse sentido, o ainda maritimista Derley de quem com insistência se fala que pode ser reforço, parece poder vir ser uma eventual solução. Aguarde-se portanto a evolução dos acontecimentos que se poderão alterar radicalmente num abrir e fechar de olhos.

Estamos no entanto convictos que qualquer que venha a ser a composição definitiva do plantel, o Benfica não deixará de ter uma equipa competitiva para abordar com confiança as várias provas em que irá estar envolvido quer em Portugal quer na Europa. Todos sabemos que para a consolidação do processo, é crucial que o bi-campeonato seja alcançado até porque há muitos anos que tal não sucede. Muitas dificuldades iremos enfrentar e para isso temos que estar preparados em todas as frentes. O caminho já está a ser percorrido restando-nos aguardar com confiança e sem regatear o nosso apoio sem prejuízo da diferente visão que cada um de nós tenha sobre este processo global. O que não devemos é perder tempo com minudências que a nada conduzem e só servem para alimentar a maledicência dos nossos adversários e inimigos.








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